quinta-feira, 7 de agosto de 2014

QUEIMADAS AUMENTAM E CRESCEM OS PROBLEMAS DE POLUIÇÃO E DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Incêndios e queimadas se multiplicam agora em todo o interior do país, Bombeiros triplicam luta contra chamas em todas as cidades, campos e beiras de estradas no centro do Brasil onde predomina uma massa de ar seco, nestes dias entramos no auge da seca do inverno   

      
 A repórter Angela Ruiz do site Climatempo informa que a falta de chuva, umidade do ar muito baixa e fumaça no ar, por conta do aumento das queimadas, são problemas comuns em muitas áreas de todas as regiões do país neste período do inverno sem chuvas. Este mês de agosto está com características muito parecidas ao mesmo período  do ano passado, mas no portal G1 já saiu uma primeira avaliação de que houve um agravamento deste problemas entre 2013 e 2014 agora em 159%. E o pior é que por enquanto, não há o que fazer, alerta Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo. A enorme massa de ar seco que está sobre o centro do Brasil vai predominar por alguns dias, deixando quase todo o país sem chuva pelo menos nos próximos 15 dias. A chuva fica concentrada nos extremos do país ao norte e ao sul. As frentes frias que chegam ao Brasil ficam bloqueadas e quase toda a chuva cai sobre o Rio Grande do Sul, a massa de ar seco em todo o sudeste bloqueia a entrada de chuvas. Os ecologistas e entidades ambientalistas estão advertindo a população e autoridades, o Corpo de Bombeiros sobrecarregado e nem sempre os grupos de Defesa Civil funcionam em todos os lugares. Ainda nesta quinta-feira por volta das 15h começou um incêndio na matinha à beira da avenida São Vicente, que se liga a uma mata tombada dentro da AABB perto da saída de Franca (SP): "Eu mesmo tive que parar esta matéria que estava fazendo aqui perto pro blog Folha Verde News para tentar ajudar o socorro, outros moradores da redondeza também se mobilizaram e em cerca de meia hora os Bombeiros conseguiram chegar e apagar o fogo, que se chegasse à mata da AABB iria sacrificar animais como macacos, saracuras, tucanos, animais e árvores nativas de variadas espécies que ali sobrevivem. Neste caso, conseguimos, mas os próprios Bombeiros admitiram que está muito difícil dar conta do número de ocorrências nestes dias", comentou aqui no blog da ecologia e da cidadania o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Não se sabe se o foco deste incêndio foi criminoso ou acidental, mas neste clima seco basta uma ponta de cigarro para disparar o problema. E isso não é só por aqui no norte e nordeste de São Paulo ou sudoeste de Minas, mas em todo centro do país. Os focos de fogo de queimadas continuam se espalhando pelo Brasil. Segundo levantamento do Sistema de Monitoramento de Queimadas por Satélite do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do dia 01 de Janeiro até ontem, foram registrados 31.915 focos de fogo. No mesmo período do ano passado foram registrados 22966 focos, um crescimento deste problema agora em 38%.  Estes números já se aproximam com o maior número de focos de fogo neste período, que ocorreu em 2010, com 41164 focos de queimada. A continuar como está, poderá ser batido um record agora. Mato Grosso lidera o ranking dos estados com o maior número de queimadas detectadas desde o início deste ano. Ao todo já são 7277 focos contra os 5527 registrados no mesmo período do ano passado. O gráfico do órgão mostra o acumulado por estados do Brasil referente ao satélite Acqua entre 00h00 do dia 04 de agosto até às 7h30 do dia 05 de agosto. Pesquisas realizadas por especialistas indicam alguns dos efeitos que as queimadas de florestas desencadeiam na região: drástica redução da visibilidade, fechamento de aeroportos e escolas, aumento de acidentes de tráfego, destruição da biota pelo fogo, aumento na incidência de doenças, diminuição da produtividade, restrição das atividades de lazer e de trabalho, efeitos psicológicos e custos econômicos. Dentre os sintomas de doenças e doenças observados relatam infecções do sistema respiratório superior, asma, conjuntivite, bronquite, irritação dos olhos e garganta, tosse, falta de ar, nariz entupido, vermelhidão e alergia na pele, e desordens cardiovasculares. Nas residências localizadas próximas de vegetação seca, deve-se fazer um aceiro de pelo menos cinco metros a fim de evitar que o fogo invada as casas e ponha em risco a vida das pessoas. Aceiro é um espaço devastado de vegetação, que se abre em torno das residências rurais e urbanas ou à margem de um trecho conflagrado por incêndio nas matas para impedir a propagação do fogo. A major Najra Nunes, do Corpo de Bombeiros do Piauí, orienta que a qualquer sinal de incêndio a poucos metros de residências ou estabelecimento comerciais, as pessoas devem abandonar o local e acionar o Corpo de Bombeiro através do telefone 193. "Não se deve tentar controlar o fogo sozinho, sem ajuda dos Bombeiros, porque a direção dos ventos muda muito rápido, fazendo com que o incêndio se torne maior em poucos instantes", contou: "Além do mais, pode ocasionar danos graves à saúde de quem estiver muito perto das queimadas sem nenhuma proteção". O aumento das doenças respiratórias e das alergias, por causa das queimadas e também da poluição do ar, são outros lados desta situação de momento. Pessoas mais sensíveis, alérgicas, crianças e idosos correm mais riscos. Em grandes cidades como São Paulo, há o smog (smal + fog, mistura da neblina com a poluição), bem como ocorrem inversões térmicas, agravando ainda mais as condições de risco socioambiental. Tempo de alerta e de pedir chuva a Deus. Os governos não têm realizado programas de gestão sustentável do meio ambiente, capaz de diminuir o problema, que aumenta ano a ano, quanto maior a seca, como esta agora de 2014, que já registra também a maior baixa nos reservatórios de água e do volume de água nos rios nas regiões mais secas nesse inverno.
 
