quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ESTÁ PARA CHOVER AGORA NESTES DIAS MAS A SECA DE 2015 PODERÁ SER PIOR AINDA

                                                           SOS SECA

Choverá um pouco nestes dias mas o problema é muito mais complicado do que dizem as autoridades:  El Niño + falta de gestão ambiental = mais seca em 2015...

 
 
 
Josélia Pegorim comenta no site Climatempo que diante da grave seca por que passa o estado de São Paulo a previsão de qualquer frente fria ou mesmo a visão de um nuvem mais escura, acende na população a esperança de chover. A esperança no mais das vezes vira frustação, a frente fria que passou sobre São Paulo na última terça-feira deixou o povo na expectativa a ver o sol ou umas nuvens ralas e nada de chuva. Mas São Paulo terá uma nova chance de chuva a partir da tarde de quinta-feira. No interior, por exemplo no nordeste paulista, na divisa com o sudoeste mineiro onde a escassez de chuva é a maior em 100 anos, há chances de chover na sexta-feira, 19, e sábado, 2o de setembro. Previsões indicam que grandes áreas de instabilidade vão se espalhar sobre o Sul e se juntam com uma nova frente fria. Parte destas áreas de instabilidade avança para São Paulo, trazendo pancadas de chuva que devem ocorrer em várias regiões do estado até o sábado. A possibilidade de chover por aqui nestes próximos dias é maior do que a havia com na passagem da frente fria da terça-feira, dia 15. Mesmo assim, os paulistas não devem esperar por chuva generalizada. E pior ainda, o problema é mais grave do que as autoridades governamentais admitem agora, quando o clima do Sudeste sofre neste final de inverno, começo de primavera, uma seca do Nordeste. "Em 2015 poderá ser pior porque não tem havido há anos gestão sustentável em São Paulo nem investimentos para brecar desmatamentos, várias formas de poluição, agressões ambientais de todos os tipos, teria que haver um programa urgente de preservação de nascentes, mananciais, replantio de matas ciliares, despoluição das águas, enfim, tudo pelo que os ambientalistas vêm clamando há anos, literalmente, clamando no deserto", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Temos feitos muitos alertas há muito tempo em vários posts aqui, ouvindo meteorologistas e cientistas ambientais, agora chegamos a uma situação-limite".

O aumento do calor e a falta de investimentos ambientais podem agravar a seca em 2015

                
El Niño + falta de governo ambiental = o maior desequilíbrio do clima em 100 anos                                      
Chuvas intensas na América do Sul e meses de seca na Austrália. El Niño surge no Pacífico mas afeta todo o mundo. Está previsto que aconteça no final de 2014, mas as consequências podem perdurar mais de um ano. Não será igual para todas as regiões do planeta, mas espera-se que 2015 seja o ano mais quente desde que há registos. As previsões dos cientistas têm em conta uma média global e o culpado por este provável verão prolongado e atípico, o fenómeno El Niño, que está de regresso já no final deste ano. Esta é a primeira vez que a previsão é feita com quase um ano de antecedência. Mas quais são as medidas ambientais, econômicas, ecológicas e sustentáveis sendo tomadas?... Um grupo de cientistas alemães publicou um estudo na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos que revoluciona a forma convencional de prever o fenómeno, até aqui baseada na leitura das condições do mar e do vento. "Este novo método assenta num índice que compara a temperatura do ar na zona onde costuma ocorrer o El Niño e no resto do Pacífico, permitindo prever o fenómeno um ano antes de acontecer e, desta vez, com 76% de probabilidade", explicaram ao i Armin Bunde e Josef Ludescher, autores do estudo. Apesar de não conseguirem ainda prever a intensidade do próximo El Niño, os investigadores acreditam que 2015 seja um ano recorde em temperaturas altas. "O fenómeno está ligado normalmente a cheias na América Central e do Sul e a secas na Austrália e na Indonésia", explicam. Além disso, as temperaturas globais poderão subir para níveis bastante mais elevados que o normal, ultrapassando as de 1998 e 2000, anos de El Niño. O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico ficam anormalmente quentes, provocando efeitos no clima de quase todo o mundo. O fenómeno foi originalmente reconhecido por pescadores da América do Sul, que associaram a falta de capturas à ocorrência no mar de temperaturas mais altas que o normal. Isto acontecia habitualmente à época do Natal e final de ano, e daí a designação, referindo-se ao Menino Jesus. Apesar de acontecer com um intervalo médio de 3 a 4 anos, João Carlos Santos considera que existem poucas regras quando se fala de El Niño. O pesquisador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da Universidade de Trás-os-Montes avisa ser "impossível criar fórmulas de periodicidade e intensidade, até porque só a partir dos anos 80 é que se começou a ter registos mais pormenorizados da água do mar". Essa incerteza não é só em relação a Portugal. "As previsões para a Europa Ocidental são muito difíceis, porque existem vários fatores meteorológicos que definem o clima, nomeadamente a oscilação do Atlântico Norte e as correntes de jacto, dois fenómenos difíceis de prever". João Carlos Santos explica ainda que o problema nem é restrito à Europa, abrange também as Américas, a Austrália, o Oriente, enfim, toda a terra: hoje, as previsões devem ser feitas apenas com dois a três meses de antecedência para que se aproximem o mais possível da realidade. Isso lá e cá. Diante deste contexto, é mais urgente ainda uma gestão sustentável de desenvolvimento, reequilibrando os investimentos econômicos e os ecológicos, para que se forme uma base para enfrentar o desafio do tempo e se conseguir, também por aqui no Brasil, um equilíbrio mínimo do clima.
 
