terça-feira, 2 de dezembro de 2014

NESTA QUARTA CONTINUA O EVENTO SOBRE O CAOS DO CLIMA NO PERU QUE TENTA AVANÇAR A DESCARBONIZAÇÃO DO PLANETA

Brasil está entre os 15 países mais poluidores dos 190 participantes em Lima e hoje aqui, as principais informações desta iniciativa governamental contra o caos do ambiente e do clima: logo mais estaremos atualalizando mais informações sobre a Cúpula do Clima da ONU aqui



A elevação do nível dos mares é um dos problemas do aumento da temperatura planetária

Alister Doyle, da agência de notícias Reuters, nos informa que a cúpula climática da ONU que está acontecendo desde ontem em Lima no Peru, começa com uma esperança de acordo, o que significa um possível avanço para resolver o dilema ambiental na atualidade da Terra. Representantes dos 190 países estão reunidos desde ontem na capital peruana, em meio a esperanças de que um acordo da Organização das Nações Unidas (ONU) para desacelerar a mudança climática seja possível em 2015, apesar dos alertas de que está acabando o tempo para manter o aquecimento global dentro de limites seguros. Há uma inusitada cooperação entre China e Estados Unidos, a partir de um acordo feito recentemente na Austrália, eles que são os principais emissores de gases do efeito estufa. É positiva também a decisão da União Europeia de reduzir suas emissões. Estes fatos e mais a dramaticidade do caos ambiental e climático deram novo ímpeto a estas reuniões da ONU agora, mas vale lembrar aqui que há duas décadas iniciativas similares não conseguiram chegar a um consenso para selar o acordo planetário. "Recebemos alguns sinais muito positivos de que o acordo está bem encaminhado agora", disse o ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal, a representantes na abertura da cúpula, que segue até 12 de dezembro, em um complexo localizado em um quartel-general de Lima, onde está garantida a segurança das autoridades governamentais. Os representantes  dos países ali reunidos devem decidir aspectos de um acordo para combater a mudança climática e o caos do meio ambiente, algo que está sendo negociado para ser finalizado e assinado por todos em uma cúpula em Paris daqui a um ano: o objetivo é o de limitar o aumento das temperaturas mundiais médias a 2 graus Celsius acima dos tempos pré-industriais. Atualmente, as temperaturas já subiram 0,9 grau Celsius e um conselho de cientistas da ONU afirma haver riscos de impactos irreversíveis que vão de danos aos recifes de coral ao derretimento do gelo da Groenlândia, o que elevaria o nível dos mares. Isso além de causar sofrimentos à população dos países mais pobres, queda na produção de alimentos, escassez de água ou irregularidade de chuvas, além de mais desemprego, mas violência e conflitos sociais. "A janela para agir está se fechando rapidamente", afirmou o chefe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) Rajendra Pachauri, a representantes dos países. Segundo o IPCC, que é um levantamento feito por cerca de 100 dos principais cientistas do mundo, há 95 por cento de probabilidade de que as emissões geradas pelo homem sejam a principal causa do aquecimento global que por sua vez leva a outros desequilíbrios da ecologia e da economia dos países. As conversas agora  renovam a esperança de um acordo, apesar da queda no preço do petróleo, um detalhe que vem complicar a transição para a energia renovável. "Além de mudança no combustível, a saída é uma nova estrutura energética, energias mais ecológicas como a Eólica e a Solar, mas o lado econômico desta virada é levado muito conta pelos países", comenta por aqui o editor do nosso blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Os governantes precisam pensar que mesmo tendo um preço essas mudanças estruturais, o custo é muito mais barato do que reparar os efeitos do caos do clima".  A gente já informou também aqui no Folha Verde News que no mês passado, os EUA concordaram em restringir suas emissões entre 26 e 28 por cento abaixo dos níveis de 2005 e a China já aceitou colocar um teto em suas emissões crescentes até aproximadamente 2030. A União Europeia também planeja cortar suas emissões para 40 por cento abaixo dos índices de 1990, o que significa que as nações responsáveis por mais de metade das emissões mundiais estão estabelecendo agora algumas metas metas para si mesmas, que podem ser oficializadas e formalizadas em 2015 em Paris. Porém há um problema de urgência, as temperaturas caminham para subir já agora mais que 2 graus Celsius: "Atualmente já estamos rumando para um aquecimento de 3 e 4 graus Celsius", afirmou o ministro das Relações Exteriores das Ilhas Marshal, Tony de Brum, dizendo que isso seria "desastroso" para  todo o planeta. Ele propôs um consenso neste ponto para os países ricos e pobres, a favor da vida.

