terça-feira, 9 de dezembro de 2014

AQUI ESTÁ UM RASCUNHO DO DOCUMENTO QUE DEVE SELAR O NOVO ACORDO CLIMÁTICO NO EVENTO DA ONU NO PERU

COP 20 está divulgando a 1ª versão que levará a um novo acordo sobre o clima no planeta
    
Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News temos feito algumas postagens sobre o esforço da ONU em combater a crise planetária devido às mudanças climáticas e também a outras agressões ambientais que vem desequilibrando a ecologia e a economia dos países, inclusive do Brasil também. Em Lima, no Peru, está chegando a fase final das negociações da Conferência Climática das Nações Unidas, a COP 20, onde está sendo divulgada a primeira versão do rascunho do acordo global para reduzir emissões de gases-estufa e, com isso, conter os efeitos da mudança climática, em busca de se reequilibrar a vida no planeta. O texto, de 33 páginas, foi elaborado pelos copresidentes da COP20 a partir das sugestões de representantes de mais de 190 países. O chamado  “paper” apresenta diversos elementos que deverão estar presentes no novo acordo e dá opções para  cada país escolher e tomar uma decisão ou um rumo na hora da discussão diplomática. De acordo com o documento, o texto base do “protocolo, instrumento legal ou resultado acordado com força legal” terá que ficar totalmente pronto até maio de 2015 e deverá incluir disposições sobre corte de emissões de gases, adaptação à mudança do clima, reparação por perdas e danos causados por desastres naturais, finanças, desenvolvimento e transferência de tecnologia, capacitação e transparência de ação e apoio. O novo tratado, que deverá ser obrigatório, mas não punitivo, está sendo alinhavado agora para ser assinado em dezembro de 2015, na COP 21, em Paris mas só deverá  e entrar em vigor em 2020. Neste ponto, está uma discordância entre as autoridades governamentais e as entidades ambientalistas, os cientistas e os ecologistas, que já manifestaram suas preocupações, algo sobre o que fizemos um post aqui no blog semana passada. Hoje, estamos fazendo em primeira mão uma apresentação do poderá vir a ser o novo acordo climático entre as nações. O evento em Lima no Peru, mesmo com este enfoque internacional, teve o debate de alguns assuntos brasileiros: por exemplo, ontem, representantes de comunidades indígenas do Brasil protestaram ) em repúdio a uma mudança na demarcação de suas terras: "A votação da PEC 215 é uma medida que vai paralisar a demarcação de terras indígenas", lamentou Guajajara, um líder brasileiro dos povos indígenas, que nos bastidores foi informado que em nosso país o Partido Verde se posicionou junto ao Congresso em Brasil contra a PEC 215, procurando se solidarizar com os direitos dos índios e também mobilizar deputados e senadores de outros partidos políticos com este objetivo de cidadania. Voltando ao evento internacional em Lima, para avançar a questão do clima em cada nação e na Terra, evitando o caos já anunciado pelo cientistas do IPCC da ONU (que também foi matéria dias atrás aqui no blog) tem havido ali vários questionamentos. Quanto cada país terá que cortar de emissões? Que governos precisarão receber ajuda por danos sofridos em desastres naturais ou para a prevenção deles? Quanto de dinheiro será doado? De onde virá o investimento? Como será o desenvolvimento ou até mesmo a transferência de tecnologias voltadas à redução das emissões? Como as nações vão se adaptar a uma possível nova realidade climática? As respostas para essas perguntas ainda precisam ser definidas. A partir de hoje a negociação se inicia com a participação dos Ministros de Estado dos 190 países ali presentes. A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, confirmou  que a meta é sair do Peru não só com um rascunho mas com um documento prévio do novo acordo global.  De forma geral, os Ministros definirão responsabilidades nas emissões entre países desenvolvidos ou em desenvolvimento, as negociações deste ano podem ter avanços significativos, principalmente depois que grandes potências indicaram que terão um autocontrole no lançamento de poluentes. Os Estados Unidos divulgaram que querem reduzir entre 26% e 28% suas emissões até 2025. Já a China não apresentou números, mas se compromeu a cortar o total de gases-estufa emitido até 2030. A União Europeia anunciou que vai diminuir em 40% suas emissões até 2030 e 32 países ricos destinaram mais de US$ 9 bilhões para o Fundo Verde do Clima. Mas a secretária-executiva das Nações Unidas para o Clima, Christina Figueres, disse que os esforços apresentados até o momento por diversos países, incluindo Brasil, não "fecham a conta do clima". Ou seja, os cortes nas emissões já feitos (incluindo as metas voluntárias ou cumpridas dentro do Protocolo de Kyoto) ou previstos pelos governos não vão conter o aquecimento em 2ºC até 2050. É preciso muito mais do que boas intenções e palavras. E segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas. Caso isso não seja reduzido, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão cada vez mais frequentes e dramáticos, podendo causar uma tragédia ambiental em vários países nestes próximos anos, os problemas se agravam muito mais rapidamente do que se previa antes do COP20 no Peru.


COP20 prepara documentos para um novo acordo internacional sobre o clima
 

Cientistas, ecologistas e até indígenas brasileiros participam nos bastidores do COP20 em Lima


Também jovens brasileiros foram até lá no Peru defender bandeiras ambientalistas


Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             G1
             www.uol.com.br
             Agência Reuters
             www.folhaverdenews.com


 

6 comentários:

  1. Ainda por ocasião da RIO+20 o repórter e ecologista Padinha, que edita nosso blog, conviveu com o líder indígena Guajajara que agora se manifestou contra a PEC 215 e a favor dos direitos dos índios durante a COP20 em Lima no Peru: "Trata-se de um guerreiro do Maranhão, uma pessoa com cultura, boa vontade e cidadania".

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  2. Nós recebemos alguns comentários e mensagens aqui no blog e logo mais as estaremos postando aqui para você. Aguarde, até mais.

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  3. Caso queira, dê a sua opinião mandando um e-mail pro nosso blog via navepad@netsite.com.br ou então pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Os índios e os ecologistas estão certos em questionar e tentar apressar as decisões dos políticos, que já estão demasiadamente defasadas":´ O comentário é de Judith Santos, que cursa a ECA da USP.

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  5. "Vejo estas cúpulas infelizmente como inócuas para não dizer que são uma sacanagem, decisões e mudanças superurgentes estas debatidas nesta matéria mas que estão sendo programadas para daqui a muitos anos, talvez venham tarde demais, os cientistas já alertaram que a hora é agora": quem comenta é José Alves do Rio de Janeiro (RJ), onde atua no mercado publicitário.

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  6. "No norte de Minas apesar do Rio São Francisco estar mais caudaloso (por causa das chuvas na cabeceira, na Serra da Canastra) em volta do seu curso muita lagoas com pouca água, córregos e vegetação ainda quase secos, por aqui na região de Pirapora de Bom Jesus. A situação do ambiente está estranha demais e realmente é urgente uma mudança radical antes que hala uma tragédia da ecologia": é o comentário do motorista Creusney Pereira dos Anjos, que viajou ao lado do São Francisco de caminhão nesta semana.

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