quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

DEPOIS DE MAIS DE 2 MIL ANOS O NATAL DE VERDADE AINDA NÃO FOI VIVENCIADO PELOS SERES HUMANOS TAMBÉM POR AQUI

Nesse Natal para ilustrar este fato basta citar entre tantos itens do Mapa da Violência as ocorrências que envolvem jovens negros e pobres da periferia das cidades em todo Brasil


Em média, 100 a cada 100 mil jovens com idade entre 19 e 26 anos morreram de forma violenta no Brasil, alerta o Mapa da Violência 2014, que considera morte violenta a resultante de homicídios, suicídios ou acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres de circulação), além dos casos de violência policial. O estudo mostra que, nos anos 1980, a taxa de mortalidade juvenil era 146 mortes por 100 mil jovens, e passou para 149, em 2012 e agora está com tendência crescente. Já em 2012, dos 77.805 óbitos juvenis registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 55.291 tiveram sua origem nas causas externas. Mais de 71% do total. Os homicídios e os acidentes de transporte são os dois principais responsáveis por essas mortes, segundo o relatório, que mostra como é de risco a vida da população, mas há também outras formas de violência mais sutil, como casos de racismo, injustiça social, tabus que levam a preconceitos e agressões, guerras ou outros conflitos violentos, secas, enchentes ou outros fatores climáticos, desemprego, marginalização, quebra da estrutura familiar, drogas, doenças e problemas de sobrevivência que causam sofrimento e má qualidade de vida à população, em especial, as crianças, tanto os mais idosos como os mais jovens e mais pobres, as principais vítimas da violência da realidade hoje: e isso não é só em nosso país, com exceções, é a rotina da atualidade.  
 

Fora a overdose de consumo que atende aos interesses atuais, o sentido mais autêntico do Natal é uma festa fora de época e da realidade, levando em conta a violência da vida hoje em dia  
 

O Natal só existirá quando mudarmos esta realidade de violência aqui e em todos os países

Nessa cultura de violência e de injustiça não existe Natal de verdade  
 
Natal tem um sentido de ecologia humana que não bate com a violência da realidade  (isso avilta a condição humana de vida e explica porque em todo esse tempo ainda não vivenciamos esta data)

Sim, o espírito de Natal acompanha o ser humano há mais de 2 mil anos mas em todo este tempo ao invés das pessoas e dos países sintonizarem mais profundamente as mensagens e os exemplos de Jesus para a busca da solidariedade, da saúde, do amor e da paz, na prática, a cada milênio, a cada século, a cada ano parece que a atmosfera natalina contrasta mais com o dia a dia da realidade em todos os lugares do planeta. Num ponto há uma convergência entre esta festa e os interesses em geral na atualidade, a overdose de consumo, o comércio de presentes e a "venda" ilusória e oficial nestes dias dos sentimentos humanos, como se a gente pudesse comprar com valores materiais este clima de Natal. É urgente que cada pessoa, o ser humano como espécie, a estrutura dos governos e dos países, assim como a realidade da vida sejam mudados para aí, sim, possibilitar esta atmosfera ecológica ou não-violenta no dia a dia de todo mundo. E a mudança não acontece por mágica, por uma motivação de consumo ou algum  outro interesse material. Nem é o caso de se tomar uma overdose de anúncios natalinos para mudar tudo isso. A  estrela de Belém, a chegada de um Novo Ser antes de mais nada precisa acontecer dentro de cada pessoa, aí esta magia começará a acontecer em nossa espécie e na estrutura da realidade de hoje em dia, tornando possível um Natal de verdade na vida de todos nós. Do jeito protocolar, burocrático e consumista que esta festa vem se repetindo há milênios, ela acaba por ampliar a cultura da violência no resto dos dias comuns, já a partir da virada do ano, tudo vai voltando ao "normal", passa o efeito da magia e outro Natal só no fim de ano que vem. Não, mudar a realidade da vida para que todo dia seja Natal, todos os dias os sentimentos humanos prevaleçam sobre outros interesses e transformem a cultura violência atual, aí sim, estaremos captando numa sintonia mais real a mensagem do nascimento de Jesus, que no fundo, significa a morte do homem tal como ele vive hoje, estimulando a ressureição ou o nascimento do lado divino do ser humano. Este é a minha opinião sobre o Natal que, em resumo, ainda não existiu nem existe hoje na realidade de todos nós, só existirá na verdade quando conseguirmos mudar e avançar a nossa vida. Não precisa ir muito longe, basta os sentimentos humanos superarem os outros interesses e então, aí sim, será o Natal, vivenciado não como o oásis de um dia só ou a utopia que funciona como um bálsamo do sofrimento de muitos e da injustiça geral de todos os dias, e sim a mágica de uma nova vida que é superurgente começarmos a criar na Terra . Enfim, precisamos criar o Natal de verdade, que não existe hoje ainda nem existirá jamais nessas condições hostis hostis  para a ética humanitária e socioambiental para a vida

