quarta-feira, 2 de julho de 2014

MAIS UM LADO NEGRO DA FIFA E DO FUTEBOL BUSINESS

Os bastidores da Fifa na venda de ingressos para a Copa no Brasil no mercado negro mostra a máfia do futebol business

A venda ilegal de ingressos na Copa da Fifa no Brasil é o destaque hoje do site do Jornal do Brasil, "o JB foi o primeiro e atualmente, é um dos maiores portais de jornalismo online no país, pioneiro da mídia Internet e que herda a tradição de um dos melhores jornais brasileiros impressos, ele soube se adaptar aos novos tempos da cultura digital", relata aqui o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que teve um relacionamento com o jornal que tinha a sua sede nacional no Rio de Janeiro. Padinha consulta sempre este site. Buscando informações de interesse sobre os bastidores da Copa agora para matéria por aqui no blog Folha Verde News, ele encontrou hoje a reportagem de Cláudia Freitas, com a colaboração de Rodrigo Quadros sobre o mercado negro de ingressos. Na mesma postagem no site JB estão hoje  informações sobre o livro do mais respeitado jornalista esportivo de investigação da Inglaterra, que conta com detalhes este tipo de negociações escusas, citando os nomes dos ex-presidentes brasileiros da Fifa, Ricardo Teixeira e João Havelange, nestas transações. Não é segredo que a metodologia de venda dos ingressos para a Copa do Mundo adotada pela Fifa envolve negócios duvidosos e gera polêmica a cada torneio nos países participantes. O que era segredo até pouco tempo estava nos bastidores obscuros da distribuição dos bilhetes, envolvendo troca de favores e agentes do mercado negro. A verdade foi revelada pelo jornalista britânico Andrew Jennings, em seu livro “Um jogo cada vez mais sujo”, que dá detalhes das transações ilegais que enriqueceram os representantes das maiores instituições ligadas ao Futebol, incluindo os nomes dos brasileiros Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e João Havelange, ex-presidente da Fifa.


Joseph Blatter tem sido criticado também por problemas na escolha de Catar para a Copa do Mundo de 2022


Aqui, o jornalista Andrew Jennings em contato com Joseph Blatter em Londres

Este tipo de denúncias causou revolta e repúdio de cartunistas e chargistas
 
 
Este lado obscuro da Fifa e da Copa contrasta com a brasilidade e emoção da torcida brasileira agora

Um resumo da história suja da máfia dos ingressos nos bastidores da Copa do Mundo da Fifa
 

