segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

NÃO É SÓ O NOSSO BLOG QUE NO BRASIL CRITICA COM VEEMÊNCIA E COM FUNDAMENTO A FALTA DE RESULTADO DA COP20 NO PERU AGORA


Henrique Cortez, editor do principal site ambientalista do Brasil, se manifesta pedindo ação


"A COP20, em Lima, Peru, deveria “abrir” caminho para a próxima reunião, já marcada para 2015, em Paris, quando se tentará firmar um novo acordo global sobre o clima, em substituição ao Protocolo de Quioto, entrando em vigor em 2020. No entanto, como nas COPs anteriores, nada de significativo ou produtivo avançou. O “Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima”, pomposo e inócuo título dado ao acordo, foi aprovado por consenso que, aliás, é apenas consenso em relação ao problema e não em relação as soluções. O mesmo conceito de consenso oco que foi ‘negociado’ e firmado nas COPs anteriores, e, como esperado, sem avanços reais. Os países auto-proclamados desenvolvidos estão às voltas com a crise financeira global, que eles gananciosamente criaram, e se recusam a discutir metas, enquanto as metas não forem fixadas e aprovadas para os países em desenvolvimento. Os países em desenvolvimento, por sua vez, não aceitam discutir metas e reafirmam que a responsabilidade histórica é dos países desenvolvidos. Enquanto isto, convenientemente, nada acontece. Hoje sabemos que o aquecimento global é um fato e que as emissões de gases estufa estão em uma espiral crescente, o que exige ações rápidas e efetivas para que, ao final deste século, não estejamos diante de uma imensa catástrofe social e ambiental, mas, além de discursos e bravatas, nenhum governo, do primeiro, segundo, terceiro ou quinto mundo, está minimamente disposto a fazer algo de concreto. No futuro, quem sabe talvez…"


Não é preciso muitas palavras mas fazer algo sustentável para recuperar a ecologia perdida


"Já é o script padrão das COPs, que se repetem cansativamente. Terminou em impasse, como era esperado e nós, ambientalistas, temos uma boa parte da responsabilidade, nos continuados fracassos, porque insistimos em acreditar que estes convescotes climáticos tem alguma razão de ser. O caos climático é um fato e suas consequências são crescentes e para isto não precisamos de tantas COPs que nada significam e nada resolvem. Chega de turismo climático. Já estou cansado de ouvir acusações de alarmismo ambiental, de histeria climática e há quem nos chame de Cassandra’s. OK, mas quem acha que Cassandra é um “adjetivo” que nos desqualifica, certamente, nada sabe da Ilíada e não imagina que as profecias de Cassandra, ignoradas pelos troianos, se realizaram…É muito fácil falar do aquecimento global, discutir as mudanças climáticas ou reclamar da inação dos governos mundiais. Mais fácil ainda é fazer tudo isto e não agir. Centenas de grupos e comunidades, com dezenas de milhares de membros, estão ‘discutindo’ o aquecimento global e, de fato, nada fazendo, limitando-se a uma “tagarelice” estéril. Bem, de uma forma ou de outra, arcaremos com todas as conseqüências da nossa alienação ou da nossa inércia. Precisamos compreender que, se as piores previsões se concretizarem, as gerações que virão, certamente, herdarão um planetinha hostil. Os governos nada farão e nada mudará se nós não mudarmos e, no papel de eleitores, consumidores, cidadãos, não exigirmos mudanças. A decisão está nas nossas mãos. A responsabilidade também. Sem discurso e sem desculpas". (Henrique Cortez, jornalista e ambientalista, é editor do portal EcoDebate e da revista Cidadania & Meio Ambiente).


A seca nordestina no Sudeste do Brasil é o alerta do caos do clima que poderá ser maior em 2015, 2016


Fontes: www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Não estamos sós. Esta expressão nos consola mas também nos apavora. Realmente, o ser humano e os países estão em rota de caos do clima e da vida ao invés de tentar recuperar a ecologia perdida.

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  2. Se o tempo permitir. Como é o mote deste rap do Rapadura Chico Xique, grupo alternativo nordestino e antenado, se der tempo e houver um mínimo de sintonia com a realidade, pode ser que a luta dos cientistas, dos ecologistas, dos índios e dos jovens avance.

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  3. Temos reiterado em várias edições aqui no blog e em posts no Facebook também, onde divulgamos as posições e alertas do movimento ecológico, científico e de cidadania, que se nós não criarmos todos juntos o futuro, não há perspectiva de vida para a Terra e para todos nós.

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  4. A criação coletiva do futuro, unindo forças das lideranças da sociedade civil e das autoridades governamentais mais ligadas nos fatos da atualidade do país, do planeta e do ser humano, isso só se dará, com mudanças radicais na estrutura energética, dos combustíveis, com a implantação de uma gestão de desenvolvimento sustentável.

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  5. Enfim, se não mudarmos radicalmente, não haverá futuro. Você concorda com as críticas hoje de Henrique Cortez (EcoDebate) e de ontem do nosso blog da ecologia e da cidadania sobre o COP20 da ONU em Lima no Peru?...Envie a sua msm, comentário ou opinião para o e-mail navepad@netsite.com.br ou direto para o nosso editor aqui padinhafranca@gmail.com

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  6. "Eu estava me preparando para comentar a posição de Luciano Frontelle, do coletivo de jovens Clímax Brasil, enfocada ontem aqui, agora estou conferindo este texto de Henrique Cortez e posso resumir minha opinião sobre esta questão com o seguinte: com posicionamento lúcido como estes, volto a ter esperança que as coisas possam ainda mudar e darmos uma chance ao futuro da vida". O comentário é de Mário Salles, que busca fazer pós-graduação em algum campus da Unesp em História Contemporânea e mora hoje em São Paulo: "Parabéns aos que lutam para mudar essa realidade muito preocupante", conclui a msm de Mário Salles.

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  7. "Acho importante este momento na história da ecologia todo mundo ter consciência do que não se fez agora e em todos estes anos para evitar um colapso socioambiental da nossa vida aqui e em todo país": a msm é de Ronaldo Mendes que se identifica como ex-atleta e hoje atua no mercado financeiro em São Paulo.

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  8. "Curti o texto, os comentários e também o clip, se o tempo permitir...E será que vai dar tempo de se recuperar a ecologia perdida em nosso país e no planeta? Pelo jeito, não sei não". O comentário foi feito por Jaime Soares, do Rio de Janeiro, ele trabalha como pesquisador do IBGE.

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