quarta-feira, 27 de agosto de 2014

FRANCA ESTÁ EM 1º LUGAR NO RANKING NACIONAL DE TRATAMENTO DE ÁGUA E ESGOTO

Instituto Trata Brasil divulgou hoje o ranking do saneamento das maiores cidades do país


Franca lidera este ranking do Trata Brasil mas ainda não é uma cidade ecológica

O Brasil conseguiu melhorar o alcance da prestação dos serviços de coleta e de tratamento de esgoto com a retomada dos investimentos no setor, com a luta do movimento ecológico e de cidadania nas várias regiões e também, desde a criação do Ministério das Cidades, há 11 anos, mas não avançará sem o engajamento das prefeituras e a cobrança da população. Essa é a constatação do Instituto Trata Brasil que avaliou os serviços prestados nas cidades brasileiras. "As 79 cidades com mais de 300 mil habitantes são aquelas que apresentam os maiores problemas sociais decorrentes da falta dos serviços e que concentram cerca de 70 milhões de pessoas no país”, afirmou o Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil. Franca (SP) está neste contexto problemático, mas mesmo assim, lidera o ranking nacional das cidades com melhores condições agora em 2104 em tratamento de água e de esgoto. "Franca, Maringá, Limeira, Santos, Jundiaí, Uberlândia são as melhor ranqueadas nesta classificação e estão comemorando, porém, mesmo assim, precisam avançar mais, estão longe ainda de serem cidades ecológicas", comentou aqui no blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha que, através do jornalismo ambiental, desde os anos 90 vem lutando pelo avanço sustentável de Franca, também nas regiões nordeste paulista e sudoeste mineiro. Primeiro ele atuou na mídia impressa, depois em rádios e TVs regionais, agora no blog da ecologia e da cidadania: "Eu vinha antes de uma atuação mais em São Paulo e Rio, comprei a briga do interior e desta macrorregião, onde estão a Serra da Canastra e o Aquífero Guarani, daí a importância desta liderança nacional de Franca para criar mais perspectivas de condição de vida e futuro por aqui", argumentou ainda nosso editor Padinha.  Agora, este estudo mostra que houve um avanço de 14% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 5% no tratamento. Ainda assim são despejados no meio ambiente todos os dias 5,4 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, gerados nessas localidades, contaminando solo, rios, mananciais e praias do Brasil, com impactos diretos à saúde da população.  A base de dados consultada para apontar esse avanço foi extraída do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), divulgado pelo Ministério das Cidades, que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidas espontaneamente pelas empresas prestadores dos serviços nessas cidades. Para estabelecer este ranking nacional das 100 melhores cidades em saneamento básico o estudo do Instituto Trata Brasil  considerou população total atendida com água tratada e com rede de esgoto; tratamento de esgoto por água consumida; índice total de perda de água tratada, o que demonstra a eficiência do operador, calculado com base nos volumes totais de água produzida e de água faturada, tarifa média praticada nos serviços, que corresponde a relação entre a receita operacional direta do prestador do serviço e o volumes faturados de água e de esgoto na cidade, além do volume de investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas, compreendendo a arrecadação sem despesas operacionais. Esta diretriz definiu a classificação deste ano. Tanto entre as 10 cidades brasileiras que apresentam os melhores indicadores quanto entre as piores, estão operadores municipais, estaduais e privados. “Com esse quadro, podemos concluir que não é o modelo de gestão que determina a prestação eficiente, pois existem bons e maus operadores nas três situações observadas.O que faz a diferença é a prioridade política e a importância que tanto os gestores públicos quanto a própria população dedica ao saneamento cobrando uma prestação de serviços eficiente e de qualidade", disse Raul Pinho, pelo Trata Brasil. O ranking mostra que no conjunto dos indicadores avaliados, estão entre as melhores cidades do país em 1º lugar Franca (SP), em 2º Maringá (Paraná), 3º Limeira (SP), 4º Santos (SP), 5º Jundiaí (SP), 6º Uberlândia (MG), 7º São José dos Campos (SP), 8º Sorocaba (SP), 9º Curitiba (Paraná) e 10º lugar Ribeirão Preto (SP). Como curiosidade, cidades com maior importância econômica na nação, ficaram bem abaixo, como Belo Horizonte (que anseia se tornar uma cidade ecológica nesta década), que está em 18º lugar neste ranking de 2014: São Paulo, 25º, Campinas 28º, Salvador, 34º Porto Alegre 46º, Recife 68º, Natal 81º, Manaus 82º...As duas cidades piores nestes critérios e neste ranking são Ananindeua (Pará) e em Rondônia, Porto Velho, a última desta classificação em 100º lugar. Com certeza, este trabalho técnico e ambiental do Instituto Trata Brasil, que nos enviou por e-mail as informações, merece todo o destaque na mídia brasileira e internacional, que está tendo agora. Consulte nos comentários deste post mais informações sobre esta pauta, que registra o processo de luta neste movimento para mudar e avançar a realidade urbana brasileira. Estamos ainda no começo deste caminho.



Algumas grandes cidades brasileiras ficaram mal colocadas no ranking do saneamento

Médias cidades como Franca (SP) podem resolver mais rápido os problemas de água e esgoto

Todo o nordeste paulista e sudoeste mineiro são uma região estratégica em recursos hidrominerais

Há várias alternativas tecnológicas e o saneamento hoje é fundamental na vida urbana

             www.folhaverdenews.com
 

10 comentários:

  1. Mais de 1 bilhão de pessoas não tem banheiro no mundo: este dado está sendo divulgado pelo Instituto Trata Brasil e pela Unicef.

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  2. O Brasil está em 112º lugar no ranking de 200 países em saneamento básico, segundo a OMS da ONU: ou seja, temos muita luta à frente.

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  3. Equivale a 3.500 piscinas o volume de esgoto doméstico ou industrial jogado nos rios, córregos, lagos e no Oceano Atlântico, por dia, no Brasil...Dado do SNIS.

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  4. 7 pessoas morrem por minuto no planeta todo por doenças causadas por água poluída ou contaminada (BID).

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  5. Cada um real investido em saneamento básico gera 4 reais na área de saúde pública, informa o Ministério das Cidades.

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  6. 2,5 bilhões de pessoas sobrevivem sem saneamento básico hoje ainda na Terra, segundo a Organização Mundial da Saúde (ONU).

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  7. Esta postagem de hoje é positiva, mesmo porque mais da metade da população brasileira não têm acesso a tratamento de água e esgoto.

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  8. Mande o seu comentário, informação ou opinião, enviando a sua mensagem para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  9. "Curti estas informações do blog e Francva pode não ser uma cidade ecológica ainda, como quer o editor aí, mas pelo menos não é tão suja como a maioria das cidades brasileiras", comenta aqui Mariana Pereira, estudante de História na Unesp Franca.

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  10. O internauta Mario Santos, que participou das manifestações dos jovens do movimento de cidadania em São Paulo, estuda lá na USP e nos enviou uma nota que captou no site Uol: "Franca (SP) subiu cinco posições em relação ao ranking do ano passado (com dados de 2011) e chegou ao topo da lista, oferecendo 100% de atendimento de água e esgoto para a população. Outros índices que são avaliados, como o número de 16% de perdas de água (entre vazamentos, furtos e irregularidades), também beneficiaram a cidade do interior paulista na comparação com as demais cidades. A cidade diminuiu as perdas e melhorou o investimento realizado". Obrigado pela informação, Mário, vc tb mande seu e-mail: navepad@netsite.com.br

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