As investigações do jornalista britânico Andrew Jennings apontam os irmãos Jaime Byrom e Enrique Byrom, do México, como os grandes vilões nas negociações fraudulentas de ingressos da Copa, não só agora, isso desde o Mundial realizado em 1986 naquele país. Os Byrom são acionistas majoritários das empresas Match Services e Match Hospitality, que prestam serviços para a Fifa na distribuição dos tickets e hospitalidade durante as competições. De acordo com Jennings, atualmente há três tipos de contrato entre a Fifa e as organizações Byrom: um que trata da distribuição dos ingressos para os jogos da Copa no Brasil; outro específico para a acomodação do público estrangeiro no país sede e dos próprios brasileiros que vão se deslocar pelas cidades das competições; e um contrato para a ocupação dos novos e luxuosos camarotes de vidro nos estádios, com todas as mordomias oferecidas como comidas, bebidas e decoração arrojada. Esse último contrato foi feito através da empresa Match Hospitality, que tem como um dos sócios Philipe Blatter, que é nada mais nada menos que o sobrinho de  Joseph Blatter, o polêmico presidente da Fifa. Por sinal, este esquema movimenta a maior soma de valores de todas as Copas...No seu livro, Jennings conta que os irmãos Byrom aparecem no cenário "sujo" da Fifa quando Blatter era secretário geral de João Havelange. Eles então foram apresentados uma ao outro durante a Copa de 1986, no México. Uma pessoa da família Byrom é casada com alguém da Televisa, principal rede de televisão mexicana. O jornalista explica que os Byrom organizam o mercado legítimo e a hospitalidade. Ele cita o caso do Maracanã para a Copa de 2014. Existe menos espaço para espectadores tradicionais, porque agora há mais camarotes de vidro, que ele apelida de "caixas luxuosas". O jornalista britânico dedica alguns capítulos do seu livro somente para explicar como acontece a venda ilegal de ingressos. Em entrevista ao site JB Jennings disse que a Fifa e os irmãos Byrom tentaram bloquear a publicação do seu livro na Inglaterra e ele até recebeu ameaças. Mas não cedeu às pressões. Ele apresenta documentos que comprovam dezenas de irregularidades nos mundiais da Alemanha em 2006 e da África do Sul, em 2010. As provas são de que os Byrom forneceram ingressos para o vice-presidente da Fifa Jack Warner, que por sua vez os negociou nos mercado negro em troca de votos favoráveis no Comitê Executivo da entidade que comanda o futebol internacional. Na visão de Jennings, a estrutura estabelecida entre a Fifa e os comitês nacionais pode ser comparada com o crime organizado. Isso pelo fato de Blatter e os sujeitos no topo da pirâmide da Fifa permitirem associações nacionais a comprar os ingressos que eles não querem e entregarem no mercado negro. Dessa forma, não são os oficiais da Fifa que estão enriquecendo. Na verdade, o que eles estão "comprando" é a lealdade das associações nacionais em eventos ao redor do mundo. A Fifa terá ingressos e alocação para negociar com países pobres que nunca poderia pagar para viajar ao Brasil, Africa do Sul ou Alemanha, por exemplo. Eles são vendidos no mercado negro e é assim que os funcionários de baixo nível da entidade conseguem dinheiro. E eles ainda conseguem mascarar as saídas desses ingressos para o Imposto de Renda. É esse esquema denunciado por Jennings que serve como ponte para manter as pessoas ligadas. "E assim, para as associações nacionais o Blatter é o melhor presidente que poderia existir", conclui o autor do livro reportagem "Um Jogo Cada Vez Mais Sujo". Andrew Jennings argumento: ainda que "na máfia você tem que matar alguém, mas no caso do Teixeira era aprender como roubar o Brasil". Jennings diz que não existe ingenuidade nessas relações fraudulentas. "As associações sabem que enriquecem a Fifa, mas Blatter consegue manter os nós unidos", diz ele. Pela avaliação do jornalista, não é na Fifa que o lucro é gerado, mas a fonte está no mercado secundário e nas confederações nacionais. É este o mesmo esquema que movimenta os bastidores "obscuros" das Olimpíadas. Entre as confederações nacionais de futebol (como a CBF) e ligadas à Fifa, Jennings considera que poucas são honestas. Essas entidades solicitam os ingressos aos irmãos mexicanos que os repassam em nome do Blatter ou da própria Fifa. Países da África, Ásia e Europa já possuem os seus negociadores com os Byrom, que depois fazem as vendas no mercado paralelo. O jornalista cita a CBF como uma das associações a adotar essa postura. Ele afirma que os Byrom têm o controle absoluto dos ingressos, porque grande parte das entradas são impressas somente após a definição da escala dos jogos em cada fase, o que facilita o esquema deles no Brasil com os Grupos Traffic e Águia, ligados a CBF e diretamente com o Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, no período de 1989 a 2012.  Nos bastidores e de longe, morando nos Estados Unidos, ele se mantém no mercado negro? O autor do livro disse não ter informação a este respeito neste momento em que acontece a Copa no Brasil.


