sábado, 13 de dezembro de 2014

GREENPEACE, CIENTISTAS, LIDERANÇAS DE BOM SENSO ALERTAM: SÓ ENERGIAS LIMPAS PARA EVITAR O CAOS NO PAÍS E NO PLANETA


O movimento científico, ecológico e de cidadania pede desenvolvimento sustentável no Brasil 


Especialistas, inclusive do INPE, voltaram a alertar nesta semana no Congresso Nacional que o atual modelo poluidor de consumo e a estrutura energética em vigor podem levar o Brasil ao caos do clima mais rapidamente do que tem mostrado a grande mídia. "A população precisa pressionar para que o país implante um desenvolvimento tipo sustentável, mudando o sistema energético, as formas de combustíveis poluentes e até a maneira de viver, em que se valoriza mais o consumo do que os recursos naturais ou hídricos, mais as coisas materiais do que o interesse ecológico, da Nação e da vida", comentou por aqui nosso editor, o ecologista Padinha no blog da gente Folha Verde News, ele que foi informado por e-mail sobre a manifestação de técnicos e especialistas ambientais em Brasília nesta semana, que vira diferente, devido a este posicionamento bem claro e direto. Os parlamentares e os governantes não podem alegar, depois disso, ignorância da gravidade da situação. Este alerta está em destaque também agora em sites socioambientais, como no EcoDebate e Ambiente Brasil via as reportagens, por bom exemplo positivo, de Emanuelle Brasil e de Daniella Cronnemberguer.

 
Mudar radicalmente o sistema energético no país é uma das mudanças urgentes
 
Paralizar o desmatamento e fazer um replantio em massa de mudas nativas e florestais, outra urgência
 
"Hoje observamos simultaneamente a escassez – crise hídrica em São Paulo e seca no semiárido – e o excesso – enxurradas no Espírito Santo", apontou Ometto, do INPE. "Esse cenário causa muitas complicações na produção agrícola e expõe vulnerabilidades da população, como a redução da oferta de alimentos. Para contornar esse cenário, devemos repensar os meios de produção e de consumo calcados em combustível fóssil". O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, criticou a opção energética brasileira. Segundo ele, em vez de priorizar a exploração de óleo do pré-sal, o país deveria aumentar radicalmente as fontes de energia renovável. Ele afirmou que, hoje, a eficiência energética do Brasil alcança 5%, no entanto seria preciso atingir a meta de 20%. "Esse fato influenciou o aumento de 7% das emissões de gases de efeito estufa em 2014". As perspectivas para 2015 e 2016 são dramáticas no setor de meio ambiente no Brasil. Representantes do movimento ecológico, científico e de cidadania pediram urgência na aprovação dos projetos de lei 2117/11, que cria o Plano de Desenvolvimento Energético Integrado e o Fundo de Energia Alternativa, e 630/03, que constitui o fundo especial para financiar pesquisas e a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e eólica. O pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, José Antônio Orsini, ressaltou que o aquecimento pode ensejar conflitos sociais. “Atualmente, mais de 11 milhões de pessoas são afetadas pela falta de água na maior metrópole do país. Isso estimula a disputa por mananciais hídricos na captação de águas do Rio Parnaíba do Sul, que banha São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”. Ele alertou ainda que os conflitos sociais só irão aumentar ainda mais os índices e as formas de violência da atualidade brasileira. A audiência discutiu o 5º Relatório (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, dos cientistas da ONU) divulgado no início de novembro em todo o planeta e também por aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania. Criado em 1988, pelo Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Pnuma), o IPCC reúne 195 países, entre eles o Brasil. O AR5 reafirma que as últimas três décadas têm sido sucessivamente mais quentes e, desde os anos 1950, muitas das mudanças que vêm sendo observadas não têm precedentes em décadas ou milênios. Segundo o texto, a temperatura da atmosfera e do oceano aumentou, a quantidade de gelo e neve diminuiu, e o nível do mar se elevou.
Para contornar esse cenário, o texto propõe a redução da emissão de gases de efeito estufa em torno de 70% até 2050, e o fim das emissões em 2100, com o objetivo de evitar uma mudança climática perigosa. Este problema foi o tema central do COP20 em Lima no Peru mas os resultados da cúpula do clima dependem muito e quase que somente da boa vontade dos governantes dos países e também do Brasil. O representante do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais na audiência, Eduardo Mario Mediondo, explicou que, apesar do Brasil ser pioneiro no monitoramento climático, ainda é preciso multiplicar nossa rede por 20 para nos equipararmos ao Japão, por exemplo. "Superamos, em dezembro, a marca de 800 municípios monitorados 24 horas por dia. No entanto, é necessário aprimorar a tecnologia para identificar com maior precisão os riscos". A liderança do Partido Verde (PV) que solicitou esta audiência que propiciou o debate, criticou as flexibilizações do Código Florestal (Lei 12.651/12), Assim como a mídia e a população, a Câmara Federal e todo o Congresso precisam acompanhar com atenção total as mudanças climáticas nesse próximo ano. O estresse hídrico, só para citar um dos problemas, é grave demais e afeta o cotidiano dos cidadão e cidadãs, bem como, toda a realidade ecológica e econômica do Brasil.
 

Conheça na íntegra os projetos de lei no setor:

 
Fontes: Agência Câmara de Notícias
              www.ecodebate.com.br
              www.ambientebrasil.com.br
              www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Resumo da "ópera": representantes do movimento ecológico, científico e de cidadania pediram urgência na aprovação dos projetos de lei 2117/11, que cria o Plano de Desenvolvimento Energético Integrado e o Fundo de Energia Alternativa, e 630/03, que constitui o fundo especial para financiar pesquisas e a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e eólica.

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  2. Ou seja, só com mudanças radicais na estrutura da energia, dos combustíveis e da gestão do país, o Brasil escapa deste caos do clima (do que a seca de 2014 foi um sintoma) que cientistas de mais de 100 países estão alertando via o AR5 (5º Relatório) do IPCC da ONU.

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  3. Superimportante que o PV (através do deputado federal Zequinha), que entidades como o INPE ou o Greenpeace tenham se manifestado de forma tão clara e objetivo nesta semana na Câmara Federal em Brasília, mas pena que a grande mídia não destaque com prioridade este evento e esta questão.

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  4. Nós estamos indo à luta, também por aqui neste blog e nas redes sociais, por este mesmo objetivo em todos estes últimos anos. São as últimas esperanças de mudanças para criar o futuro do país e da própria vida, ameaçados de caos.

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  5. Mande a sua opinião, informação ou comentário aqui pro nosso blog, enviando o seu e-mail para navepad@netsite.com.br ou direto para o nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "Acabo de saber que ao final da COP20 em Lima no Peru uma das conclusões foram os altos valores já necessários para se recuperar a ecologia do meio ambiente e ajudar a economia dos países como o nosso em desenvolvimento, esse fator também precisa ser considerado nessa questão que esse blog levanta muito bem": a informação e o elogio são de Vera Moretti, de Vitoria (ES), executiva de empresa exportadora.

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  7. "Parabéns aos Verdes mas não basta só o PV, os outros partidos políticos da situação ou da oposição precisam se posicionar diante destas informações, depois destes esclarecimentos feitos por técnicos, cientistas e ecologistas, não dá mais para a classe política alegar ignorância da gravidade hoje do setor ambiental também no Brasil": o comentário é de Expedito José, produtor cultural, de Niterói (RJ).

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