quarta-feira, 5 de novembro de 2014

MONSTER BOATS: THE SCOURGW OF THE OCEAN (BARCOS MONSTROS: A PRAGA DOS MARES)

Greenpeace denuncia que  20 barcos monstros da UE praticam a sobrepesca nos oceanos


O Greenpeace também chamou atenção para embarcações com bandeiras de Portugal, Suíça, França, Dinamarca, Inglaterra e Polônia, que se dedicam também à sobrepesca. O relatório mostra “como uma série de barões da pesca industrial usam, de forma imprudente, uma ampla gama de artifícios” para burlar as regras e obter o máximo de lucro. Segundo o documento, entre os truques utilizados pelas companhias, estão a “mudança frequente de bandeiras e o uso de empresas de fachada e de paraísos fiscais, bem como tirar proveito de ligaçõeos pessoais com tomadores de decisão ou que têm uma função fiscalizadora". Os 20 navios contribuem, principalmente, para o esgotamento de estoque” em detrimento do “tecido social, econômico e cultural e do desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras na Europa e outros lugares, além de afetar a ecologia oceânica. Também os  ambientalistas estão acusando os Ministros da Pesca da UE e outros autoridades governamentais de outras partes do mundo de incapacidade para agir e deter a sobrepesca. O relatório sugere que essas embarcações violam as novas regras da União Europeia, destacando que “os governadores deveriam promover pescas responsáveis e de baixo impacto”. O grupo de lobby de pesca Europeche denunciou a campanha como uma “típica histeria do Greenpeace”, de acordo com declaração de seu presidente, Javier Garat: “A suposição de que o pequeno é bonito e de que o grande denota algo negativo é errada”, disse Garat, argumentando que “um alto número de pequenos barcos de pesca também pode, hipoteticamente, desprezar as regras, realizar sobrepesca e causar enormes danos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, navios grandes podem ser perfeitamente sustentáveis”. "Os grande barcos não se tratam de hipóteses, mas da mais cruel realidade contra a fauna marinha também", contrargumenta por aqui no blog  Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha, defendendo a legitimidade e o extremo valor desta campanha do Greenpeace.        
       

Pescador artesanal Mohamedally mostra um dos barcos monstros na sua região
 



Pescadores artesanais exemplificam a ação negativa dos barcos monstros
 
 
Um dos pecadores disse à reportagem da IPS: “Olhe ali, o azul, este é um pesqueiro da União Europeia que ameaça nosso sustento”,  Lallmamode Mohamedally, pescador desta região, apontando um barco que descarregava sua captura no porto Les Salines, perto desta capital. Mohamedally é um dos pescadores que regressaram, após um árduo dia de trabalho, com o barco quase vazio. A contaminação e a atividade turística nos últimos anos reduziram a captura para eles. Mas os pescadores locais afirmam que o acordo assinado em fevereiro entre União Europeia (UE) e este país insular do Oceano Índico piorou a situação. O tratado permite que, por três anos, pesqueiros europeus levem 5,5 mil toneladas de peixes anuais ao custo de US$ 740 mil. Os 3,5 mil pescadores locais, que agora competem com pesqueiros industriais modernos, denunciam que sua captura caiu entre 50% e 60%, mas não há dados oficiais que o confirmem. Os pescadores de Les Salines acreditam que os 86 barcos de empresas européias que estão na área roubam seu sustento. “Essas grandes embarcações percorrem o mar ao redor de Mauricio e levam todos peixes”, lamentou Mohamedally. A maioria dos pescadores quer que os barcos da UE se retirem. Contudo, Mohamedally afirma que não se importaria se operassem em águas de Mauricio, “mas pescando como os demais, como os taiwaneses e japoneses. Apenas barcos com espinhéis, por favor, não os de redes de arrastão. Esses barcos capturam todo tipo de peixe, pequenos e grandes igualmente, com a mesma voracidade, sem respeitar nada".
 
 
A denúncia dos barcos monstros é mais uma campanha de grande valor desta entidade
 
Fontes: IPS (Inter Press Service)
             www.ambientebrasil.com.br
             www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

7 comentários:

  1. Uma campanha de grande valor ecológico esta denúncia dos Barcos Monstros feita pelo Greenpeace. Os argumentos da Europeche por sua vez não têm nada a ver, ou melhor, são "compreensíveis"...

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  2. Fizemos questão de postar junto com esta campanha do Greenpeace uma reportagem da Inter Press Sercie (IPS) com pescadores que atuam de forma legal e artesanal, num caso exemplo, nas Ilhas Mautício. Ao contrário da pesca artesanal, os que pescam com espinhel cometem crime, é uma técnica comercial que usa centenas ou mesmo milhares de anzóis. É considerada a pesca mais seletiva, pois a espécie capturada depende do tipo de gancho e da isca escolhida. Este aparelho é usado para peixe-espada, atum e bacalhau negro.

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  3. As autoridades alegam, para justificar a tolerância com os Bracos Monstros, que as companhias pesqueiras locais são pequenas e não têm capacidade para pescar em grande escala. A 5,5 mil toneladas, que Mauricio permitiu que barcos europeus capturassem, estão em acentuado contraste com as poucas que os 34 pescadores de Les Salines conseguem por ano. A pesca representa apenas 1% do produto interno bruto de Mauricio, e a produção local é de 5,1 mil toneladas anuais.

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  4. Um dos pescadores entrevistados pela IPS, Mohamedally recordou que antes eram abundantes os peixes a três ou quatro milhas náuticas da costa. Agora, os pescadores vão mar adentro e voltam com o barco vazio. “O que acontecerá dentro de cinco anos com nosso trabalho?”, perguntou furioso. “É uma miséria. Se os pescadores locais tivessem a capacidade de entrar tanto no mar, poderiam ganhar cerca de US$ 18 milhões pelas 5,5 mil toneladas que a UE extrai”...

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  5. Mande a sua informação ou comentário, bem como se integre a esta campanha que luta pela ecologia dos mares, pela economia pesqueira e por uma realidade sustentável: mande o seu e-mail aqui pro nosso blog para navepad@netsite.com.br

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  6. "É revoltante essa realidade, estão acabando com toda a natureza dos países em terra e agora também, vem esta ameaça de acabar com os peixes e até também os pescadores e toda a vida dos mares": é o que comenta Marcos Alves, que pretende cursar Oceanografia na Unicamp em 2015.

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  7. "Du caramba este post, vou divulgar para amigos que atuam junto a pescadores e no cais de Santos": é a msm que nos mandou por e-mail Jurandyr, que estuda na USP em SP e informa que descobriu o Folha Verde News pesquisando no Google. Obrigado, Jurandyr, vamos juntos.

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