sábado, 23 de agosto de 2014

NO CAOS DO CLIMA AGORA UMA REALIDADE DE APOCALIPSE NO PAÍS E NO PLANETA

Meteorologistas preveem futuro difícil com mudanças do clima e desequilíbrios ambientais
Aumento das turbulências aéreas, temperaturas cada vez mais extremas e ondas gigantes nos mares: especialistas internacionais pintaram uma imagem apocalíptica do clima nas próximas décadas, em uma conferência mundial que aconteceu nesta semana em Montreal (Canadá) e que é destaque entre as notícias em sites como G1 e Ambiente Brasil: nós aqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News já havíamos nos referido a este evento e agora divulgamos as suas conclusões de grande importância na atualidade, como avalia o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, chamando a atenção dos internautas para este evento da Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, em que mais de mil cientistas de variados lugares do planeta (e também do Brasil) debateram informações sobre o futuro do clima na primeira conferência mundial de meteorologia. Quase 10 anos depois da entrada em vigor do Protocolo de Quioto, que buscou reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a pergunta não é mais se a Terra sofrerá com o fenômeno do aquecimento, mas como estes fatos se darão: “É algo irreversível e a população mundial continua aumentando. É preciso adaptação”, disse Jennifer Vanos, da universidade Texas Tech. Na
primeira década do século 21, a temperatura média da superfície do planeta aumentou 0,47 grau Celsius. Um aumento de apenas 1 grau gera 7% mais vapor d’água e, como a evaporação é o motor da circulação das massas de ar na atmosfera, é possível prever a aceleração  de alguns dos fenômenos meteorológicos. Os cenários usados pela comunidade científica estimam um aumento de 2 graus na temperatura média da Terra em 2050: “As nuvens se formarão mais facilmente e com maior rapidez, e os ventos serão mais fortes, o que causará inundações repentinas", advertiu por sua vez, Simon Wang, da Universidade do estado de Utah. Em termos gerais, segundo o cientista americano, a alta das temperaturas terá “um efeito amplificador sobre o clima como o conhecemos atualmente”. Os episódios de frio intenso, como o vórtice polar que castigou grande parte da América do Norte no inverno passado, serão mais marcados e extremos, assim como os de calor excessivo e os períodos de seca. Para os meteorologistas, o desafio agora será incorporar esta “força adicional” aos seus cada vez mais complexos modelos de previsão, disse ainda Wang. Para tanto, os meteorologistas precisarão usar a partir de agora supercomputadores que analisem algoritmos muito complexos para prever o tempo. O cientista Paul Williams estuda o impacto das mudanças climáticas nas correntes de jato ou jetstreams, usando um destes supercomputadores na Universidade Princeton, em Nova Jersey.
São correntes de ar muito rápidas, situadas a uma dezena de quilômetros de altitude, onde voam os aviões de carreira. Jetstreams foram a causa da queda do jatinho de Eduardo Campos em Santos?...Um meteorologista brasileira, Alfredo Paiva levou esta questão à mesa dos debates. O certo é que após semanas de cálculos, concluiu-se que as mudanças climáticas amplificarão a força das estreitas faixas de correntes de ar que giram ao redor do planeta: “Até 2025, passaremos o dobro do tempo de voo imersos nas turbulências”, disse Paul Willians. Atualmente, passageiros de aviões comerciais sofrem turbulências durante 1% do tempo de voo, em média, lembrou ainda Williams. Mas, advertiu, se a concentração de dióxido de carbono aumentar exponencialmente nos próximos anos, “não se sabe como vão reagir os aviões” a estas turbulentas massas de ar. Em alto-mar, ondas gigantescas porão em risco navios de carga e de passageiros: “As companhias de navegação já estão enfrentando ondas enormes”, algumas com até 40 metros de altura, disse Simon Wang. Até pouco tempo, uma onda de 20 metros já era considerada excepcional: “Este é apenas o começo das mudanças climáticas porque os oceanos causarão um impacto ainda maior, ao liberar mais calor e vapor”, alertou o cientista especializado que atua na Universidade de Utah (USA). Além disso, o degelo na Groenlândia pode resultar em uma elevação de 6 metros nos oceanos do mundo, embora não seja provável que isto aconteça no século atual, avaliou Eric Brun, pesquisador do serviço de meteorologia francês Meteo-France e autor de um estudo recente sobre o tema superatual agora.

A seca por exemplo por aqui é apenas o primeiro dos sintomas de muitos desequilíbrios do clima

A meteorologia a partir de agora precisará ser melhor equipada, com supercomputadores, também no Brasil

O reequilíbrio do meio ambiente e a sustentabilidade, saídas que os cientistas indicam para a crise do clima

Fonteswww.ambientebrasil.com,br
              G1
              www.folhaverdenews.com
 

7 comentários:

  1. Já há 2 anos divulgamos aqui o atlas do clima da OMM que dava os fundamentos da realidade detectada agora para o planeta nesta conferência da ONU no Canadá nesta semana.

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  2. Temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres e foram mais notadas na América do Norte, no Sul da Europa, na Rússia (Ocidental), em áreas do Norte da África e no Sul da América do Sul. O mapa do desequilíbrio inclui onde estamos...

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  3. Esta conferência climática mundial agora chamou a atenção para “muitos outros extremos” registrados como as secas e os ciclones tropicais. A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão cada vez mais sendo moldadas pelas mudanças climáticas. Revelou, ainda, que o nível do mar aumentou 20 centímetros desde 1880 e que, com isso, tempestades, como o Furacão Sandy, causam muitas inundações costeiras.

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  4. O semiárido brasileiro tem vivido a pior seca em 50 anos, está incluído com destaque neste rol de anomalias climáticas mais importantes do planeta no período, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. O auge da seca foi registrado entre março e maio, com um déficit de chuva de 300 milímetros, o que, segundo o estudo, põe em risco a Segurança Alimentar da população. Em resumo, no continente sul-americano, incluindo o Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.

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  5. o aquecimento mundial varia devido a uma série de fatores, incluindo os fenômenos naturais como El Niño e La Niña – que contribuem para o aquecimento e degelo, do Oceano Pacífico, assim como as erupções vulcânicas. De acordo com ele, “o aquecimento vai continuar”, em decorrência do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (GEE), os países precisam optar por formas mais ecológicas e limpas de energia e de desenvolvimento... antes que seja tarde demais.

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  6. Mande para o nosso blog o seu comentário, a sua informação ou msm enviando o e-mail para a redação do Folha Verde News: navepad@netsite.com.br

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  7. "É assustador não só o potencial de problemas climáticos e ambientais mas o fato de a meteorologia hoje necessitar de supercomputadores, isso não existe nos serviços brasileiros neste setor": quem envia esta msm, desde Salvador (Bahia) é Evandro Maia, que atua numa empresa de pesquisas naquela região.

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