terça-feira, 22 de julho de 2014

MEXICANOS MOSTRAM AO BRASIL, À CBF DE MARIM E DE DUNGA, AO COB TAMBÉM, QUE É PRECISO ALGO MAIS DO QUE BUSINESS

México cria Pan alternativo, reúne a elite olímpica e dá exemplo para o Brasil, destaca Demétrio Vecchioli: evento valoriza a ecologia do esporte e não só os negócios ou as medalhas...


Com a participação de todos os países que estarão nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio, está rolando no México um festival esportivo pan-americano, que não tem todo o destaque mundial dos eventos competitivos mas não passou em branco graças ao repórter internáutico Demétrio Vecchioli, que noticia as Olimpílulas, o recado é oportuno para os brasileiros redescobrirem em tempo o espírito olímpico e do esporte de verdade antes de mais um megaevento aqui no país depois da Copa do Mundo da Fifa, que foi a Copa das Copas para o planeta, mas um fracasso para as tradições da arte da bola brasileira, uma cultura popular que ficou no prejuízo em termos de futebol mesmo", comenta aqui no blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Um exemplo de esportividade pura é tudo o que os cartolas da CBF e do COB precisam aprender, basta ver agora as decisões da cúpula privada do futebol do Brasil, que é um patrimônio público do povo deste país, mas nem parece, agora esta escolha do Dunga tem também este sentido crítico"... Mas acompanhe aí a reportagem que, sem o alarde da grande mídia, está saindo no site Portal Soma, entre outros portais de notícias. A dois anos dos Jogos do Rio, a determinação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para as confederações nacionais de modalidades é: pensem nas medalhas! Assim, nada de gastar dinheiro organizando competição internacional só pelo prazer do esporte. A meta é somente colocar o Brasil no Top10 da próxima Olimpíada e, para isso, o orçamento deve ser usado em treinamento. O México pensa diferente e dá um exemplo bacana. Começou já há 10 dias o que eles estão chamando de “Festival Esportivo Pan-Americano”. É uma espécie de Jogos Pan-Americanos, com os países que disputam os Jogos Pan-Americanos, com todas as modalidades individuais que estão nos Jogos Pan-Americanos, com a chancela da ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana). Algo diferente.

Fabiana Beltrame e Beatriz Cardoso foram destaques no remo dentro do Festival Panesportivo do México
 
Em quase todas as modalidades disputadas até aqui, o Brasil foi representado pelo que tem de melhor. No remo, a competição era seletiva para o Pan de Toronto, no ano que vem. Nas lutas, assim como na canoagem slalom, valia como Campeonato Pan-Americano (dando vaga no Pan ao campeão). No pentatlo moderno, competição importantíssima, tanto seletiva quanto campeonato continental. No boxe, por exemplo, a competição não é oficial, mas foi um bom treino para a seleção brasileira, que levou nove atletas, sendo quatro titulares de suas categorias.  Mesma situação do tênis de mesa, o nosso país foi representado por sua seleção juvenil, enquanto que na ginástica artística só Henrique Flores competiu, levando prata no individual geral e ouro nas argolas, com nota de finalista olímpico. Diferente dos Jogos Pan-Americanos, o Festival Pan-Americano, que chegou a reunir mais de 3.600 atletas, não tem sede única. São 10 sedes, diminuindo drasticamente o custo de organização, aproveitando as estruturas já existentes. Muitos eventos foram disputados na semana que passou, mas eles seguem até 30 de setembro. Em agosto, por conta dos Mundiais, só vai ter raquetebol e atletismo. A partir de 5 de setembro, a competição volta com tudo. Até o final da semana, o Olimpílulas vai fazer um resumão do que está acontecendo no México e, até setembro, irá atualizar o internauta sobre a competição. E fica o sonho de, quem sabe, o Brasil não pensar em organizar uma competição assim em 2018, centralizando no País os Campeonatos Pan-Americanos das modalidades, utilizando o “legado” de 2016 e testando as estruturas de Brasília, que receberá a Universíade de 2019. "Isso e principalmente, resgatando em meio à realidade do business e de tudo por medalhas e troféus, o sentido realmente olímpico e ecológico do esporte, algo que faz falta em meio à cultura de violência de hoje em dia aqui e em todo o mundo", analisa ainda nosso editor de conteúdo Padinha, aqui no blog da ecologia e da cidadania, que vai procurar trazer posteriormente mais informações sobre este evento que se diferencia na atualidade.

O Festival Panamericano não tem nada a ver com o business que marcou a Copa da Fifa...

...e da CBF, que é um entidade privada cuidando de um bem público no Brasil, anticidadania

Velho novo, novo velho, na verdade a CBF trocou 6 por meia dúzia, o país precisa é mudar a estrutura do futebol  

Fontes: www.portalsoma.com.br
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Um resgate do esporte pelo prazer do esporte é tudo o que falta no mundo cada vez mais perigosamente competitivo, a disputa muito intensa acaba levando à violência...

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  2. Foi afinal a crítica de críticos mais especializados à Copa do Mundo da Fifa e da CBF: por exemplo, a determinação de se dar menos cartões amarelos (advertências a jogadas bruscas) acabou gerando mais violência dentro dos jogos, o que o futebol business considera como espetáculo que dá ibope...

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  3. Neymar foi uma vítima desta desorientação esportiva da Fifa. Agora este evento olímpico e esportivo mostra à Fifa, à CBF e ao COB (que fará a Olimpíada de 2016 no Brasil) que a competição não precisa ter um clima de fim do mundo na busca por troféus e medalhas, vale mais pela qualidade técnica dos atletas.

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  4. mande o seu comentário ou opinião sobre esta pauta para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  5. "A merntalidade de Dunga, que parece será o homem forte do futebol para a CBF a partir de hoje, é ao contrário do esporte pelo esporte e sim tudo por um título, vale tudo como no MMA", critica aqui o estudante de Educação Física na USP em SP, Pedro Alves.

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  6. "Concordo em especial com a visão crítica de vocês que a CBF, sendo uma empresa privada, não deveria ser a última palavra no futebol do Brasil, que é um bem público, patrimônio cultural do nosso povo", comenta aqui (criticando também a escolha de Dunga), Marta Santos, fisioterapeuta em Ribeirão Preto (SP).

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  7. "Concordo 100% com este blog, o Brasil precisa mudar não os nomes mas a estrutura do futebol, que está submisso aos interesses da CBF, que é uma empresa privada cuidado de um bem público, que é a arte da bola em nosso país": é um resumo do comentário de Felipe Andreolli, boleiro e comentarista de futebol em Piracicaba (SP).

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  8. "CBF, uma empresa privada cuidando de um bem público", corrigindo o erro de digitação, é o que disse Andreolli no comentário anterior. Envie vc tb a sua msm mandando o e-mail para navepad@netsite.com.br

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  9. "Genial o clp do cariopca Edu Krieger. Conheci o trabalho dele aquyi no blog com a canção criticando a Copa, Desculpe, Neymar, muito boa e agora essa é genial. Sem ser careta critica de frente as drogas": é o que nos diz em suma a msm de José Oliveira, músico de Juiz de Fora (MG).

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