quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

200 ENTIDADES AMBIENTALISTAS LANÇAM MANIFESTO NA COP20 NO PERU POR DEFINIÇÃO DE INVESTIMENTOS NA ECOLOGIA

Ecologistas estão querendo da ONU mais clareza sobre o Fundo Verde para reequilibrar o clima para assim as intenções, projetos e discursos se transformarem em fatos que comecem a mudar a realidade desde já


Centenas de organizações não governamentais e entidades ambientalistas pediram à Organização das Nações Unidas regras claras nos aportes dos países a respeito de um Fundo Verde Para o Clima, assim que o Japão anunciou subsídios a indústrias com baixo carbono. A petição, assinada por mais de 250 lideranças do setor ambiental de várias regiões do planeta e em especial dos chamados países em desenvolvimento, solicita uma “lista de exclusão” daqueles projetos que não usam energia limpa e geram alto impacto socioambiental. "Pedimos para que se adote uma ‘lista de exclusão’ como parte das políticas de meio ambiente do Fundo Verde para o Clima”, destacou o comunicado, emitido nos bastidores dos debates que continuam durante a conferência climática (COP20) em Lima, com a presença de 190 representantes de governos. “Financiar o uso de combustíveis fósseis ou de energias nocivas através do Fundo Verde é inaceitável”, acrescentaram as entidades na petição enviada ao Comitê da ONU para o Fundo Verde. Em novembro, o Japão se comprometeu a fazer um aporte de US$ 1,5 bilhão para este fundo, fundamental para o reequilíbrio ecológico e que inclui subsídios econômicos para indústrias de baixa emissão de carbono. "As energias sujas estão envenenando o clima e as comunidades locais. É essencial que o financiamento climático seja usado para transformar o sistema energético ao invés de financiar projetos que acabem por agravar as mudanças climáticas", disse Godwin Ojo, diretor na Nigéria da organização Ação para os Direitos Ambientais, uma das entidades que assinou agora a petição em Lima. O financiamento do Fundo Verde funcionará  sim mas só com regras claras para que os países possam entenderr e mostrar de forma transparente aonde e para o quê destinam o dinheiro", afirmou Kelly Dent, da organização Oxfam, também signatária do manifesto. A Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC) pediu uma capitalização inicial do Fundo Verde de 10 bilhões de dólares até o final deste ano. Pode ser que
as negociações em Lima estabeleçam as bases para se alcançar um pacto mundial para enfrentar o aquecimento global, algo que poderá ser oficializado em 2015 no COP21 em Paris. A União Europeia indicou que as informações necessárias relativas aos aportes ao Fundo Verde e outras questões financeiras não poderão ser resolvidas nas negociações da COP20, em Lima. “No geral, a forma como os aspectos financeiros se ajustarão no acordo de 2015 não é algo que vá ser resolvido aqui em Lima agora, mas um processo que se desenvolverá no ano que vem”, esclareceu a chefe da delegação da UE neste evento da ONU, Elina Bardram. Se não for agora no Peru mas só daqui um ano na França haverá perda de tempo na guerra contra o caos do clima, alertam os ecologistas.


A escravidão à energia do petróleo e a loucura do gás de Xisto entrou nos debates



250 entidades ambientalistas querem regras claras sobre o Fundo Verde...

...recursos para mudanças na estrutura da energia e dos combustíveis mais ecológicos
 
Delpfine Batho, ministra da Ecologia e Energia da França, é uma liderança mundial hoje
 



















Fontes: www.terra.com.br
             www.ambientebrasil.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

7 comentários:

  1. Poucos veículos da grande mídia aqui e em todo o planeta estão alertando sobre o conteúdo deste pedido dos ecologistas, através de mais de 250 lideranças socioambientais presentes no evento da ONU no Peru. Mas esta posição é o que há de mais importante lá agora.

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  2. Nosso blog está divulgando este post sobre este manifesto verde internacional e outros lances que rolam nos bastidores da COP20 nestes dias em Lima no Peru.

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  3. Um deles: cientistas e ambientalistas peruanos demonstraram agora que o desmatamento na Amazônia aumentou 80% desde 2001.

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  4. Ambientalistas da Alemanha apoiam a posição governamental do seu país que quer aumento de tarifas nos pedágios para os veículos que se movem com combustíveis mais poluentes, estimulando assim a energia mais limpa nos transportes e redução do CO2.

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  5. Técnicos de vários países presentes em Lima no Peru nesta cúpula do clima da ONU afirmam que algumas mudanças na estrutura da energia e dos combustíveis já poderiam estar reduzindo em 30% o Efeito Estufa que desequilibra o ambiente e a economia dos países e do planeta.

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  6. Envie a sua informação ou faça um comentário sobre esta postagem, mande o seu e-mail pro nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br ou para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  7. Rosana Maura de São Paulo (SP) nos envia notícia que viu no site Ambiente Brasil dentro da discussão desta postagem do nosso blog: "China diz que fundo internacional de ajuda climática é inadequado. Promessas de países ricos de quase 10 bilhões de dólares a um fundo verde para ajudar países pobres a lidar com o aquecimento global estão "longe de serem suficientes", especialmente a falta de compromisso da Austrália, afirmou o chefe da delegação da China na conferência climática da ONU em Lima no Peru".

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