sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A QUEM INTERESSA RASGAR O OCEANO ATLÂNTICO NO BRASIL PARA A MINERAÇÃO NO FUNDO DO MAR?

Extração de minério no Atlântico: tem alguma vantagem para nosso povo, nossa natureza  e nossa economia esse projeto de grande interesse só para alguns grupos internacionais?...

Este questionamento se destaca hoje no site de assuntos socioambientais EcoDebate e aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News fazemos um resumo deste tema de grande importância para definir prioridades brasileiras, neste ano de eleição presidencial, "em especial para todos nós que consideramos o desenvolvimento sustentável como o caminho para nossa nação mudar, avançar e ter futuro em sua vida", comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar estas informações de extremo valor para todos nós brasileiros. “Em princípio não há nenhuma demanda da sociedade brasileira para este tipo de atividade, os interesses nesse projeto estão ligados a grandes grupos internacionais, tanto mineradoras quanto empresas que fabricam máquinas para o setor. Trata-se, portanto, da busca de maior lucratividade para essas empresas”, adverte Carlos Bittencourt, pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase

Este é o ponto escolhido no litoral brasileiro para mineração, ali onde no fundo do mar há lendas de um continente extinto...

Em todo o planeta não se sabe ainda o efeito de minerar no fundo dos oceanos...

...uma exploração que pode desequilibrar de vez a ecologia dos mares

Robô que fez agora as prospecções de minério no Atlântico na costa brasileira

 

 
Com a decisão favorável da Autoridade Internacional do Leito Oceânico, órgão da ONU responsável pelo controle da mineração nos oceanos, o Brasil ganhou autorização para iniciar pesquisas relativas à extração no subsolo do Oceano Atlântico. De acordo com o que Carlos Bittencourt revelou ao Instituto Humanitas Unisinos IHU On-Line, o Serviço Geológico do Brasil – CPRM conseguiu autorização para pesquisar e explorar uma área de três mil quilômetros quadrados em águas internacionais. Trata-se de uma região conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a 1,5 mil quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro. As extrações de minério no subsolo dos oceanos estão previstas para iniciar em 2016, mas, por enquanto, as informações sobre os verdadeiros potenciais dessa área ainda são limitadas ou até sigilosas e encontram-se sob controle do CPRM. Nos últimos quatro anos, o Brasil já investiu R$ 60 milhões em pesquisas no Atlântico Sul e para este ano estão previstos mais de R$ 20 milhões. Bittencourt explica que “um dos interesses mais importantes nesse novo ramo são as terras raras, minerais de alto valor no mercado. Sabe-se que pode haver terras raras nessa região que o Brasil pretende explorar. Trata-se de um complexo de montanhas de até 3.200 metros de rochas continentais, em uma profundidade de 4.200 metros”. Entretanto, ele adverte, “ainda há muita incerteza sobre isso. Não há atualmente em curso mineração de grande escala sendo realizada em qualquer outro lugar do planeta. É uma fronteira muito nova e o desconhecido ainda prepondera. A pesquisa feita em 2013, da Elevação do Rio Grande, foi feita por um submarino japonês. Apesar dos investimentos no setor, acredito que o Brasil ainda não detenha as condições para realizar este tipo de mineração”, alerta Carlos Bittencourt. O Brasil e/ou as grandes empresas interessadas neste projeto de risco ambiental e econômico ouvirão o alerta ou apenas a seus interesses mais diretos? Nosso país precisa desde já cuidar da ecologia do nosso mar. 
 
 
Fontes: Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS)
             (Instituto Humanitas Unisinos IHU On-Line)
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Um projeto polêmico demais mas que no entanto segue sendo estudado em sigilo, sem a devida discussão com os cientistas, os oceanógrafos, os ecologistas e a população brasileira. Ou seja, já começou errado.

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  2. Carlos Bittencourt na entrevista ao IHU Online e ao site Ecodebate disse que "Claro que há um perigo. Trata-se de revolver o fundo dos oceanos, de destruir a superfície dos fundos dos mares afetando um conjunto de ecossistemas frágeis e pouco estudados, como complexos de corais, fluxos de águas hidrotermais e ainda toda uma gama de espécies marinhas que ali vivem. Mas como tanto o fundo do mar quanto as tecnologias para explorá-lo são bastante desconhecidos, é preciso aplicar o princípio da precaução e impedir a realização destes empreendimentos, pelo menos até que se tenha clareza sobre seus possíveis impactos, o que pode demorar muito tempo".

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  3. A gente aqui no blog da ecologia e da cidadania, bem como, em todo o nosso movimento cultural, não somos contra o progresso nem a exploração econômica, sede que racional e feita em condições de segurança, equilibrando o interesse econômico com o ecológico. A gente quer desenvolvimento mas sustentável. Ainda mais no fundo do mar, a última fronteira do Brasil.

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  4. Mande a sua opinião, comentário, informação ou mensagem sobre esta pauta de hoje aqui, enviando o seu e-mail aqui para a redação do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  5. "A única coisa que eu gostaria de acrescentar é que estas informações estão sendo divulgadas prá gente nesse blog com o prestígio do site EcoDebate e do IHU Online da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, que eu conheço em São Leopoldo, um point cultural e científico do Rio Grande do Sul e do Brasil. Um alerta muito válido, Padinha": a gente agradece a msm de apoio que nos envia o estudante de Biologia (que se prepara para pós-graduação em Oceanografia na Unicamp) José Peres. Vamos juntos todos fazer valer esse alerta.

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  6. "Se as empresas e o Brasil já investiram 60 milhões no projeto e mais 20 milhões neste ano, não voltarão atrás facilmente, precisaria mesmo um movimento popular tipo O Mar É Nosso prá mudar essa situação de risco à ecologia marítima, que pode atrapalhar toda a nossa vida": é a mensagem e a sugestão de Isadora Mendes do Rio de Janeiro. A idéia de O Mar É Nosso é excelente, a gente gostaria que o movimento de cidadania acolhesse essa luta.

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  7. "Impressionantes estas informações que são um alerta urgente, eu também acho que devemos todos nós do movimento ecológico e da cidadania lançar um movimento O Mar É Nosso, antes que seja tarde", avalia em sua mensagem Eduardo Alves, de Ribeirão Preto (SP) mas que veio da cidade de Ilhabela, do litoral norte.

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