terça-feira, 4 de novembro de 2014

JÁ SE PLANEJA CAPTAR ÁGUA DEBAIXO DA TERRA POR AQUI NO INTERIOR PAULISTA PARA EVITAR SECA COMO A DESTE ANO

Geólogos estudam como usar o Aquífero Guarani para aliviar crise do abastecimento de água no estado de São Paulo: a captação não pode desequilibrar esta última reserva subterrânea

O Aquífero Guarani, reserva estratégica de água, mantém (por enquanto) seu equilíbrio ecológico


Geólogos da Universidade de São Paulo (USP) elaboram um estudo para saber se é possível retirar água do Aquífero Guarani para abastecer em especial a região de Piracicaba, aliviando o Sistema Cantareira. A proposta é analisar a viabilidade da construção de 24 poços artesianos no município de Itirapina, região oeste do estado, onde o aquífero pode ser acessado de forma rasa. A análise será apresentada, em aproximadamente um mês, ao comitê criado pelo governo estadual para administrar a crise hídrica paulista. Antes das chuvas deste começo de novembro o sistema havia chegado a 13% da capacidade de armazenamento, após o início da utilização da segunda cota do volume morto. O professor Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geologia, explica que o estudo inclui a simulação, por meio de um modelo matemático, da extração de 150 mil litros de água por hora. “Queremos avaliar é se o Aquífero suporta essas vazões em longo prazo”, alertou Bertolo. A análise baseia-se em uma pesquisa que foi realizada em 2004 por um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com o trabalho, a região de Piracicaba fica distante cerca de 60 quilômetros em linha reta, o que diminui os custos de um transporte da água direta para a Grande São Paulo. Outra vantagem é que o desnível geográfico entre as regiões de captação e consumo favorece o deslocamento. Mesmo em fase de pré-viabilidade técnica, Bertolo acredita que essa pode ser uma alternativa interessante para o abastecimento de parte de toda esta macrorregião que deveria estar recebendo agora água do Sistema Cantareira e não está devido ao caos do clima e da seca, a maior neste século. Os ecologistas também advertem ser preciso fazer isso com equilíbrio entre o interesse econômico e o ecológico, ou seja, é fundamental o uso sustentável dessa água para evitar novas crises. “A gente precisa ter a recarga no Aquífero Guarani para que ele continue dando água. Se a gente tiver em longo prazo a certeza de que a chuva vai continuar caindo e o aquífero recarregado, uma vazão de 1 metro cúbico por segundo é uma vazão segura”, concluiu o geólogo da USP. O Aquífero Guarani é a maior reserva estratégica de água doce da América Latina: "ele é um patrimônio de todo o interior do nosso país, sobrevive no subsolo aqui do nordeste paulista, do sudoeste mineiro, do centro brasileiro e passa pelo Paraguai, enfim, sendo uma reserva estratégica, ela precisa ser usada com moderação e além disso, protegida, estudos paralelos já mostraram que sob o município de Ribeirão Preto em alguns pontos o aquífero está sendo poluído por agrotóxicos afora a utilização de suas águas já ser excessiva", falou por aqui na redação do nosso blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua, que vem realizando e/ou editando uma série de postagens sobre os problemas da seca e as alternativas de solução mais sustentáveis: "Precisamos unir forças de todos, poder público e sociedade civil para providenciar um reflorestamento em massa com espécies nativas em torno das nascentes, rios, morros, serras, encostas, brejos, para recuperar a ecologia que está sendo perdida, sem ela, a própria reserva subterrânea poderá vir a ser comprometida em seu potencial hídrico", comentou ainda aqui Padinha, editor do nosso blog.  Atualmente, o aquífero abastece a maior parte das cidades do oeste paulista. “Observe que a crise de abastecimento de água está mais crítica nos municípios do centro-leste do estado”, avaliou por sua vez Reginaldo Bertolo. Isso ocorre, segundo este cientista, porque eles têm maior segurança hídrica com a água oriunda dos aquíferos Bauru e Guarani. Entre os municípios abastecidos dessa forma, o professor destaca Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, entre muitos outros. Ele explica que a profundidade das águas subterrâneas exige tecnologia complexa de engenharia, similar à utilizada para encontrar petróleo, para cavar os poços profundos. Isso, além de riscos ambientais. " Pode vir a ser uma boa solução, mas ela precisa ser feita de forma sustentável", argumentou o geólogo da USP


O aquífero no subsolo de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul...
 

...é uma última reserva de água que precisa ser usada de forma sustentável...
 

...junto com a recuperação da ecologia dos mananciais, rios e nascentes do interior do país
 
 
Fontes: Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com

 

8 comentários:

  1. Tem tudo a ver a música nativa de Almir Sater com esta reserva de água subterrânea no interior do Brasil, pura ecologia e esperança de uma revalorização sustentável de nossos recursos naturais...

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  2. Já nesse seu estudo os pesquisadores do Instituto de Geologia da USP alertam que a captação da água do Aquífero Guarani precisa ser feita com critérios rigorosos, sustentáveis, para não desequilibrar e nem comprometer esta última e estratégica reserva de água, uma riqueza extraordinária da natureza da América do Sul.

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  3. Fatores que vêm empobrecendo o Aquífero Guarani são, entre outros, o aquecimento global, o excesso de irrigação, bem como de agrotóxicos, fertilizantes e pesticidas (por exemplo nas regiões canavieiras e de soja), em alguns pontos críticos eles deveriam ser proibidos para preservar a reserva.

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  4. "É uma reserva estratégica de água para a população, estratégica também para o equilíbrio ecológico já sutil no interior do Brasil", comentou, após checar todos os argumento do Instituto de Geologia da USP, o ecologista Padinha ao editar este post por aqui no blog.

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  6. "A captação tem dificuldade similar a de um poço de petróleo, são águas relativamente profundas, e será necessária a construção de aquedutos para levar até algumas cidades, mas com certeza se feita com critério pode ser uma solução sustentável": é o comentário do engenheiro agrônomo Marcelo Pontes, de São Paulo, que pretende se especializar em Geologia na USP ou na Unesp.

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  7. Mariana Rocha, de Bauru (SP), onde se prepara para entrar na Unesp nos envia informação que captou agora no site Terra: "A crise hídrica sem precedentes que atinge o Estado de São Paulo pode ser amenizada com a exploração sustentável de águas subterrâneas. É o que defende o doutor em Geociências Bruno Conicelli, pesquisador do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (USP), que alerta, porém, tem que ser um projeto desenvolvido de forma sustentável para não agredir nosso último reduto hídrico".

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  8. Alguns internautas em chamada sobre este post do blog no Facebook comentaram sobre o projeto de captação de água potável do Aquífero Guarani, seis deles, em termos gerais, criticaram que "vão acabar com tudo na nossa natureza", como disse Ademir Alves, de Franca (SP). Este ponto de vista tem que ser levado em conta pelos geólogos e pelo governo...

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