segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ENERGIA SOLAR PARA DESPOLUIR A ÁGUA A BEM DO AMBIENTE E DA SAÚDE

Estudante cria sistema capaz de purificar a água com a luz do Sol, algo similar à tecnologia que Israel também desenvolveu objetivando transformar água salgada e até de esgoto em potável
A água pode parecer um recurso natural abundante, mas já não é: além de estar cada vez mais escassa, há lugares no mundo que ainda não têm água filtrada. Pensando nisso, Deshawn Henry, estudante de Engenharia Civil da Universidade de Buffalo, criou uma lente solar capaz de filtrar a água. O sistema de baixo custo tem potencial para ajudar também as comunidades mais carentes. E para criar a lente, Henry usou materiais baratos de uma loja de hardware. O resultado é positivo, ele desenvolveu um equipamento capaz de filtrar 99,9% das impurezas de um litro de água em cerca de uma hora. A ideia de Deshawn Henry tem potencial para ajudar a população até de países menos desenvolvidos, pois os tratamentos de água hoje em dia são caros. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa. Isso leva à morte de uma criança com menos de 5 anos a cada minuto em várias regiões do planeta.  O sistema de lente aumenta a luz solar e aquece um litro de água a uma temperatura suficiente para filtrá-la. À medida que o Sol muda de posição no céu, o recipiente de água precisa ser ajustado a fim de ficar no ponto focal da lente. O processo de aquecimento elimina os agentes patogênicos presentes na água, deixando-a limpa e potável. Diante disso, James Jensen, engenheiro especializado que supervisionou o projeto, disse em nota que o trabalho permite que uma família em região ensolarada possa tratar a água sem ter que gastar energia ou depender de tecnologias importadas. Mas como filtrar um litro de água por hora não é suficiente para atender a demanda nem de uma família de cinco pessoas, o estudante planeja aprimorar e criar uma lente maior, que conseguirá limpar uma quantidade de água que possa suprir as necessidades de muita gente. "Os dois casos aqui citados em nossa postagem de hoje mostram que existem algumas alternativas de solução, desde que o problema tenha uma gestão sustentável e, no caso do Brasil, onde a maioria das doenças, tem origem em contaminação hídrica, haja também mais apoio a pesquisas que posam vir a encontrar nas energias limpas e renováveis, como a Solar, uma forma muito mais econômica dos que os tratamentos químicos e mais ecológica de aumentar a oferta de água para a população", comenta aqui em nosso blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Pode existir futuro, aqui e em toda Terra desde que haja mais investimentos neste sentido.


Fontes: Info Online
             www.ambientebrasil.com.br
             www.revistae.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Há cerca de 15 anos, visitando o tratamento químico de efluentes de curtumes na região de Franca (SP), o cientista italiano especializado neste setor, Giuseppe Clonfero foi entrevistado numa série de matérias pelo repórter Padinha, editor de nosso blog, que então atuava em um jornal impresso desta cidade.

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  2. O entrevistador de Clonfero é hoje o nosso editor de conteúdo aqui no blog da ecologia e da cidadania e ele diz que já nesta época o cientista citava a Energia Solar como alternativa viável para purificar até mesmo as águas industriais nos curtumes, extremamente poluídas.

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  3. O processo químico para despoluir efluentes, águas poluídas ou sujas e salgadas nas regiões desérticas é muito mais caro, a luz e o calor do Sol podem resolver de forma econômica e ecológica este problema cada vez mais dramático.

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  4. Só investimentos de verdade em pesquisas nas universidades brasileiras e também implantação de gestões públicas de desenvolvimento sustentável no Brasil poderão resolver este drama contemporâneo do país e do planeta.

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  5. Envie informações, comentários ou mensagens aqui pro nosso blog sobre esta pauta para o e-mail navepad@netsite.com.br

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  6. "A água elevada a uma temperatura tal, pela energia solar, evapora, ferve, volta potável? Gostaria de mais detalhes desta tecnologia", é o e-mail que nos envia Fábio Almeida, estudante de engenharia na PUC em BH. A gente sugere que ele entre no site www.revistae.com.br que tem mais detalhes sobre esta e outras pesquisas desse tipo. Abs e paz.

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  7. "Além de financiar pesquisas e apoiar a busca de novas soluções tecnológicas a gestão pública presa incentivar coisas simples e econômicas mas que podem ajudar muito ao reequilíbrio da ecologia, como aumentar a quantidade de matas nativas, ciliares, protegendo as nascentes e garantindo mais água para a agricultura no campo e o povo das cidades": o comentário superoportuno vem de Cuiabá (MT), feito por Heitor Silva, pecuarista, chocado com a desertificação daquela região.

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