sexta-feira, 28 de novembro de 2014

GARIMPO DE DIAMANTES NO RIO GRANDE AGRIDE AMBIENTE: GARIMPEIROS NÃO TEMEM POLÍCIA NEM JUSTIÇA NEM NADA

O processo de sugar as pedras com dragas causa assoreamento do Rio Grande e danos ambientais muito graves na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo (a cerca de 100km de Franca). E porque a Polícia Ambiental não coíbe este empreendimento ilegal?...


As dragas do garimpo atual  marcam alguns pontos do Rio Grande


Isso numa região conhecida como zona tradicional de garimpeiros
 
O próprio DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), ligado ao Ministério de Minas e Energia, admitiu ter autorizado prospecções e pesquisas que levaram ao garimpo e captação de diamantes entre a Serra da Canastra e o Rio Grande na divisa entre São Paulo e Minas Gerais por meio de dragas pertencentes a multinacionais. O site UOL e o jornal Folha de São Paulo flagraram  10 garimpeiros e dragas em ação nesta zona de diamantes entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro. Desta vez mais este flagra foi dado exatamente no Rio Grande entre as cidades paulistas de Colômbia e Guaraci, que ficam a mais de 450km de São Paulo capital. A reportagem agora de Bruna Mozer e Edson Silva confirmaram outras realizadas por outros sites independentes como o diarioweb e estudos que vinham sendo feitos constantemente por Geólogos da USP ou denúncias de ecologistas em vários locais de toda esta zona, tradicional produtora de diamantes. O nosso blog de ecologia e de cidadania já havia também postado há algum tempo atrás aqui no Folha Verde News matérias com este conteúdo. Os garimpeiros atuam em toda essa macrorregião há mais de 40 anos. Desde muito antigamente existiam lendas sobre uma grande reserva diamantífera no subsolo e no leito dos rios e dos riachos ou córregos entre a Canastra e o Rio Grande, foi ponto de atração dos Bandeirantes e agora mais ultimamente de garimpeiros de todos os lugares do país e do exterior, comandados por empresários do setor muito atuantes na Holanda e na África do Sul. Há uns 20 anos houve algumas suspeitas e que deputados e outros políticos e técnicos ligados ao Ministério de Minas e Energia já haviam providenciado a prospecção via satélite de toda essa macrorregião, detectando uma reserva fora do comum de diamantes. A tecnologia atual já teria confirmado assim as lendas. O ministro Edson Lobão já foi posto sob suspeita por causa desta eventual exploração diamantífera por grandes empresas. 35% do valor da cata no Rio Grande fica para os garimpeiros, o lucro maior com as empresas de garimpo, não só nacionais. Já aconteceram homicídios não esclarecidos nesta zona dos diamantes por disputas das pedras, como um caso em Franca (SP) num mercado milionário e de alcance internacional, manipulado por máfias de garimpo que vêm atuando na região da Canastra e proximidades. Não se trata na verdade de garimpeiros com peneiras e artesanais, como faz crer algumas pseudocooperativas que mascaram a atividade. Hoje são empresas bem equipadas e com levantamento e cadastramento das áreas por tecnologia via satélites, que usam balsas, dragas, motores e se utilizam de licenças ambientais ou da dificuldade das polícias Federal e Ambiental ou do próprio Ibama fazerem  a fiscalização ao vivo nestes locais o tempo todo. Com estes equipamentos, as serem sugadas as pedras este garimpo de grande proporção causa assoreamento dos rios (não só do Rio Grande, o principal da zona diamanteira). Além do assoreamento, substâncias e produtos usados podem contaminar as águas, como o óleo diesel dos motores. Danificam a flora, matam os peixes e desequilibram toda a ecologia deste zona ainda relativamente íntegra no interior do país. Policias e fontes do Ministério Público e da Justiça já admitiram estes problemas e a dificuldade de conter o garimpo ilegal de diamantes por ali onde o próprio DNPM mantém em vigor 7 autorizações para se fazer prospecção de pedras preciosas no Rio Grande e adjacências da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco e se situa um dos mais importantes Parques Nacionais. Esta questão é mais um problema de todo um contexto socioambiental de crimes e de agressões à natureza, que ainda continuam impunes. O fluxo de garimpo nesta zona Canastra/Rio Grande continua e até aumentou depois de surgiram boato de que foi encontrado um diamante cor de rosa por ali no valor de alguns milhões de dólares. O boato continua na mítica Praça Barão da Franca, point de garimpeiros de todo o interior em Franca (SP), antigo entreposto no comércio e lapidação de pedras, aparentemente já desativado. O diamante rosa já teria sido negociado por grandes empresários internacionais em Kimberlan na África ou em Amsterdã na Holanda ou nos mercados de Antuérpia na Bélgica, em Hong Kong na China ou em Tel Aviv em Israel. Ninguém sabe. Mas tem gente que chegu a ver o tal superdiamante rosa. Isso também é mais um mistério. O fato é que o garimpo continua ainda hoje  acontecendo a dano dos recursos naturais desta macrorregião e do interior do país, o diamante segue procurado como mais um fantasma da realidade do Brasil. 


Garimpeiros flagrados junto a uma das dragas no Rio Grande


Centenas de garimpeiros vivem e dormem em cima das dragas....

