sábado, 1 de novembro de 2014

HOJE TERÁ PROTESTO CONTRA A CRISE DA ÁGUA EM SÃO PAULO E JÁ HÁ PEDIDO DE IMPEACHMENT DE ALCKMINN

Cerca de 10 mil pessoas nas redes sociais confirmaram ida ao ato público no Largo da Batata

O clima está ficando tenso na Zona Oeste de São Paulo, em Pinheiros, manifestantes já confirmaram por duas das redes sociais desde ontem na Internet a participação no protesto, que poderá reunir de 10 a 20 mil pessoas de diferentes setores da população paulistana, em especial jovens, estudantes: a PM também logo no começo da tarde já estará na região, o ato público deverá começar por volta das 15h deste sábado. Há o temor de que haja violência policial, mesmo porque o protesto atinge direto o Governador do Estado, que assim está sendo culpado publicamente pela crise hídrica, a falta de água nas torneiras em muitos bairros e a escassez de chuvas, enfocada também como desatenção total das autoridades ao meio ambiente. A falta de investimentos governamentais e a má gestão da Sabesp são citadas na divulgação do ato público, ao mesmo tempo em que a semana virou com um pedido de impeachment de Geraldo Alckminn, protocolado pelo PSOL, na Assembléia Legislativa de São Paulo. A manifestação de hoje está sendo convocada também por impressos que circularam durante toda esta semana entre os passageiros de ônibus e do Metrô.

 
Imagem de SP: Movimentos sociais vão às ruas realizar ato “Revolta da Água” no sábado (1º)
Estudantes da USP estão chamando na Internet este ato público de "1ª revolta das águas"
 
Está certo que no Largo da Batata, às 15h, a população de São Paulo realizará a primeira manifestação contra a falta d’água depois das eleições. O intuito do ato, que recebeu o nome de “Alckmin, cadê a água?”, é pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a assumir as responsabilidades pela crise hídrica e a tomar medidas urgentes frente à situação calamitosa em toda a área socioambiental paulista.  A falta d’água – ainda que o governador de São Paulo e a Sabesp neguem – já é uma realidade há meses no estado de São Paulo. Pesquisa recente do Datafolha apontou que mais de 60% da população já passou por cortes na distribuição no último período e Geraldo Alckmin, durante toda a campanha eleitoral, seguiu reafirmando que não faltará água. “É preciso dar um basta! O verdadeiro culpado por essa crise não é São Pedro e sim o governador Geraldo Alckmin. A Sabesp, companhia de abastecimento do estado, sabia que a situação estava insustentável. Ainda assim, o dinheiro arrecadado com o pagamento das contas de água foi usado para encher o bolso dos acionistas da companhia ao invés de ser investido em obras. Agora, os tucanos não tem como escapar”, escreveram os organizadores do ato na página do evento no Facebook. Até ontem à noite mais de 10 mil pessoas já tinham confirmado presença e participação.  A manifestação foi convocada por uma série de coletivos e movimentos sociais. Desde da manhã a Polícia Militar já está de prontidão no local, um dos mais tradicionais terminais de ônibus da Grande São Paulo. Ali, há 3 anos, foram cortadas 80 árvores e houve a promessa de replantio, mas até hoje sobrevivem precariamente apenas algumas mudas pequenas de jaboticabeiras, que não vingaram em meio ao cimento do Larga da Batata.


A seca já provocou também um primeiro pedido de impeachment do Governador


A presidenta da Sabesp e o Governador de São Paulo se complicaram por causa da manipulação da crise

No início do mês, a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, havia afirmado que, se não chover consideravelmente nas próximas semanas, a água do Sistema Cantareira – o maior do estado – deve acabar em meados de novembro. Já estamos em novembro e a tensão da falta de água continua, ontem à noite choveu em algumas áreas da capital mas em volume muito abaixo da necessidade.  Na última sexta-feira  foram revelados áudios de uma reunião da diretoria da Sabesp. Na ocasião, a presidenta da empresa reconhece o “erro” em não comunicar à população sobre a crise hídrica. Ela ainda afirma explicitamente que não alardeou os paulistanos por conta de... “ordens superiores.” A divulgação dos áudios fez com que o deputado estadual, Carlos Giannazi (PSOL), protocolasse um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). É nesta atmosfera de calor, em todos os sentidos, de falta de água e de paciência com a situação que o ato público pode ser visto como uma situação de risco, "mas ao mesmo tempo, como uma reação positiva da população, exercendo o seu direito de cidadania e de consumidores, esta manifestação lembra o clima dos protestos contra as tarifas há um ano e meio, que acabaram por mobilizar todo o país para mudanças, manifestações já históricas e importantes que,  se causaram violência de policiais e grupos que se infiltraram entre os manifestantes mais espontâneos, por outro lado, mostraram a consciência pública brasileira viva, o que volta a acontecer agora", comentou por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha.

