domingo, 24 de agosto de 2014

A CASA DA MÃE JOANA HOJE SE CHAMA GAZA NA REALIDADE DA VIOLÊNCIA

Conflito transforma Gaza em um grande lar de refugiados ou a casa do sofrimento humano

 
Wissam Nassar/The New York Times fez as fotos e a reportagem, ambas fora do comum, que a gente captou no site Uol, na agência EFE e resume com alguns comentários aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News para você neste domingo, um dia para a gente buscar a paz, aqui, em Gaza, onde for. O nosso editor de conteúdo aqui no blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha avalia que essa cidade no Oriente Médio, em meio aos bombardeios de Israel contra o grupo Hamas, para desespero da população civil de Palestinos é no melhor sentido humanitário a maior casa da mãe Joana hoje em dia: ali, agora, desabrigados estão por toda parte em Gaza. "E até alguns Judeus, entre os mais históricos, aqueles que escaparam do holocausto nazista, agora pedem trégua definitiva para a construção da paz, urgente lá e em todo o lugar do mundo que hoje em dia, de uma ou de outra forma, a violência está em todo lugar do planeta, como marca da cultura da atualidade", comenta ainda Padinha, ao resumir aqui neste webespaço a reportagem de Wissam Nassar.
 
Nader al-Masri, atleta olímpíco palestino, abraça o pai diante do que sobrou da casa onde moravam Beit Hanoun, na Faixa de Gaza
Nader al-Masri, atleta olímpíco palestino, abraça o pai diante do que sobrou da casa onde moravam
 
"Sandálias pequenas estão espalhadas no tapete de entrada de um escritório de advocacia no primeiro andar da rua principal do centro de Gaza: os pezinhos pertencem a crianças que estão morando lá dentro desde 20 de julho. No andar de cima, em um laboratório odontológico onde Mohamed Efranji produz coroas e capas para dentes, há bandejas de cebolas, batatas, pimentas vermelhas e tomates para alimentar as três famílias que agora chamam o lugar de lar. No Salão Rimal, no final do campo de refugiados da Praia, dois cabeleireiros levaram seus 10 irmãos menores para ficar lá. Na terça feira, a mãe das crianças estava fazendo macarrão em um fogareiro na sala espelhada dos fundos, onde as noivas costumam se arrumar. Na esquina, atrás de um cobertor colorido que cobria a porta de uma lan house fechada há muito tempo, mais 13 pessoas se estabeleceram em dois cômodos de pé direito alto, sem água encanada e sem tomadas que funcionem", trecho da poesia é da tragédia em forma de reportagem, escrita e documentada com imagens por Wissam Nassar/The New York Times
 

As crianças desabrigadas são o maior sintoma da desumanidade hoje em Faixa de Gaza
 
Palestinos esquentam água em fogueira em meio a escombros em Beit Hanoun
 

Artistas transformaram explosões de Gaza em um painel de protestos que deveria ir para a ONU

Garotos andam sobre escombros de casas destruídas por bombardeios na Faixa de Gaza

 "As tamareiras, parreiras, oliveiras, figueiras, amendoeiras e limoeiros se foram. Um arco de pedra e um portão de ferro retorcido são basicamente as únicas coisas que ficaram de pé no local que, segundo Ghoula, um prédio de quatro andares abrigava seis famílias – 50 pessoas – bem como várias lojas no primeiro andar. Ghoula tinha duas máquinas de costura e fazia sapatos femininos"... 

 
"Estes são os restos do meu computador", disse ele, pegando um pedaço de plástico preto. "Esta é a bolsa da minha filha." Era vermelha com detalhes brilhantes; ela tem quatro anos.
Ele colocou uma placa na pilha de escombros: "lar da família al-Ghoula", para afastar os ladrões, talvez atrair ajudantes ou apenas sinalizar para os vizinhos: "nós ainda estamos aqui".
"Precisamos alugar uma casa, mas ainda vimos sentar aqui todos os dias", disse Ghoula enquanto um estranho com um carrinho puxado a burro parou para beber água fresca. "Para receber as pessoas. Para contar para o mundo: nós estamos enraizados em nossa terra, até a morte". A reportagem de Wissam Nassar tem um tom épico, a tradução é de Eloise De Vylder e a impressão que a gente tem é que estamos diante não só de um documentário, mas de uma reportagem monumento para a paz.

 
Fontes:
 

7 comentários:

  1. No jornal Folha de São Paulo edição deste domingo há este complemento ao post que você está conferindo em nosso blog Folha Verde News. Você pode conhecer os comentários de Judeus que escaparam ou têm memória do Holocausto, pedindo a paz em Gaza, acessando o o link http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2014/08/1505145-sobreviventes-do-holocausto-assinam-nota-contra-genocidio-em-gaza.shtml

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  2. Esta reportagem do The New York Times, com texto e fotos de Wissam Nassar atinge a genialidade de obras de arte como de Picasso ou do brasileiro Portinari, no painel na sede da ONU.

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  3. Judeus, Palestinos, seres humanos de todos os lugares da Terra precisamos superar os interesses que nos separam e nos levam a sofrimentos como este de Gaza: é a visão do nosso blog de ecologia humana também e também de cidadania diante destes fatos e desta reportagem genial.

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  4. Nos sentimos diante de um documento histórico e também, como comentou Padinha, nosso editor aqui no blog, diante de um monumento para a paz.

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  5. Envie para nós a sua mensagem, emoção ou opinião, crítica ou comentário, mandando e-mail para navepad@netsite.com.br

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  6. "Emocionante demais é o que eu consigo dizer diante deste trabalho de reportagem que, concordo com este blog, se trata de uma comunicação genial na luta pela paz": é a msm que nos envia Isabel Khoury, que atua com turismo em Foz do Iguaçu, no Paraná.

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  7. "Essa idéia de que a reportagem aí sobre Gaza é um documento e também um monumento da arte e da luta pela paz é me parece uma síntese muito legal": é o comentário que nos envia uma pessoa que assina Galo e que afirma residir nos bastidores de Brasília, como um fantasma: "Meu contato com a realidade é uma lan house aqui perto de Sobradinho". Obrigado, internauta Galo.

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