                
A imagem mais comum nestes dias em todo centro do país

A seca, a baixa nos reservatórios e no volume das águas é um dos lados do problema...

...que coloca o pulmão no centro das preocupações com a saúde da população...

...as queimadas estão multiplicando muito e...

...Corpo de Bombeiros já não tem como atender tantas ocorrências em tantos lugares

Fontes: www.climatempo.com.br
             INPE
             G1
             www.folhaverdenews.com.br

     

7 comentários:

  1. Por telefone, Helena Santos, contabilista, informou ao nosso blog que ao mesmo tempo que ocorria o incêndio perto da AABB por volta das 15h havia um outro nas proximidades do Franca Shopping a uns 2 mil metros dali: "São tantas as ocorrências, aqui e em todo lugar, não sei como os Bombeiros vão fazer".

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  2. Este telefonema dimensiona bem o alcance do problema que estamos enfocando hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania. Recebemos também um e-mail de Campinas (SP) do estudante da Unicamp, Romeu Araújo, que nos manda reportagem do site iG sobre este problema também lá naquela região.

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  3. "A soma de ventos fortes com a persistente estiagem na região de Campinas potencializam os riscos de incêndios. O alerta foi dado nesta pela Defesa Civil da cidade. Hoje, a velocidade do vento chegou a 92 km/h, facilitando a expansão de chamas e a expansão das queimadas", diz a matéria do iG Paulista.

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  4. "Em toda a macrorregião de Campinas, Jundiaí, Sorocaba, ontem a umidade do ar caiu a 16,9%, o que configurou estado de alerta. Hoje, entretanto, a umidade vai subir, por conta da chegada de uma frente fria. mas não há chance de chuva por causa da massa de ar quente que toma conta de todo o centro do Brasil, como este blog comenta", diz ainda o e-mail de Araújo, da Unicamp.

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  5. "Vivemos um clima de deserto, seco, com poeira ou queimada ou poluição no ar, que diminui um pouco à noite e de madrugada, com aumento da umidade, mas a seca prevalece agora e nestas 2 semanas próximas, sem chuva em todo centro do país", comenta Marília, repórter do Diário de Rio Preto, depois de pesquisar sobre a meteorologia para estes dias no interior.

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  6. Mande vc tb o seu comentário, msm ou opinião sobre esta pauta, bem como, ajude a pressionar a mudança desta realidade que revela falta de planejamento e gestão socioambiental no país, envie o seu e-mail pro nosso blog via o navepad@netsite.com.br

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  7. "Médios relatam que nos incêndios e queimadas ou em pontos de muita poluição do ar, as pessoas sofrem infecções do sistema respiratório superior, asma, conjuntivite, bronquite, irritação dos olhos e garganta, tosse, falta de ar, nariz entupido, vermelhidão e alergia na pele, e desordens cardiovasculares. Os danos ambientais são também graves. Um deles é que pode dificultar a umidificação que faz parte da formação das chuvas tão urgentes agora": este é um trecho do comentário de Ary Sanches, advogado de São Paulo (SP) que diz acessar sempre o nosso blog, "que tem sempre alguma informação interessante prá gente em busca de uma realidade melhor".

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