terça-feira, 15 de julho de 2014

MÍDIA MAIS INDEPENDENTE PEDE MUDANÇAS E MEDIDAS RADICAIS NA CBF E NO FUTEBOL BRASILEIRO

CPI no futebol, mudança da Lei Pelé e apoio aos clubes (especialmente os pequenos) foram as sugestões do debate da Rede Família e do portal Futebol Interior que repercutiu no Brasil


O debate aconteceu em Limeira (SP), sede da Rede Família, dentro do programa Cadeira Cativa, comandado por Guina Paiva e com a participação, entre outros jornalistas esportivos, de Arthur Eugênio Mathias, diretor do site Futebol Interior: "Aconteceu em Limeira mas repercutiu em todo o Brasil, justamente pela independência das críticas feitas e pela radicalidade das propostas, algo que realmente é o que é necessário neste momento no ex- país do futebol, pós-Copa do Mundo da Fifa em que os brasileiros organizaram um grande evento para o mundo, para os outros países, porque a nossa Seleção teve o pior desempenho de todos os mundiais anteriores, foi a Copa das Copas no sentido do futebol business mas uma tragédia para a arte da bola brasileira, uma cultura popular importante para nossa Nação, construída ao longo de uns 70 anos de luta esportiva, mas que agora volta à estaca zero", comenta porque aqui no blog da cidadania e da ecologia Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Temos feito, desde antes da Copa, várias reportagens sobre os bastidores do futebol enfocada dentro do contexto da realidade do país, agora mais recentemente, postamos depoimentos dos ex-jogadores Bernardo Silva, Romário e Paulo André (que mesmo jogando na China continua sendo um dos líderes do movimento Bom Senso FC  por aqui). Cada um dentro de uma perspectiva, cada um deles com uma intensidade diferente de críticas, todos com propostas para as mudanças que se fazem urgente, agora que o fracasso da Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo pôs o Brasil no fundo do poço, se o momento presente for dimensionado na história futebolística deste país que  sempre vinha se destacando e já foi 5 vezes campeão mundial. Hoje, abrimos nosso webespaço para este debate Rede Família/Futebol Interior. A desastrosa participação da Seleção da CBF na Copa do Mundo de 2014 dominou os debates do programa Cadeira Cativa, não faltaram sugestões para mudar totalmente a atualidade negativa do futebol brasileiro. Com duas horas de duração, o  programa que começa sempre às 19 horas e vai até às 21 horas, tem um link para interagir com os telespectadores, através da atuante apresentadora Ana Cecília Pereira. Além dela, de Guina Paiva e do Arthur Mathias, participaram o narrador Roger Willians e o repórter Nando Lopes, bastante conhecidos por seu trabalho no dia a dia das equipes e dos jogos no futebol interiorano.

Aqui, os participantes do debate histórico feito pela Rede Família com apoio do portal Futebol Interior

O Brasil organizou tudo mas quem fez a festa esportiva e política no Maracanã foram os alemães

Felipão e a comissão técnica não foram os únicos responsáveis pelo fracasso...

...fracasso do futebol brasileiro que repercute mal para todo o país

Muitas charges e cartuns radicalizam nas críticas sobre o que rolou na Copa do Mundo agora

Do Brasil, Gisele Bündchen foi quem mais se aproximou da taça do Hexa levada até os finalistas

Muitos ecologistas, pesquisadores e advogados querem passar a limpo esta situação do mascote da Copa que deveria receber direitos de imagem ou royalties por ter sido logomarca e base para todo o design e publicidade do evento mundial da Fifa: os recursos seriam destinados à preservação desta e de outras dezenas de espécies dos biomas Caatinga e Cerrado

 