                                                        (Texto de Antônio de Pádua Padinha)
 
A linguagem digital tem sido mídia também para energias mais sutis da vida
 
O Natal não acontece do lado de fora mas de dentro das pessoas  
 
Nosso editor deste blog vê assim o Natal como um novo nascimento do ser humano  
 

O espírito de Natal não é uma overdose de consumo nem uma festa pagã
 
...e sim de mudarmos a realidade das pessoas e da vida para criarmos enfim um Natal de verdade
 
Fontes: Agência Brasil  -  www.folhaverdenews.com
 

7 comentários:

  1. Nesta nova edição deste post sobre a dificuldade de existir Natal em meio a este contexto de cultura da violência, que prevalece na realidade, acrescentamos alguns dados do Mapa da Violência de 2014 para exemplificar esta situação no Brasil.

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  2. O internauta Álvaro Madeira, de São Paulo (SP), produtor de vídeo, nos enviou um texto de Leonardo Boff que para ele "passa mais algumas informações sobre o enfoque do Natal deste blog, que curti muito". Confira a seguir.


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  3. "Segundo escreve o líder da teologia da Libertação, que viria a ser censurada e proibida nos anos 80 e 90 pelo Vaticano, coloca uma série de argumentos. Três críticas ao modelo de sociedade atual. Há três linhas de crítica ao modelo de sociedade atual. Gostaríamos de enunciá-las rapidamente. A primeira é feita pelos movimentos de libertação dos oprimidos. Ela diz: o núcleo desta sociedade não está construído sobre a vida, o bem comum de todos, a participação e a solidariedade entre os humanos. O eixo estruturador está na economia. Ela é um conjunto de poderes e instrumentos de criação de riqueza - e aqui vem a característica básica - mediante a depredação da natureza e a exploração do seres humanos. A economia é a economia do crescimento ilimitado,no tempo mais rápido possível,com o mínimo de investimento e a máxima rentabilidade. Quem consequir se manter nesta dinâmica e obedece a esta lógica,acumulará e será rico. Mas tudo isso à custa de um permanente processo de exploração". (Segue),

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  4. É um longo texto de Leonardo Boff a msm que nos envia por e-mail Álvaro Madeira. Em resumo, o teólogo critica a injustiça social e a estrutura econômica que desequilibra também a ecologia, não tem ética ambiental nem humanitária: "Nesse contexto, não é possível o ser humano vivenciar o conceito de um Natal de verdade".

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    folha verde news23 de dezembro de 2014 10:26
    Envie você também a sua mensagem ou a sua visão sobre o Natal, como também fez Leonel Vaz, de Campinas (SP) que diz que fará em 2015 mestrado de Sociologia na Unicamp: "Até ufologia ou um sentido extraterrestre se coaduna mais com a idéia do Natal do que este consumo e violência da realidade, onde este conceito não cabe, enfim, é mesmo urgente mudar o homem e a vida atuais para que possamos vivenciar o Natal, um avanço de nossa espécie e de nossa maneira de viver".

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    folha verde news23 de dezembro de 2014 10:27
    Envie o seu e-mail para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou para o nosso editor de conteúdo: padinhafranca@gmail.com

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    folha verde news23 de dezembro de 2014 10:42
    Você pode responder à seguinte questão que, em suma, sintetiza a pauta do nosso blog de hoje: você concorda que o Natal só existirá quando mudarmos a realidade de violência hoje em todos os países?

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    folha verde news23 de dezembro de 2014 10:55
    "Achei interessante este questionamento, que não vejo na mídia, sobre um Natal de verdade: do jeito que está a própria vida da nossa espécie está ameaçada de não ter futuro nenhum": é a opinião que nos enviou Marina Del Bosque, de Belo Horizonte (MG), que acredita que "o excesso de consumo e de religiões nos tiram também do foco".

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  6. "Natal virou só festa e até balada, consumo e quase nada espiritual, o blog tem razão": a opinião é de Marcos Oliveira, de Brasília (DF), que presta serviços ao Ministério da Justiça como advogado.

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  7. "A imagem do Papai Noel com arma na mão matou, ele também em certo sentido integra a cultura da violência, pelo menos em termos do consumo que perturba muito o clima do Natal": o comentário é de Roseli Peres, de Franca (SP), que trabalha em criação na área publicitária;

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