quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MOVIMENTO DE CIDADANIA E ECOLOGISTAS DO SOS MATA ATLÂNTICA ADIAM PROJETO QUE AUMENTARIA A CRISE DA ÁGUA EM SP

Mobilização conseguiu barrar a votação do projeto de lei 219 por deputados em São Paulo



Por enquanto, o estado de São Paulo está livre de um projeto absurdo que esteve a pique de se tornar lei nesta semana na Assembleia Legislativa, na capital paulista. Gilberto Natalini (PV) fez um resumo da situação no site de assuntos socioambientais EcoDebate dias antes da votação e conseguiu junto com ecologistas da Fundação SOS Mata Atlântica e de ativistas do movimento de cidadania, através de um ato público de protesto e de alerta no Monumento das Bandeiras, que fica entre o Parque do Ibirapuera e a Assembleia, uma mobilização que (por enquanto) conseguiu barrar a votação pelos Deputados Estaduais do Projeto de lei 219. Um grupo de deputados buscava aprovar projeto de lei que regulariza o desmatamento e diminui as APPs (Áreas de Preservação Permanente), como as matas ciliares, acentuando a já crítica situação dos mananciais e bacias hidrográficas paulistas. O polêmico  PL 219/2014 dispõe sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o que equivale à regulamentação paulista para implementação do novo Código Florestal brasileiro (Lei Florestal 12.651/12). "O projeto estava em regime de urgência e poderia ter sido votado meio na surdina ainda ontem, se não fosse a indignação do movimento ecológico e de cidadania, que além de organizar uma manifestação, procurou esclarecer os parlamentares em tempo, antes que cometessem este grande erro histórico e ecológico", comentou por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que resume este projeto que esteve para se tornar uma lei em São Paulo em uma palavra: "Absurdo". Esse projeto de lei é considerado por todos os especialistas e pessoas de bom senso um enorme retrocesso para o Estado de São Paulo e agravaria a crise da água, diminuindo a proteção e a recuperação de todas as áreas de preservação permanente (APPs), essenciais para os mananciais, rios e nascentes. Sem floresta não há água.


desmatamento
O projeto de lei 219 aumentaria o desmatamento, bem como o caos da seca e do clima em SP


Em suma, o PL219  regulariza o desflorestamento e diminui as APPs (Áreas de Preservação Permanente), assim como as matas ciliares em São Paulo, acentuando ainda mais a crise de água no estado. A votação do projeto, que estava sob regime de urgência, foi retirada da pauta (por enquanto) para uma nova rodada de discussão. Hoje, a coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, irá participar da reunião do colégio de líderes para apontar falhas técnicas no projeto.  ”Conseguimos mostrar que há problemas gravíssimos, levando a discussão para o Conselho de Recursos Hídricos e líderes da assembleia. Mas uma parte dos deputados continua ainda irredutível, precisamos manter a as lideranças mobilizadas e informar a população”, afirmou por sua vez o diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, ecologista Mario Mantovani, enquanto Malu Ribeiro deixou claro que dizer não a este projeto de lei significa defender a proteção da água, do clima e da busca de um reequilíbrio ambiental de São Paulo.

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Os ecologistas conseguiram por na rua a revolta contra o projeto absurdo 



Fonteswww.ecodebate.com.br  -   www.folhaverdenews.com
 
      

8 comentários:

  1. Desta vez, graças à mobilização rápida dos ecologistas, líderes de cidadania e cidadãos ou cidadãs de bom senso o PL219 foi adiado, mas ele precisa ser extirpado da legislatura paulista, a bem da luta pela água, contra a seca, evitando mais desmatamentos e o caos do clima e da vida.

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  2. Pesquisas e estudos recentes da entidade e fundação SOS Mata Atlântica divulgados em outubro deste ano (também por aqui em nosso blog) constataram que a cobertura florestal nativa na bacia hidrográfica e nos mananciais que compõem o Sistema Cantareira (centro da crise no abastecimento de água que ainda assola São Paulo) está pior do que se imaginava. Hoje, restam apenas 488 km² (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica e nos 2.270 km2 do conjunto de seis represas que formam o Sistema Cantareira.

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  3. Não se trata somente do Sistema Cantareira: até mesmo em torno do Rio Grande (nordeste do estado de São Paulo e já na divisa com Minas Gerais) - uma região conhecida por uma grande riqueza hídrica - mesmo após as chuvas entre novembro e dezembro lagos, represas, rios e nascentes estão apresentando o mais baixo volume em 50 anos.

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  4. Na região de Itu, a carência de água causou até protestos da população, em torno de outras cidades e regiões como de Sorocaba e de Bauru, a situação foi da mais alta gravidade. Enfim, num contexto crítico como este, como aceitar o PL219?

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  5. O PL219 só se explica pela força do ruralismo, também por aqui no Sudeste do Brasil, como também, pela desinformação sobre meio ambiente e recursos naturais e hídricos da maioria dos políticos paulistas, não só os deputados estaduais...

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  6. Envie o seu comentário ou a sua informação dentro deste tema para o nosso blog, através do e-mail da redação navepad@netsite.com.br e/ou do e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  7. "É um absurdo que a sociedade civil, no caso os ecologistas da Fundação SOS Mata Atlântica, tenham que barrar a votação de um projeto tão estapafúrdio como esse, aumentando o desmatamento numa época de crise hídrica em São Paulo, isso revela bem que os deputados paulistas e os políticos em geral são despreparados para a função pública": é o comentário de Almir Seixas, de Belo Horizonte, que atua no ramo imobiliário em Minas Gerais.

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  8. Infelizmente, cidadãos paulistas não contaram mais uma vez com o apoio de seus deputados!! Dos 64 presentes 2 apenas entenderam que "sem floresta não tem água!!!" . Agora, realmente, se existe um equívoco na aprovação desta Lei, como afirmam especialistas técnicos renomados da academia, desde a aprovação da Lei Federal, que esta praticamente replica, vamos tornar mais frágil e comprometer ainda mais a estabilidade da gestão de recursos hídricos no estado. Aqui não tem gestão é só acordo da banca de partidos políticos em nome de seus eleitores e da reeleição...

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