sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

COMEÇA NESTE SÁBADO A MARATONA NACIONAL E INTERNACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA AOS DIREITOS HUMANOS

Novamente o Brasil está na lista negra da Anistia com 2 casos entre os 6 destacados no mundo pela Anistia Internacional


 
Nosso blog também pede pelo fim da violência também no Brasil

 
A Maratona de Cartas acontece a partir deste sábado, 6 de dezembro e segue até  o dia 16, numa espécie de vigília contra a violência em dezenas de países: no momento, seis diferentes casos, sendo dois deles ocorridos no Brasil estão sendo destacados agora durante o período de 10 dias, quando estão previstas ações em várias  cidades do país e do planeta. O lançamento oficial desta iniciativa da Anistia Internacional aconteceu no Rio de Janeiro na sexta-feira dia 5 de dezembro: em resumo, em variados países, incluindo aqui o nosso, há  a campanha “Escreva por direitos”, que é considerado o maior evento de cidadania e direitos humanos do mundo. A maraton mobilizou na sua última edição cerca de 500 mil pessoas, em 77 países, gerando quase 2 milhões de cartas, um envio massivo de mensagens para autoridades governamentais dos países onde vieram a  acontecer todas estas violações, solicitando providências para a situação de cidadãos ou cidadãs que tiveram seus direitos violentamente agredidos. Desde 2013, seis casos de diferentes pontos do mundo estavam no portfólio da Anistia Internacional Brasil para envio de cartas durante a maratona ( maratonadecartas.org.br ), sendo dois destes casos brasileiros. Tais casos demonstram tristes pontos em comum entre culturas diferentes, quando o assunto é desrespeito e violação de direitos humanos vários são os estados que  se igualam. Estes casos vão desde a agressão a um militante dos direitos LGBT na Bielorússia, à prisão de ativista por moradia no Camboja, estupro e tortura de mulher no México, espancamento de um garoto durante manifestação na Turquia, assassinato de jovem negro por policiais militares e violação dos direitos de comunidades indígenas no Brasil. Nesta sexta e neste sábado, no Rio de Janeiro, a campanha será marcada por uma ação na Praça São Salvador, em Laranjeiras, havendo coleta de assinaturas e estímulo para que as pessoas escrevam cartas de solidariedade àqueles que tiveram algum dos seus direitos humanos violados, além de cobrar das autoridades dos países providências em relação ao ocorrido. Outras ações acontecerão, até o dia 16 de dezembro, em várias cidades brasileiras, como São Paulo, Fortaleza, Curitiba, Belém, Manaus, Goiânia, Brasília, Niterói, Salvador e Dourados (MS). A escolha da data para a realização da maratona não é por acaso: no dia 10 de dezembro é celebrado em todo o planeta o Dia Internacional dos Direitos Humanos, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) quando lançou sua Declaração Universal dentro deste tema que inclui justiça social, cidadania e luta contra a violência.


 
A comunidade dos índios Guarani- Kaiowá do Mato Grosso jogada à margens da Rodovia 463 


Jorge Lázaro de Salvador na Bahia teve dois filhos assassinados tudo indica por policiais

 

Aqui os casos em destaque agora na Maratona de Cartas

 

Comunidade Apika’y, Brasil: desde 1999, a comunidade Guarani-Kaiowá vive às margens da rodovia BR-463, entre as cidades de Dourados e Ponta Porã, em frente às terras consideradas ancestrais pelos indígenas. Ameaçados pelos seguranças dos atuais ocupantes de suas terras, os Guaran-Kaiowás sofrem com desnutrição e problemas os mais variados de saúde, além de atropelamentos que já mataram parte de seus integrantes, inclusive crianças. A demarcação de suas terras deveria ter sido concluída pela Funai em 2010, mas até agora nada foi feito.

Jorge Lázaro, Brasil: Em janeiro de 2008, Ricardo, filho de Jorge Lázaro, foi assassinado quando jogava futebol com outros jovens em Salvador. De acordo com investigações e testemunhas, há fortes evidências de que ele foi morto por policiais militares. Em março de 2013, outro filho de Lázaro, Ênio, foi morto por pessoas desconhecidas. Seu caso está longe de ser exceção: cerca de 77% dos jovens assassinados no Brasil são negros e pobres, neste casos, reina a impunidade, mais de 90% dos inquéritos de homicídios são arquivados antes mesmo de virar denúncia.

Miriam López, México: Em fevereiro de 2011, após deixar seus filhos na escola, a dona de casa Miriam López foi capturada por homens encapuzados que a levaram a uma prisão na cidade de Tijuana. Lá, foi torturada, estuprada e obrigada a assinar uma declaração que a incriminava por delitos relacionados a drogas. Ela foi presa e libertada sete meses depois sem acusações. Mesmo após Miriam ter identificado seus agressores, ninguém foi punido pelas violências cometidas.

