quarta-feira, 19 de novembro de 2014

VAI TER CHUVAS MAS ELAS SERÃO IRREGULARES NA PASSAGEM DA PRIMAVERA PARA O VERÃO

                                             
Um levantamento sobre o clima de agora aqui e em todo o país

No sudeste e em todo o país este período será marcado pela irregularidade das chuvas segundo previnem meteorologistas: ecologista pedem medidas para reequilibrar a ecologia e o clima

Falando em nome dos cafeicultores do sudeste brasileiro, o agricultor Paulo Tavares pediu online ao meteorologista Celso de Oliveira, do instituto Somar, uma previsão sobre como será o tempo agora e no começo do verão: "Persiste a previsão de irregularidade nas chuvas durante a primavera e início do verão. Não devemos ver o quanto deve chover, mas sim, como a chuva irá se distribuir, neste ano.
Uma nova rodada de previsão climática, que saiu nos últimos dias aqui na Somar, mostra chuvas ligeiramente abaixo da média no mês de dezembro nas regiões cafeeiras. Lembro que o mês de dezembro é o mais chuvoso do ano, com mais de 200mm em média.Talvez, esta chuva possa fazer falta no decorrer do verão do ano que vem", advertiu ainda Celso de Oliveira da Somar Meteorologia.
O mês de janeiro de 2015 também já pode ser previsto mais seco que o normal, pelo menos no seu início (primeira quinzena). Tudo indica que o início do verão também deve transcorrer de forma irregular quando olhamos a previsão de chuvas para sul e sudoeste de Minas, nordeste paulista e outras zonas que produzem café no sudeste do Brasil. Em geral os meteorologistas estão sedes já confirmando que a partir da segunda quinzena de novembro, as chuvas diminuem, permanecendo irregulares até a primeira quinzena de janeiro. Isto pode acontecer por conta do posicionamento das frentes frias durante o verão, que podem ficar mais ao sul, entre São Paulo e o Paraná. Isto pode já ser indício da presença do El Niño. Especialmente a falta de chuvas no início do ano que vem pode ser indício de sua manifestação, sobre a qual vou tratar mais à frente. Neste sentido, a equipe do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News já havia informado aqui que segundo o Centro de Previsão de Chuvas (CPC) dos Estados Unidos o fenômeno natural, atmosférico e continental do El Niño tem 70% de chances de influir bastante no clima brasileiro neste final de 2014 e início do ano que vem, a tendência é de um verão chuvoso em São Paulo, chuvas no sul do país e tempo seco no nordeste brasileiro. As chuvas poderão ser acima da média entre dezembro e fevereiro no verão que se aproxima no sudeste e no sul do país. As temperaturas serão menos elevadas do que o normal desta época. E entre as previsões do CPC norteamericano a pior é que em 2015 a seca que abalou o clima em 2014 poderá vir a ser pior em 2015. Diante desta possibilidade, cientistas e ecologistas, com base nos dados da meteorologia, estão pedindo medidas governamentais sustentáveis em São Paulo e em todo o sudeste, bem como, no sul e em todas as regiões brasileiras: "Uma das medidas é o replantio em massa de espécies florestais nativas em torno de nascentes, rios, lagos, nas encostas e nas serras, isso sintetiza a proposta do chamado Movimento Monstro para recuperar a ecologia perdida em nosso país com todo esse caos do clima", comentou o editor do nosso blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Ele destacou que "além do El Niño precisa ser considerado o nível muito intenso do desmatamento, das queimadas e de variadas formas de poluição, problemas que precisam ser enfrentados desde já como uma prioridade nacional". O serviço de Meteorologia do programa de TV e da revista Globo Rural também adverte e antecipa informações. Estão ocorrendo algumas chuvas, mas elas estão vindo ainda de forma muito irregular, principalmente no Sudeste, Centro-Oeste e Paraná. Até o momento as chuvas não aconteceram de forma significativa. Elas estão ocorrendo, porém ainda abaixo da média. Em Mato Grosso, Goiás e nas regiões Norte e Nordeste começou a melhorar agora. Os produtores rurais, por exemplo, estão conseguindo plantar, mas de forma lenta, principalmente nas safras de verão como soja, milho e feijão. Devido a um bloqueio atmosférico que tivemos no meio de outubro, isso fez com que tivéssemos um período muito seco, afetando as lavouras no Sudeste, Centro-Oeste e Paraná. Já no Rio Grande de Sul foi o contrário, tivemos chuvas em excesso ao longo desse inverno e início de primavera, o que atrapalhou o plantio de arroz e trigo. De certa forma, esse tempo vem causando forte impacto na agricultura, pois muitos municípios estão com déficit alto na umidade do solo, com estresse hídrico, gerando impacto na produção e até mesmo atraso no plantio. O que está sendo previsto pelos técnicos é que as chuvas começam a se regularizar a partir de agora. Voltará a chover de forma definitiva em todas as regiões neste período. Isso vai proporcionar retorno das condições hídricas do solo, vai possibilitar que você tenha condição própria para plantio. Então o plantio vai deslanchar em todo o Brasil, nós vamos ter uma recuperação dos canaviais, do café, mas as perdas já estão aí. Para soja, acho prematuro falar em quebra, já ouvi muita gente falando em quebra, mas se plantar agora e chover bem não terá grandes impactos. As condições vão melhorar, terá chuva agora, chuvas mais irregulares mas fundamentais neste momento, tanto para o meio rural como o urbano, nesta virada da primavera para o verão. É também a hora do replantio de espécies nativas nas matas que sofrem com desmatamento da Amazônia ao Rio Grande do Sul por todo o Brasil, é o caminho para recompor um equilíbrio mínimo necessário para o meio ambiente e a população.