Obra do jornalista Andrew Jennings
O novo  livro do jornalista Andrew Jennings dá sequência às suas denúncias
Existiriam websites e outros atalhos que  são utilizados neste mercado negro de ingressos há mais de 30 anos. "Eu conheço, particularmente, algumas pessoas que representam um número de países para esses eventos mundiais. Pessoas do leste europeu com poucos agentes que representam a todos eles, os países e os mercados secundários. É feito um mercado negro para que as próprias pessoas possam ficar ricas, não há outro mercado secundário que possa vender os ingresso", explica o jornalista britânico. Relembrando a Copa na Alemanha, Jennings diz que os alemães foram espertos em não dar para os Byrom os ingressos, ficando com a hospitalidade ou uma parte dela. Mas teve a África do Sul. "Ai eles perderam 50 milhões de dólares no país, porque as pessoas não tinham condições financeiras de bancar os luxos oferecidos", destacou o britânico. Questionado sobre os membros da Fifa que estão envolvidos no esquema de corrupção, o jornalista dispara: "se eu soubesse, estariam todos na prisão". E completa: "A pergunta é: por que não fazem nada sobre isso? "Todas as 23 pessoas, que podem ser 24 ou 25, sabem. É um jogo sujo, secreto. Blatter faz dinheiro por ele mesmo em permitir que as 209 confederações nacionais participem desse jogo. Não acho que os britânicos façam ou alguns países do leste europeu façam isso também. É uma questão de poder, não apenas por dinheiro", afirma Jennings. Quando perguntamos a Jennings sobre a pequena margem de ingressos que é reservada para venda, o que causou grande insatisfação dos torcedores aind agora na Copa da Fifa no Brasil, o jornalista compara essa realidade a um iceberg. "Que tem 10% acima da água e é isso que te dão. Então, você tem que ganhar na loteria para conseguir e o resto está dentro da água em um mundo sombrio secreto. Está tudo lá", revela o jornalista. No mercado exterior, Jennings conseguiu seguir os rastros dos ingressos, que são comprados por altos executivos dessas associações nacionais e revendidos para empresas que montam pacotes oferecendo passagens aéreas e acomodação. Mas um detalhe importante pode ser observado na negociação com o turista: o tíquete é sempre emitido em nome de outra pessoa. Além do esquema da venda de ingressos, a Fifa e a CBF faturam altas cifras a cada torneio em países que não têm retorno dos investimentos. Para a Copa no Brasil, a previsão de faturamento da Fifa é de US$ 2,7 bilhões, o que está motivando uma série de protestos no pais, que vive um clima tenso com as inúmeras greves em várias regiões, promovidas por variados segmentos sociais. Jennings comenta que os patrocinadores como McDonald’s, Visa, Samsung e Coca-Cola foram favorecidos com isenção fiscal de 12 meses pela Lei da Fifa. As empresas ligadas ao campeonato estão vendendo as suas mercadorias no Brasil sem pagar imposto por isso e ainda impedindo que as concorrentes nacionais localizadas próximas aos estádios façam as suas negociações. O jornalista britânico destaca também a venda dos direitos televisivos dos jogos, que ele considera que seria o suficiente para pagar integralmente o campeonato no país. As emissoras pagam uma fortuna para transmitir as partidas. Bem, mas aí é um outro iceberg do mercado do futebol business, segundo comentários do jornalista Andrew Jennings ao site JB. Divulgamos estas denuncias como alerta de informação e para que esta realidade seja diferente na próxima Olimpíada de 2016 que será também por aqui no Brasil.


Fontes: www. jb.com.br
             www.folhaverdenews.com
 

6 comentários:

  1. Aqui nestre blog da ecologia e da cidadania temos mostrado variadas matérias sobre bastidores da Copa do Mundo da Fifa no Brasil agora, algumas com um sentido positivo, como o uso da energia solar em 4 dos 12 estádios construídos para o mundial da bola, alguma outras com um sentido negativo, como mais este post.

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  2. O britânico Andrew Jennings é conhecido e reconhecido jornalista investigativo, especializado em esportes. O seu primeiro livro, que debatemos também aqui no blog, teve um espaço de 20 minutos na BBC. Agora a sequência do seu trabalho como autor é esta reportagem de denúncia sobre o mercado negro de ingressos, manchete hoje do site JB.

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  3. Nós que aqui defendemos a ecologia do esporte, do futebol também, bem como a emoção positiva de cidadania, que um evento mundial da bola como a Copa agora no Brasil, gera, não podemos deixar de debater o lado escuso, por exemplo, do mercado negro de ingressos.

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  4. O problema não é somente a máfia dos ingressos mas toda uma estrutura do futebol business: por essas e outras, estamos sempre a defender a arte do futebol e até as peladas, onde a bola rola com talento, por amor ao esporte e sem este tipo de mercado negro. Esta foi a razão também de nos aliarmos às críticas do movimento dos jogadores brasileiros Bom Senso FC à CBF.

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  5. Mande a sua opinião, informação ou comentário sobre esta pauta, se quiser, respondendo à pergunta: você acha que é possível manter uma estrutura profissional de futebol sem estes esquemas ilegais?...Envie a sua opinião (agora no calor da Copa no Brasil, com bons jogos dentro dos estádios e relativa tranquilidade no país) aqui pro e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com. br

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  6. O site Uol acaba de noticiar algo a respeito desta pauta aqui do blog. Assistir a jogos da Copa do Mundo em camarotes, frequentar eventos exclusivos, transitar em carros credenciados pela Fifa e ainda faturar até R$ 200 milhões. Esse era o plano elaborado pelo argelino Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos, para o Mundial de 2014. O projeto, inclusive, já estava em curso. Foi interrompido na terça-feira por uma ação da Polícia Civil. Fofana foi preso em um apartamento de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca durante uma operação de combate à venda ilegal de ingressos da Copa. Empresário com vários serviços prestados ao mundo do futebol, ele agora é suspeito de liderar uma quadrilha internacional de cambistas que lucrava até R$ 1 milhão por partida do Mundial da Fifa no Brasil: esta entidade precisa se pronunciar e se posicionar sobre a máfia de ingressos.

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