Por aqui no Sudeste que virou Nordeste esta imagem já é uma miragem...

A falta de chuvas e a crise da água mostram a urgência de uma gestão ambiental sustentável
 

8 comentários:

  1. Com a atual estrutura de previsão de tempo, se pode prever a ocorrência de um fenômeno como El Niño, porém, com meteorologistas equipados com supercomputadores, este prazo pode aumentar para um ano.

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  2. Isso quer dizer que são urgentes investimentos também nos institutos de meteorologia e em pesquisas científicas sobre o clima: isso e mais uma gestão governamental sustentável, harmonizando os interesses econômicos e os ecológicos, a tragédia de uma Seca como a de agora no Sudeste poderá ser atenuada nos próximos anos.

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  3. Para isso são urgentes grandes mudanças governamentais e culturais, colocando a questão ambiental como prioridade lado a lado com a economia de um país. E isso em todo o planeta, como revela o trabalho feito por especialistas na Universidade de Trás Os Montes em Portugal.

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  4. Porém, hoje, com a crise climática, o El Niño e a falta de gestão sustentável com 76% de probabilidade os cientistas estão prevendo problemas maiores no clima em 2015 e no caso do Sudeste, uma Seca pior do que a de 2014.

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  5. Envie vc tb a sua opinião, informação ou comentário sobre esta pauta aqui pro e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br
    E reze ou ore para chover...

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  6. "Espero que nesta sexta, como diz a imagem do post, comece a chover e que em 2015 a gente tenha outra realidade, temos que mudar tudo de cima em baixo": é a opinião de Maria Aparecida Moreira, de São Paulo, que atua em Igarapava (SP) na área de vendas.

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  7. "O norte de Minas, onde vivo atualmente, já é igual o nordeste de onde saí por causa das secas, mas agora aqui está igual", conta por e-mail Expedido Mendes: "Vez por outro tinha que vir até o sul de Minas ou o norte de São Paulo, nas cidades onde tenho parentes próximos, mas neste ano no interior paulista tudo está seco como na caatinga, acho que desse jeito parte do Brasil vai acabar virando deserto, governo, agricultores, população não respeitam as nascentes, os rios, a natureza e isso tem um preço, está secando tudo".

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  8. "Vi um alerta no Facebook e vim conferir aqui este post que é mesmo uma informação prá servir de reflexão e ajudar mudanças no estado de SP e no Brasil": é a msm de Eurípedes Silva, de Natal (Rio Grande do Norte) que diz ficar triste e preocupado com a notícia que o Sudeste está virando o Nordeste pela seca.

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