Alguns temas que entraram na pauta do debate do futebol interiorano
Sempre polêmico e contundente, o analista Artur Eugênio Mathias considera necessário uma série de CPIs para analisar tudo que acontece no futebol nacional. “Os dirigentes estão viciados. O futebol paulista é comandando por Marco Polo Del Nero há dez anos na base de favorecimento da elite. O que a Alemanha fez foi justamente o contrário: incentivou a base, deu condições aos clubes e fortaleceu suas competições como espetáculos para as famílias”, explicou Eugênio, que ainda espera medidas mais firmes do Ministro dos Esportes Aldo Rebelo. Citou ainda que Franklin Martins, ex-ministro de comunicação, chamou a CBF de uma entidade sem “nenhuma transparência”. E deixou claro: “Torço para que o deputado federal Romário, candidato ao Senado, mantenha a sua postura firme contra estes dirigentes”.  Foi o convidado da noite, o técnico de futebol e ex-jogador Márcio Araújo, que  lembrou da falta de estrutura que têm os clubes, bem como os profissionais para que possam desenvolver o seu trabalho. “Está na hora do dirigente para de demitir por telefone, deixar de pagar e a gente treinar em campos repletos de buracos”. E completou dizendo que “o treinador hoje é dominado pelo medo, porque ele não sabe o momento que será mandado embora”. E ainda completou de forma irônica: “Quando a gente trabalha num clube pequeno, o técnico mora perto da rodoviária para ir embora logo. Quando é time grande, o técnico mora do lado do aeroporto”, exemplificou. E, por fim, argumentou: “O treinador hoje é apenas motivacional, porque não pode cobrar quem não recebe os salários em dia. Por isso, faltam técnicos mais capacitados no Brasil, preocupados com a organização disciplinar, tática e técnica”. Aliás, parte do que faltou à Seleção Brasileira agora na Copa do Mundo da Fifa e da CBF de 2014.  Carlos Pacheco, preparador físico, lembrou que os clubes “infelizmente foram obrigados a abandonar o trabalho de base. É preciso ter profissionais que sejam capacitados, formados em educação física para trabalhar na base, que é o que vai dar condições dos jogadores crescerem e o país da bola ter futuro. Neste aspecto, Artur Eugênio Mathias lembrou da necessidade de se mudar a “Lei Pelé”, legislação editada por um “bando de burocratas” e que usou indevidamente o nome do grande ídolo, no final da década de 90, que tirou a força e a razão dos clubes “investirem na base”, servindo para enriquecer centenas de empresários e procuradores que não gastaram nenhum dinheiro para ficar milionários”.  E o que é pior, lembra Padinha aqui no blog, à custa do empobrecimento do futebol arte do Brasil, algo que é um perfil trágico deste day after da Copa do Mundo da Fifa e da CBF no Brasil, hoje visto mundialmente, como o ex-país do futebol.

Fontes: www.futebolinterior.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Os temas do debate da Rede Família e do portal FI e algumas das propostas colocadas no programa Cadeira Cativa vão ao centro da questão do apocalipse do futebol brasileiro agora.

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  2. Qinta-feira, a CBF vai dar um posicionamento sobre a crise, porém, desde já, colocamos aqui no blog também que o Felipão e a sua turma de campo não são os únicos responsáveis pelo fracasso histórico, quer começa bem mais em cima e vai até bem mais embaixo...

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  3. Agora é o momento da liberdade crítica e de externar todos os enfoques que venham a ajudar medidas de mudanças e de avanços que se fazem urgentes na estrutura deste esporte que é um dos símbolos culturais do nosso povo, ofendido demais neste episódio Copa da Fifa 2014.

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  4. As mudanças e avanços precisam ser mesmo debatidos e analisados com transparência para que mude a atual realidade.

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  5. Também nesta semana já está sendo retomado o Campeonato Brasileiro, da Série A e da B, esperamos que venham mesmo as mudanças e o avanços a tempo de influir no dia a dia deste esporte.

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  6. Mande vc tb a sua mensagem para nosso blog através do e-mail da nossa redação navepad@netsite.com.br Recebemos e já divulgamos aqui o comentário que nos enviou o estudante de Jornalismo na Unesp de Bauru, Rafael Silva: "É mesmo urgente passar a limpo os problemas e tentar uma nova realidade já, em 2016 tem a Olimpíada no Rio e o que aconteceu com o futebol pode acontecer com todos os esportes"...

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  7. "Ao contrário do que muita gente falava, a Copa no Brasil foi um fracasso dentro de campo para a Seleção Brasileira mas para o Brasil teve relativo sucesso como evento, como indústria cultural e como turismo": é o que comenta José Alves, professor em Curitiba, Paraná, que nos envia também dados que colheu no boletim Repórter Sindical: “Copa eleva número de turistas no País em 132%. Capa da IstoÉ Dinheiro: “Os lucros do Brasil com a Copa”, informando: foram R$ 30 bilhões em negócios; 900 mil vagas temporárias abertas; chegou a R$ 500 milhões o lucro extra das 43 mil pequenas e microempresas. Ou seja, faltou só o futebol mesmo na Copa no Brasil"...

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