terça-feira, 26 de agosto de 2014

LÍDER DA AGROPECUÁRIA DEFENDE AGORA A MESMA CAUSA QUE OS ECOLOGISTAS

Agropecuarista defende mais florestas para combater falta d’água e crise do clima no Brasil
A Agência Brasil e o site Ambiente Brasil estão divulgando a matéria do jornalista Stênio Ribeiro que chega a ser surpreendente porque quem defende esta posição (que é uma bandeira do movimento ambientalista há anos) é desta vez o diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Alberto Figueiredo: "Seja quem fora, a defesa de matas nativas e ciliares, proteção das nascentes e de todos os recursos naturais do país é uma luta que se torna cada vez mais regente e cada vez mais essencial diante dos acontecimentos climáticos no Brasil agora", opina o editor do nosso blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que argumenta ainda:"Pelo valor deste posicionamento raro por parte de gente ligada à pecuária e ao agronegócio, estas declarações ficam mais importantes, esperamos que não seja só uma demagogia nesta fse eleitoral nem uma posição simpática, escondendo algum outro interesse". De toda forma, Padinha abre aqui o nosso webespaço para esta notícia, que foi destaque também na TV Brasil. Confira.
"As secas prolongadas que têm afetado diversos estados e levado à iminência de racionamento na maior cidade do país, São Paulo, não se resolverão só com a volta das chuvas. É preciso reflorestar as nascentes e margens dos rios para garantir um suprimento de água confiável e perene" afirma Alberto Figueiredo, líder de um segmento durante muitos anos associado à derrubada das matas, que são os agropecuaristas. Mas este alerta feito por quem o faz está repercutindo muito em todo o país e até no exterior. Acompanhe a seguir na íntegra a reportagem feita em Brasília pelo portal EBC.

Vem agora do meio rural um clamor pelo respeito à ecologia por causa da Seca...

Alberto Figueiredo, líder da SNA, é agropecuarista mas defende posição ambiental

As encostas dos morros, liberadas erroneamente pelo Código Florestal, nem servem para a agricultura ou a pecuária, precisam é serem reflorestadas com espécies nativas para assim ajudar uma reação da natureza nesta crise do clima no Brasil agora 

"A segurança hídrica afeta não só as torneiras da população, mas coloca em risco o próprio negócio dos fazendeiros, que precisam de água abundante para irrigar suas plantações. A opinião foi externada pelo diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Alberto Figueiredo: "O que acontece é que a escassez de água, neste momento, está recrudescendo. Está acontecendo de fato e deixando milhares de pessoas na sede. O fato se tornou grave e alarmante. O que nos preocupa é que não há qualquer trabalho feito pelas autoridades no sentido de manter as fontes de água, as nascentes, as florestas nas encostas, as reservas ciliares para garantir os cursos d’água. Isso não acontece na intensidade que deveria, e pode fazer com que crescentes contingentes de pessoas fiquem sem água", alertou Figueiredo. A escassez de água e a diminuição dos cursos d’água acabam por inibir novos projetos de irrigação e afetam as iniciativas existentes no campo, segundo o diretor da SNA. “A gente sabe que as produções, tanto agrícolas quanto pecuárias, sem irrigação, tornam o processo extremamente difícil em termos de produtividade”. Para ele, os governos deveriam incentivar, monetariamente, os fazendeiros a replantarem as áreas de preservação permanente, principalmente as encostas. As matas nesse tipo de terreno têm a função de reter e fazer infiltrar as chuvas, evitando que grande volume de terra acabe assoreando os córregos e rios. Segundo Figueiredo, “o novo Código Florestal diminuiu as exigências de reflorestamento em áreas declivosas, o que é grave, pois são terrenos que não dão produtividade nem para a pecuária nem para a agricultura, e se prestam efetivamente para as florestas. O que precisamos é fazer funcionar ao menos um dos artigos do Código Florestal que permite remunerar os produtores que fizerem conservação de recursos hídricos, pela manutenção das matas ciliares, ao redor das nascentes e também nas encostas”. Figueiredo acredita que as novas gerações de agropecuaristas têm nova visão ecológica do processo produtivo. “A geração atual está consciente disso. O que precisa é o governo fazer cumprir a legislação que existe. Hoje não há, por exemplo, profissionais distribuídos pelo interior para orientar os produtores em relação ao preenchimento do cadastro ambiental rural”. O dirigente da SNA também prega o aumento da produtividade na criação de gado, colocando mais animais em espaço menor e abrindo área para o reflorestamento. Pelas suas contas, "hoje temos 1,2 cabeça de boi por hectare, em média, no Brasil. Já estamos conseguindo, em algumas propriedades, 15 cabeças por hectares. Podemos multiplicar por dez, no mínimo, a produtividade, ou diminuir em 90% a área ocupada, mantendo a mesma produção. Esta área que vai ser liberada, a partir da racionalização do uso do solo, vai permitir que se recomponham as matas".

Fontes: Agência Brasil
             www.ambientebrasil.com.br
             www.folhaverdenews.com
 

6 comentários:

  1. Uma das mais surpreendentes e importantes declarações do líder dos agropecuaristas Alberto Figueiredo, diretor da SNA (Sociedade Nacional da Agricultura) é que o novo Código Florestal diminuiu as exigências de reflorestamento em áreas declivosas, o que é grave, pois são terrenos que não dão produtividade nem para a pecuária nem para a agricultura, e se prestam efetivamente para as florestas, hoje, fazendo muita falta.

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  2. Outro dando superimportante é que a agropecuária bota 1,2 bois por hectare, poderia colocar 15 bovinos neste espaço, economizando assim áreas para recriação de florestas...

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  3. Declarações como estas, do cidadão Alberto Figueiredo, que inclusive critica a postura do Governo e do Código Florestal, se forem realmente sinceras ou não ocultarem nenhum interesse escuso, acabarão por serem uma bomba contra os ruralistas e um apoio fora do comum ao movimento ambientalista no Brasil.

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  4. Envie informações ou comentários a esta matéria da EBC aqui hoje no blog da ecologia e da cidadania, mandando a sua mensagem para o nosso e-mail: navepad@netsite.com.br

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  5. O ecologista, engenheiro agrônomo pela USP e apicultor Manuel Eduardo Ferreira Tavares (Apis Flora) também curtiu e compartilhou no Facebook esta pauta hoje deste blog.

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  6. "Superinteressante, será que esta crise do clima levará mais ruralistas a caírem na real? Seria bom pro Brasil": é o comentário de Ana Lúcia, que atua com terapias alternativas, em Brasília (DF).

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