Previsão de chuvas mas irregulares e de um verão menos quente

Já recomeçou o plantio e por que não de espécies florestais para recompor o desmatamento?...

As cidades precisam melhorar a estrutura para receber as chuvas de agora em diante


Fontes: www.cafepoint.com.br
             www.revistagloborural.globo.com
             www.veja.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Nossa equipe apresenta então, aqui, este levantamento sobre as condições do clima agora, aqui no sudeste e em todas as regiões do país agora.

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  2. Mesmo irregulares, as chuvas acontecem e o plantio no meio rural já começou: advertimos sobre a necessidade de um replantio de mudas florestais nativas para recompor o desmatamento monstro, não só na Amazônia, mas em todo o país, por aqui também, urgente para regularizar as chuvas e evitar uma seca pior ainda em 2015 no sudeste.

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  3. Em suma, segundo os meteorologistas, as chuvas devem ficar dentro da média na segunda metade da primavera e também na primeira parte do verão. O problema vai ser em meados do verão, quando as chuvas voltam a ser irregulares. Teremos chuvas boas no início do ano, irregulares no fim de janeiro e começo de fevereiro, depois volta a chover bem no final da estação.

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  4. Com relação aos reservatórios, é o seguinte, volta a chover em fevereiro e março, mas o grande problema é que como os níveis estão extremamente baixos, mesmo que volte a chover de forma consistente, iremos entrar no período seco com esses níveis baixos. Já estão trabalhando com volume morto, coisa que nunca aconteceu. Então tem que chover muito, mas muito muito muito pra que iguale, o que não vai acontecer. Então, mesmo que volte a chover, o risco de ter problema novamente no ano que vem é muito grande. Vão demorar vários anos para que se normalize. São urgentes medidas sustentáveis, desde já.

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  5. Envie a sua informação, dúvida ou comentário, mande a msm para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. "No fim do inverno, começo da primavera, teve o bloqueio da massa de ar seco sobre o sudeste e o centroeste, ao contrário dessa seca aí, chuvas em excesso no sul do país. Agora, da primavera pro verão, chuvas irregulares. As medidas precisam mesmo ser estruturais e baseadas no que diz a meteorologia, os cientistas e nós, os ecologistas, que temos mais proximidade com a natureza": é a msm que nos enviou o engenheiro florestal Edmundo, que tua no interior mas está nestes dias em Curitiba no Paraná.

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  7. "Com todos os problemas causados pelos desmatamentos, poluições e outras agressões ambientais, até que a natureza está superando a seca, a dificuldade maior é a falta de planejamento no meio urbano e rural, bem como de recuperação do equilíbrio hídrico e ecológico, que ainda vai gerar mais desafios": é a opinião de Domingos Ferreira, de São Paulo, que atua como assessor de imprensa de empresas de infraestrutura.

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