Yorm Bopha, Camboja: Ativista pelo direito à moradia, Yorm luta contra o despejo de milhares de pessoas que vivem às margens do lago Boeung Kak, após o governo ceder as terras para uma empresa. Bopha foi presa em setembro de 2012, acusada de agredir dois homens, mas a Anistia Internacional considera outro o motivo de sua prisão: seu ativismo pacífico em defesa do direito à moradia da comunidade. Bopha foi libertada no final de novembro, mas ainda será julgada pelo ataque, apesar da ausência de provas que a associem ao episódio.

Hakan Yaman, Turquia: Surpreendido por um brutal ataque por parte de policiais enquanto voltava do trabalho e passava por uma manifestação no Parque Gezi, Hakan perdeu um olho e 80% da outra visão, foi espancado e atirado em uma fogueira. Ele moveu uma ação judicial, mas nada garante que haverá uma investigação efetiva, independente e imparcial para identificar e punir os autores.

Ihar TsiKhanyuk, Bielorússia: Homossexual assumido e ativista pelos direitos LGBT, Ihar foi abordado por policiais dentro do hospital onde recebia tratamento devido a uma úlcera. Ele foi levado a uma delegacia e espancado repeditamente por agentes da polícia e insultado por ser homossexual. O incidente ocorreu em fevereiro de 2013, pouco depois de Ihar tentar registrar o Centro Lambda de Direitos Humanos, organização que defende direitos de homossexuais, lésbicas, bissexuais, transgêneros e intersexuais em seu país. Até hoje ninguém foi levado à Justiça pelas agressões que sofreu.


Protesto pelas mulheres que foram estupradas durante manifestações no Oriente

 
Fontes: www.anistia.org.br

              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Na década de 70, quando vigorava no Brasil um governo ditatorial, o nosso editor de conteúdo foi preso no movimento estudantil que lutava pela liberdade e contra a então ditatura militar: ficou incomunicável numa prisão do DOPS em São Paulo, sofrendo inclusive tortura e só não foi morto ou desaparecido, como era comum na época, porque a Anistia Internacional denunciou em jornais como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo as prisões destes jovens, alguns deles, já atuando como jornalistas na capital paulista.

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  2. "Eu sei da força da Anistia Internacional por experiência própria e agora nestes últimos 3 anos, editando este blog da ecologia e da cidadania, tenho me dedicado também a denunciar as mais variadas formas de violência, sendo assim, este post de hoje se trata de um resgate de direitos fundamentais do ser humano à segurança e à vida": é o comentário que faz aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que sofreu naqueles tempos outras prisões, torturas e teve 16 trabalhos de TV e cinema proibidos pela censura.

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  3. Manifeste-se também você aqui pelos direitos humanos ou contra a violência, enviando a sua mensagem por e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br ou para padinhafranca@gmail.com

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  4. Você pode também participar desta Maratona de Cartas enviando msm de solidariedade a Jorge Lázaro e aos índios Guarani-Kaiowá, que deve então enviar para o seguinte e-mail da Anistia Internacional: maratonadecartas.org.br

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  5. "Entre hoje e dia 16 espero divulgar esta campanha da Anistia por aqui entre meus amigos nas redes sociais e na cidade onde hoje estou estudando na USP em Ribeirão Preto", é o comentário que nos enviou aqui pro e-mail do blog José Manuel.

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  6. "É uma vergonha nacional que em 6 casos graves destacados pela Anistia Internacional 2 deles tenham ocorrido no Brasil, nosso país está sempre nas paradas negativas": é a mensagem de Isabela Mara, de Bauru (SP), onde está se preparando para tentar fazer Jornalismo na UNESP desta cidade do interior paulista.

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  7. Erramos, maratonadecartas.org.br não é o e-mail mas sim um site desta campanha da Anistia Internacional: de toda forma, neste espaço você pode se solidarizar com as vítimas de violência no Brasil e em outro países, destacados nesta campanha de direitos humanos. Faça mesmo isso.

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  8. "No Brasil, campeão neste ítem negativo alertado pela Anistia, houve ainda outros muitos casos, como o do Amarildo no Rio": é um trecho do comentário de Valdirene, ligada à UFRG: ela reclama da pouca divulgação a esta Maratona na grande mídia e tem razão.

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  9. "A morte de um jovem negro nos Estados Unidos na minha opinião deveria ter entrado nessa lista de casos da Anistia Internacional, porque além da violência foi ato de racismo": quem comenta é Gabriela Mendes, de Salvador (Bahia).

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