segunda-feira, 3 de novembro de 2014

DEPOIS DO OUTUBRO MAIS SECO DOS ÚLTIMOS TEMPOS ESPERANÇA DE CHUVAS E MUDANÇAS AGORA EM NOVEMBRO

Mais da metade das 54 nascentes de SP estão secas revela pesquisa da UNESP no interior


Um levantamento feito nestes dias por uma equipe de biólogos da UNESP no interior paulista revelou que das 54 nascentes pesquisadas, todas estão secas, tanto por causa do caos do clima neste ano em São Paulo e no Sudeste do país, com um sintoma nordestino, como também por falta de uma gestão pública sustentável e de investimentos no meio ambiente, isso além do desrespeito com que são tratados os recursos naturais no Brasil. Esta situação dramática foi levantada pelos jovens biólogos desta universidade e divulgada com destaque em sites como o do Centro de Inteligência em Florestas (ciflorestas) e G1, nós aqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News também fazemos questão de postar os resultados deste estudo, "eles são sintomáticos da realidade que se torna cada vez mais urgente no sentido de vir a ser mudada, para que sobreviva a nossa última ecologia", comentou por aqui o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que anexa a esta postagem a informação da Climatempo e do INPE que sofremos o outubro mais seco em duas décadas de medição deste mês normalmente chuvoso, que intermedia a primavera e o verão no país. "Este dado é mais um ângulo desta realidade, que precisamos mudar com urgência", conclui aqui no blog Padinha. Confira as informações da pesquisa da UNESP a seguir.


Uma das nascentes pesquisadas por Biólogos vista em imagem do Google

A situação do rio São José dos Dourados (noroeste paulista) expressa bem o caos da seca

Uma pesquisa feita por biólogos da UNESP revela uma situação alarmante, no interior de São Paulo. Mais da metade das 54 nascentes de água que estão sendo monitoradas secaram na última década. A falta de chuva agravou o problema, mas a causa principal é o desrespeito do homem pela natureza.
Em 2003, os pesquisadores recolheram amostras de dezenas de córregos e nascentes do interior de São Paulo. Agora, eles voltaram a esses locais e constataram que a situação piorou muito. “Nesse período a gente conseguiu quantificar que 81% desses riachos anteriormente mostrados, perderam qualidade aquática de maneira geral e perderam volume de água”, fala a pesquisadora da UNESP Lilian Casatti. Das 54 nascentes documentadas na pesquisa, 34 tem menos da metade de água que tinham há dez anos e 29 estão secas. É o caso da nascente do rio São José dos Dourados, um dos mais importantes da região noroeste de São Paulo. Até pouco tempo atrás, a área era coberta de água e agora a nascente simplesmente desapareceu e deu lugar a um caminho tomado de lixo. Em outra nascente, a do Rio Preto, um dos mais importantes do interior paulista, quase não dá para ver água. Foto feita pelos pesquisadores há onze anos mostra uma área bem diferente. Dava para ver o curso da água bem definido. Agora ele quase não aparece. No lugar cresceu uma vegetação típica de terrenos assoreados. "O que é o assoreamento, nada mais é que a entrada de terra dentro desses riachos. Essa vegetação só cresce em locais úmidos e locais que tem um substrato - uma terre para ela crescer porque ela é enraizada”, explica outra pesquisadora da UNESP Jaquelini Zeni, lamentando que a maior parte dos brejos no interior paulista estejam secos ou secando. O que faltou na maior parte das nascentes que secaram são as chamadas matas ciliares. Elas impedem que terra, areia e outros sedimentos acabem bloqueando a saída da água nas nascentes. Há dez anos, uma das nascentes quase não tinha água. Nesse período, a área foi toda reflorestada e hoje, apesar da seca recorde em São Paulo, a água está em quantidade bem razoável. “A gente tem que começar a plantar realmente árvores nesses riachos, do lado desses riachos pra gente poder daqui um tempo colher água, porque senão, a gente vai enfrentar situações extremas, como a gente está vendo”, completa Jaquelini Zeni, da equipe de Biólogos da UNESP.

Há previsão de chuvas a partir de agora mas urge também uma gestão ambiental em SP e em todo Sudeste

Fontes: www.ciflorestas.com.br
             http://g1.globo.com
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Das 54 nascentes documentadas nesta importante pesquisa, 34 tem menos da metade de água que tinham há dez anos e 29 estão secas. É o retrato da hora em SP e no sudeste brasileiro, sofreno uma seca nordestina e um caos socioambiental por conta disso.

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  2. Os institutos de meteorologia (que também precisam agora de mais investimentos, como o supercomputador que só tem em Nazaré Paulista), eles estão informando que estão chegando bastante atrasadas mas estão chegando as chuvas da primavera.

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  3. Somente as chuvas previstas para novembro e dezembro não são suficientes para recuperar a ecologia perdida no interior paulista, é urgente um reflorestamento com espécies nativas em massa em torno dos rios, nascentes e todas áreas de preservação.

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  4. Neste ponto a pesquisa dos Biólogos da UNESO bate com o Movimento Monstro dos ecologistas e lideranças de cidadania, lançado aqui pelo nosso blog dias atrás, com a proposta do replantio de bilhões e até trilhões de mudas nativas, florestais, frutíferas, para reequilibrar o nosso ambiente natural.

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  5. "Eu vi de relance e muito rápida demais, pela importância deste assunto, uma reportagem na TV, os telejornais não dão o mesmo valor que sites especializados como o Ciflorestas e este blog garantem a pautas como esta": é a opinião que nos enviou Machado, jornalista que atua na região noroeste de SP e encontrou nosso blog no Google.

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  6. Envie vc tb a sua msm aqui pro nosso blo através do e-mail da nossa redação: navepad@netsite.com.br

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  7. "Eu já pretendi fazer Biologia, de preferência em alguma universidade pública e esta pesquisa agora me dá mais motivação ainda": é a msm que nos mandou Ana Almeida, de São Paulo.

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  8. "A situação limite das nascentes, mananciais, matas em torno dos rios, nas encostas, serras, tudo desmatado nos levou a este caos do clima, hoje, existe até um pânico entre a população de que não volte a chover como antes": é o comentário de José Alvarez, de Rio Claro (SP), que atua com Topografia e diz ainda com humor: "Muita gente está até de pescoço duro de tanto olhar o céu esperando por chuva"...

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  9. "Caso seja feito já um reflorestamento de espécies nativas em massa em áreas de preservação e em matas derrubadas, o reequilíbrio do meio ambiente vai demorar uma década, de toda forma, chegamos ao fundo do poço e vimos que não tem mais água": é a manifestação de Olga Morato, professora de Geografia em Santos (SP).

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