quinta-feira, 14 de agosto de 2014

APESAR DOS PESARES AMBIENTAIS DE HOJE UM SINAL DE VIDA E DE FUTURO NO PAÍS

Vento a favor a partir de agora para variadas energias limpas no Brasil, relata a ONU

 
 
Entre dezenas de informações do site da ONU, que a Unic enviou por e-mail aqui para o nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, destacamos nestes dias um sinal de avanço das formas mais sustentáveis e  fontes mais limpas na estrutura energética brasileira.  Com o crescimento do país e da classe média na última década, a demanda por energia no Brasil aumenta numa média anual de 4,5%. É menos do que a China e Índia, países onde o crescimento fica entre 8% e 10%, mas um pouco mais do que os Estados Unidos e Europa, onde essa cifra fica entre 2% e 3%, segundo dados da PSR, consultoria especializada em estudos energéticos. “Num país com tantos recursos renováveis como o Brasil, é fundamental encontrar fontes complementares às hidrelétricas. A energia eólica tem todas as condições de atender a essa necessidade”, defende a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo. Os ventos que sopram por aqui nem de longe produzem a mesma energia gerada em países como Alemanha, Espanha e Dinamarca, que têm em torno de 20% a 30% de eólicas na matriz. No maior país da América Latina, as eólicas correspondiam a apenas 1,6% da capacidade instalada de geração elétrica no Brasil em 2012 (ante 66% das hidrelétricas), segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “É importante ressaltar que os países europeus tiveram crescimento brutal da energia eólica devido a políticas públicas específicas e subsídios para estimular o crescimento de fontes renováveis, além da falta de outras opções”, explica o diretor técnico da PSR, Luiz Barroso. Aumentar essa participação brasileira neste setor, porém, é questão de tempo. Até 2018, o país passará dos 4.5 gigawatts já instalados a 14.4 gigawatts (equivalentes a pouco mais da capacidade da polêmica hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia), dados da ABEEólica. Esses números serão ainda maiores a depender do resultado de um leilão em 31 de outubro, leilões que vem sendo realizados no Brasil há 10 anos. “São necessários para promover a expansão das energias limpas no mundo todo, em especial nos mercados emergentes”, comenta a especialista em energia no Banco Mundial, Gabriela Elizondo. Para o certame de outubro, foram inscritos 1.034 projetos de fornecedores de energia, dos quais 626 eólicos, 400 solares e oito de biogás e resíduos sólidos urbanos, ofertando 26.3GW de capacidade instalada. Um sinal verde de esperança no ar...

O potencial brasileiro é um dos maiores em todo o planeta para uma nova estrutura energética...

...substituindo formas poluentes por energias limpas e renováveis...
 
...que preservem e aproveitem com sustentabilidade os recursos de nossa natureza

Raio  X de especialistas sobre tipos de energia limpa, vitais para um desenvolvimento sustentável

SOLAR A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol, o que não acontece em geral no Brasil.

EÓLICA O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: eventual poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).

DAS MARÉS
As águas do mar movimentam uma turbina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe ainda tecnologia para exploração comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na produção.
PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.
CONTRAS: a diferença de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; produção irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.

BIOGÁS Transformação de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.

BIOCOMBUSTÍVEIS
Geração de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-açúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores, que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
CONTRA: produção da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos e póde representar um problema para a biodiversidade.

Fontes: www.onu.org.br
              Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina,       
              Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)
              www.olhaverdemews.com
 

6 comentários:

  1. No site Energia Inteligente, a estudante de Engenharia, Flávia Silva resume fatores positivos. Desde que começou a ser mencionado, o uso de energia eólica ou solar sempre foi julgado pelo custo. Sim, isso tem relevância, na verdade uma imensa relevância visto que não vale a pena implementar um sistema com custo beneficio duvidoso. Porém já não cabe como argumento contra, ou pelo menos não como um argumento final. As coisas andam mudando muito e as novas tecnologias uma vez implantadas mudam a própria economia.

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  2. Continua a argumentação de Flávia Silva. Se analisarmos mais profundamente, podemos ver que hoje, apesar do custo inicial considerado elevado, a energia solar por exemplo já é uma opção favorável. O retorno do investimento acontece em até 4 anos. Após suprir essa preocupação, obtendo seu dinheiro investido de volta, o consumidor pode desfrutar dos benefícios, sentindo o resultado diretamente no seu bolso. Além da economia, o sistema significa redução de impactos ambientais com hidrelétricas, além de menos gás carbônico na atmosfera, já que cada aquecedor solar evita a emissão de 1 tonelada de CO2 por ano.

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  3. Superimportante estas informações no blog da ecologia e da cidadania hoje a nós enviadas pela Unic e que estão entre as principais notícias destes dias no site da ONU. Para se concretizar um desenvolvimento de verdade, sustentável, equilibrando o fator econômico com o ecológico, é fundamental a implantação de energias limpas.

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  4. Pelas condições de nossa natureza, o Brasil já deveria ser o líder mundial em energias limpas, como a eólica e a solar. É o que o planeta espera de nós. Porém, o crescimento deste setor é menor do que a metade do registrado em países como a China e a Índia, que assimiram esta vanguarda na Terra.

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  5. Debater e implantar no Brasil energias limpas e sustentáveis são o caminho para a criação do nosso futuro.

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  6. Envie informações e comentários que você queira fazer e quem possam contribuir com este debate, hoje a nossa pauta principal: envie a sua msm para o e-mail do nosso blog navepad@netsite.com.br

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