 
São urgentes mudanças estruturais para impedir um caos do clima
 

Tanto no mar como na superfície e no interior da Terra...
 

...aumentam os efeitos do excesso de carbono na atualidade...
 

...incluem também desequilíbrios como escassez de chuvas e de água em alguns países

Em todo o planeta, a urgência agora é mudar a estrutura dos combustíveis...

...e implantar energias mais limpas e mais ecológicas como a Eólica e a Solar


 
Fontes: www.br.reuters.com  (Thomson Reuters 2014)

             www.g1.globo.com

             www.folhaverdenews.com  

  

10 comentários:

  1. Entre os países mais poluidores em termos de efeito estufa estão a China, os Estados Unidos, Brasil, África do Sul, Rússia, Reino Unido, México, Japão, Austrália, Alemanha, Canadá, Coréia do Sul, França e Indonésia, não exatamente nesta ordem, mas os norteamericanos e os chineses são os "líderes" deste problema mundial.

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  2. Nos bastidores do evento em Lima no Peru nasceu uma nova palavra para resumir a necessidade urgente de mudar a estrutura da energia e dos combustíveis: a descarbonização do planeta.

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  3. Já existe entre os representantes dos 190 países e entre os técnicos e dirigentes da ONU: atualmente e cada vez com maior intensidade os países mais pobres são os que mais sofrerão por causa das mudanças do clima que aumentam cada vez mais.

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  4. O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon está presente e muito empenhado na pauta dos trabalhos nesta cúpula do clima no Peru, que prepara a última da série a ser feita em dezembro de 2015 na França: ele nomeou a especialista irlandesa Mary Robinson como uma assessora especial, pensando em resultados mais objetivos do que das últimas cúpulas, levando em conta a situação-limite da atualidade.

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  5. Envide a sua informação, comentário ou msm aqui pro nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br ou então pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "A crise do clima e da água pode desencadear problemas graves de saúde na população brasileira, este é um dos pontos mais urgentes que eu vejo nesta necessidade de mudanças aqui e em todos os países, com a descarbonização": este é o comentário que recebemos de Marilise Campos, que fez uma pesquisa sobre este tema, ela que pretende fazer uma pós-graduação na Unesp em Bauru (SP).

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  7. "Em outra postagem aqui mesmo nesse blog eu vi que entre as consequências do Efeito Estufa estão a escassez de chuvas e de água, o desemprego, o aumento da violência, ou seja, a solução da crise climática envolve o planeta e também pode desequilibrar a vida da gente": é a msm que nos enviou por e-mail Rosana Sales, que faz Letras na USP em São Paulo.

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  8. "O clip dos índios e a mensagem da ONU têm tudo a ver com a luta de todo ecologista, de todo cientista, em defesa da vida do planeta": é o recado que nos enviou o poeta e naturista Raymundo Alves, de Santana (Minas Gerais).

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  9. Captamos este clip no Facedbook de um post feito por João Noronha, fotógrafo e ambientalista que vive em Curitiba (Paraná).

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  10. Agradecemos os telefonemas e os comentários feitos pelos internautas Jurandir Santos (do Rio de Janeiro) e de Maria Isabel (de São José do Rio Preto, SP): depois postaremos aqui as msm deles. E vc tb envie o eu e-mail para a gente: navepad@netsite.com.br

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