A falta de água nos reservatórios em São Paulo...

...diagnosticam má gestão ambiental a dano dos recursos naturais

Além da população e de ecologistas institutos de defesa do consumidor também já demonstram revolta


Fontes: www.uol.com.br
               http://cntt.org.br
               www.folhaverdenews.com


 

10 comentários:

  1. Nosso blog de ecologia e de cidadania que vem, ao longo de dois anos, lutando pelo Desenvolvimento Sustentável (interesses econômicos em equilíbrio com os ecológicos) não pode deixar de noticiar este ato público, parte da chamada grande mídia silenciou.

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  2. Num momento ou outro, especialmente agora que já se foram as Eleições e as chuvas não vieram com a intensidade esperada, agravando a crise hídrica, os protestos voltariam às ruas, como legítima manifestação dos que se sentem lesados em seus direitos de cidadania e de consumidores.

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  3. Em nosso enfoque, esta manifestação é vital também porque coloca os movimentos sociais indo às ruas por uma causa diretamente ligada à luta ambientalista, a tendência é que o movimento ecológico venha a se transformar em eventos de massa, tal a falta de ação governamental neste setor, não somente em SP, em todo o Brasil.

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  4. A gente espera que a revolta por conta da falta de ação na crise hídrica em São Paulo não venha a ser marcada por violência policial, o que agravaria ainda mais a situação do Governador, que já foi considerado culpado pela questão da água por relatora especial da ONU.

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  5. Ao mesmo tempo, esperamos que os manifestantes usem ao invés de qualquer tipo de vandalismo, a inteligência neste protesto. Uma situação tensa mas que é sintoma dos problemas socioambientais da maior gravidade que desequilibram na atualidade São Paulo e em geral todo o Sudeste e Centroeste do país, entrando no mapa da seca nordestina do Brasil.

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  6. Envie a sua opinião, informação ou comentário pro e-mail do nosso blog que postaremos aqui em breve: navepad@netsite.com.br

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  7. "Finalmente, acho isso histórico, o movimento de cidadania dos jovens coloca em pauta uma causa ambiental nas ruas, estava mesmo na hora": é o primeiro e-mail que nos chega, enviado por Marilda, que informa estudar na USP em Ribeirão Preto, onde faz Medicina, e lamenta não ter como ir à manifestação em Sampa hoje: "Numa próxima, eu e uns amigos e amigas aqui daremos um jeito de ir".

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  8. "Esta manifestação e mais o relatório feito por especialista da ONU, Catarina de Albuquerque (ela concluiu de forma geral, a falta de água generalizada poderia ter sido evitada com planejamento ambiental) deixam o Governador na marca do pênalti": é o que comenta Luís Araújo, do Rio de Janeiro (RJ), que ainda cita "o erro paulista de usar água do Rio Paraíba, prejudicando o abastecimento por aqui em nosso estado, onde as coisas não são tão diferentes daí".

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  9. "Fiquei escandalizada com uma manifestação da direitona na Avenida Paulista em São Paulo pedindo intervenção dos militares e fim da democracia, mas me animei um pouco + com esta notícia aqui e no Facebook de um protesto contra a falta de água e de uma gestão ambiental comn o PSOL pedindo impeachment de Alckminn e investigação da Sabesp, depois que a relatoria da ONU monstrou que a culpa da seca em São Paulo não é de São Pedro": é o comentário de Elenice Mendes, de SP, que estuda na USP e concora que é urgente por na rua a luta socioambiental: "Isso vai qualificar as manifestações dos jovens e da cidadania", diz Elenice. OK, vamos agendar isso para 2015!...

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  10. àEste blog está de parabéns porque luta pela causa da vida, que é a ecologia, sabemos que esta luta é difícil e inglória, com resultados a longo prazo. Mas não desistamos, pois nosso filhos e netos agradecerão. Estamos na primavera porque não aprovietarmos as primeiras chuvas que chegam as tào ressequidas paragens deste Estado, com as fontes d!agua secando e plantemos uma árvore, e também cuidemos dela para que não morra ou alguém arranque ou estrague. Com certeza as gerações futuras agradecerão.

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