quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ALIANÇA PELA ÁGUA CRITICA FALTA DE AÇÃO DO GOVERNO EM SÃO PAULO PARA A FALTA DE ÁGUA E CAOS DO CLIMA

Evento hoje para avançar a luta socioambiental contra a seca nordestina aqui

A culpa pela crise hídrica e falta de chuvas em São Paulo não é culpa de São Pedro, denuncia uma união de 20 entidades ambientalistas, culpando a falta de gestão em meio ambiente do governo paulista ao longo de quase duas décadas. Um outro erro grave que está sendo apontado que é a produção de água foi mantida em nível normal (talvez por motivação eleitoral) mesmo nos 5 meses de seca atípica em período que já vinha mostrando escassez de chuvas, dizem organizações ligadas à
Aliança pela Água de São Paulo, que reúne 20 entidades para combater a inação dos governantes e falta de informação verdadeira à população. Recebemos do site Ficha Corrida, de SP, através do jornalista Marcelo Leite esta notícia. Duas dezenas de organizações lançam hoje, quarta-feira, 29 de outubro, uma Aliança pela Água de São Paulo. A articulação surge para combater o que avaliam como falta de ação do poder público e erros na administração dos sistemas de produção, sobretudo o de Cantareira. Para as ONGs, o Governo Geraldo Alckmin e a Sabesp têm se omitido e escondem informações. Segundo dados do ISA (Instituto Socioambiental), a retirada do Cantareira na seca sem precedentes da estação chuvosa de 2013/14 foi mantida inalterada por cinco meses, de outubro a fevereiro. De um lado, as chuvas encolheram até 72% abaixo da média histórica nesse período. O volume armazenado no Cantareira despencou de 37% para 16,4%, mas a produção seguiu em torno de 32 m³/s. "A crise deve se agravar em 2015, uma vez que todos os mananciais estarão depreciados, e não só o Cantareira", diz Marússia Whately, do ISA. Também criticam o aumento apenas contábil da reservação. Além do volume morto, apontam a portaria 1.213 do Daee que é o Departamento de Águas e Energia Elétrica, ainda em 2004, que permitiu incorporar volumes de reserva para enchente e estiagem ao volume útil, um adicional fictício de 17%. A nova articulação pretende melhorar a qualidade e a disseminação das informações para enfrentar a crise. O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), um dos participantes, entrou com um pedido, por meio da Lei de Acesso à Informação, para que a Sabesp divulgue onde e quando vai faltar água na Grande São Paulo como resultado do racionamento branco –a "redução de pressão"– que a empresa vem praticando, sem divulgar na mídia. Após recursos e atrasos, a Aliança  pela Água conseguiu 13 mapas com curvas de nível críticas que favorecem a interrupção do abastecimento. "Sabemos que a área afetada é muito maior que a anunciada. É um desserviço", diz Carlos Thadeu de Oliveira, do Idec.
Por sua vez,  Sabesp diz que encaminhou todas as informações pedidas pelo movimento ecológico e de cidadania. Sobre a retirada do Cantareira, afirma que segue as determinações da ANA (Agência Nacional de Águas). Em relação à redução de pressão, a companhia reitera que controla perdas de água usando essa técnica desde 2007...O Governador de São Paulo ainda não se manifestou, este movimento que está se iniciando hoje. "A perspectiva de nossa luta é melhorar a situação ambiental e a carência de água e de chuvas, amanhã", comentou Rogério Mendes, que reside e atua junto à uma associação de moradores da Serra de Cantareira. "A crítica da Aliança é correta e oportuna", comenta aqui no blog Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha que no entanto diz ainda esperar sugestões de mudança desta realidade, por parte da Aliança pela Água e do Governo de SP: "É urgente que a sociedade civil e as autoridades governamentais busquem imediatamente soluções sustentáveis para esta crise, como o reflorestamento em massa de áreas de preservação permanente com mudas florestais nativas e a despoluição, fortalecendo a chance de recuperação hídrica e dos recursos naturais em torno dos rios, nascentes, lagoas e encostas". E Padinha ainda citou, como um sinal agravante da atual situação, a informação do jornal da Inglaterra, The Independent, que divulgou dados da NASA, captados via satélites espaciais, que mostram que o Sistema Cantareira na Grande São Paulo vem tendo nesta crise agora somente 3% da sua capacidade de armazenar água.


Crise aumenta junto à Sabesp em Itu e em SP Aliança pela Água pede ação e informação



A crise hídrica poderá ser mais grave em 2015, alerta a Aliança pela Água
 


A falta de árvores em torno e o assoreamento dos rios sinalizam o alcance do problema
 

A recuperação da ecologia dos recursos naturais e hídricos para por reflorestamento e despoluição

Fontes: https://fichacorrida.worldpress.com
             www.folhaverdenews.com

 

7 comentários:

  1. Além de mais medidas efetivas e informação correta à população, as autoridades governamentais precisam com urgência de promover investimentos, reflorestamento em massa de espécies florestais nativas em torno de rios, nascentes e lagoas, além da urgente despoluição em especial junto à Grande São Paulo.

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  2. Alianca pela Agua de S. Paulo, uma iniciativa de excepcional valor da parte de 20 entidades ambientalistas e de defesa do consumidor, nosso blog se coloca aberto para divulgar este movimento da sociedade civil que esta começando hoje.

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  3. Reiteramos a necessidade urgente de um reflorestamento em massa de mudas florestais nativas nas áreas de preservação permanente, como rios, lagoas, nascentes,topo de morros e serras, encostas, restingas e chapagas, também em regiões de maior altitude.

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  4. A iniciativa da Alianca pela Agua tem tudo a ver com o Movimento Monstro que foi nosso post na semana passada, buscando as soluções sustentáveis para um reequilíbrio ambiental e ecológico que evite um caos ainda maior do clima e da agua em 2015.

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  5. Envie você tambem comentários e informações aqui pro nosso blog, mande o seu e-mail para navepad@netsite.com.br

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  6. `Precisamos dar atencao e forca a um movimento como este`, esta msm acaba de chegar por e-mail enviado de Santos (SP) por Cleonice Moreira, estudante que pretende fazer vestibular na USP em SP.

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  7. "A gente quer uma recuperação dos recursos naturais para um equilíbrio socioambiental da nossa vida": é a msm que nos envia de SP, Maria de Lourdes Sousa, acompanhando por este blog e pela Internet em geral a luta contra a seca nordestina por aqui no sudeste.

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