...até crianças têm sido flagradas ali

O garimpeiro Alcione Queiroz é um dos poucos que foram detidos...

O garimpo com dragas suga as pedras e assoreia o Grande e outros rios da região


Fontes: www.diarioweb.com.br
             www.uol.com.br
             FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais)
             IPT da USP
             www.folhaverdenews.com


 

13 comentários:

  1. Ressurge o problema do garimpo ilegal, no caso, de diamantes, na zona garimpeira entre a Serra da Canastra e o Rio Grande: o MP, as polícias Federal e Ambiental, o Ibama, precisam tomar medidas efetivas contra este garimpo de grandes proporções e sequelas ambientais.

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  2. Não se trata, está claro, do garimpo artesanal ou de garimpeiros com suas peneiras quase inofensivas ao meio ambiente, a atividade ilegal é por conta de empresas também multinacionais...

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  3. Vez por outra a imprensa regional ou a mídia nacional, o nosso blog também, levanta o problema e pressionadas as autoridades entram em ação, mais de 400 garimpeiros já foram detidos nesta zona entre a Canastra e o Rio Grande. Depois, na surdina, no silêncio em locais remotos, segue a atividade criminosa e hoje muito bem organizada.


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  4. Diferente do garimpo de ouro (que usa mercúrio, metal pesado) e da extração de pedras preciosas, os garimpeiros de diamante são hoje bem mais equipados e as sequelas ambientais são muito grandes, alguns ecologistas levaram ao MP a denúncia que o Rio Grande está sendo devastado e destruído em sua ecologia por esta atividade.

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  5. Mande vc tb a sua informação, comentário ou msm sobre este problema socioambiental, regional e brasileiro, enviando o seu e-mail para o nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. "As Procuradorias da República de Rio Preto e de Uberaba (MG) abriram inquéritos para investigar lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no garimpo de diamantes do rio Grande, entre Frutal (MG) e Guaraci (SP). As investigações devem contar com o apoio da Polícia Federal. “Vamos começar a cuidar do caso nos próximos dias”, diz o delegado-chefe da PF de Uberaba, Kléber Alves. Em seis anos, o garimpo ilegal movimentou, clandestinamente, entre R$ 450 milhões e R$ 600 milhões com a compra e venda dos diamantes": é a informação do site diarioweb. que nos enviou o internauta Mário Almeida, de Passos (MG), que trabalha no comércio de confecções nesta cidade do sudoeste de Minas.

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  7. Recebemos aqui na redação do blog Folha Verde News este comunicado que veio assinado apenas por Garimpeiro de Frutal. "A Coorpergrande, cooperativa dos garimpeiros em Frutal, tenta legalizar a extração e o comércio de diamantes no rio Grande. A entidade já tem o alvará de pesquisa do Departamento Nacional de Recursos Minerais (DNPM), que permite a retirada de pedras preciosas em quantias controladas, e a licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Só falta a guia de utilização, documento do DNPM que permite o comércio das pedras com nota fiscal".

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  8. Segundo fontes limpas enquanto a atividade não se legaliza, a maioria dos garimpeiros prefere deixar as balsas paradas nas margens dos rios. Mas pelo menos nove balsas ainda insistem em dragar o cascalho do fundo do Rio Grande em busca de diamante. Por isso, são alvos constantes de alguma blitz da Polícia Ambiental ou da imprensa, como ocorreu agora com a Folha de SP e o site Uol.

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  9. A favor ou contra o garimpo de diamantes no Rio Grande e região envie a sua informação ou comentário, nossa proposta é questionar este problema e buscar uma solução sustentável para este e todos os recursos naturais brasileiros: envie seu e-mail para o nosso blog via navepad@netsite.com.br e/ou padinhafranca@gmail.com

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  10. "Eu não vou me identificar por razões óbvias, pode por apenas o nome de Ex-Lapidário. O fato é que há um braço regional das empresas ou quadrilhas internacionais de diamantes. Tem sido sempre apreendidas algumas balsas e equipamentos, sendo arrolados no termo circunstanciado, além dos donos das balsas, compradores de diamantes de Franca (SP), Uberaba, Passos (MG) e Belo Horizonte, creio que a Polícia Ambiental ou Federal deveria divulgar melhor o que acontece com cada blitz no Rio Grande"...

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  11. Saudações,na minha opinião os garimpeiros foram os desbravadores do Brasil,inclusive expandindo nossas fronteiras muito alem do tratado de tordesilhas, os garimpeiros nunca tiveram seus direitos e valores reconhecidos sempre foram roubados pelo poderosos ladrões do poder publico dos seus direitos,os maiores poluidores também são estes ladões que roubam ¨também¨os impostos e os recursos para os tratamentos dos esgotos urbanos ¨também¨os dejetos residuais das industrias que estas matilhas de cachorros estão e sempre estiveram envolvidos ate o pescoço, que deveria de ser cortado. vou parar porque fico muito indignado.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Nossos rios tem que ser dragado para tirar as bostas e os resíduos industriais e agrotóxicos que nossas autoridades pública despejaram nos seus leitos e os soterramento provocado pelos desmatamentos de suas margens,e nascentes , estes são temas que doi nos calos de nossas autoridades pilantras, chega.

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