segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

HAVERÁ UM CRESCIMENTO DA ENERGIA EÓLICA NO BRASIL EM 2015 MAS AINDA ABAIXO DO POTENCIAL E DA NECESSIDADE DO PAÍS

A capacidade instalada de energia eólica deverá aumentar 60% nos próximos meses mas mesmo assim sem recuperar nosso atraso em termos de energia, tecnologia e sustentabilidade


Mesmo expandindo 60% neste ano a capacidade instalada de energia eólica não chegará aos 10 GW

Atualmente, a energia eólica representa 4,5% da matriz energética brasileira, enquanto que na Europa há países onde esta porcentagem já passa hoje dos 30%, como na Alemanha. Por aqui, em todo o país há 241 usinas instaladas, gerando pouco mais de 6 GW (gigawats). Se aumentar mesmo em cerca de 60% a sua expansão por aqui, como está programado pelo Governo e empresas do setor, mesmo assim, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil vai crescer dos apenas 6 gigawatts para 9,8 GW, segundo projeções da própria Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). "Muitos cientistas e até autoridades políticas mas em especial os ambientalistas admitem já ser urgente um  reforço da presença desse modelo de geração de energia na matriz elétrica nacional, para se conseguir uma gestão de desenvolvimento brasileiro que seja sustentável, equilibrando os recursos da ecologia com o avanço da economia em padrão mais contemporâneo", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "A tecnologia para se implantar parques eólicos já existe, a necessidade de fontes limpas é cada vez maior, basta ver o desequilíbrio ambiental e o caos do clima, sendo também que o déficit energético brasileiro é evidente, há espaço e potencial em nossa natureza para a energia dos ventos". Atualmente se fala muito mas ainda se implanta pouco, a energia eólica representa 4,5% da matriz energética brasileira, com 241 usinas instaladas, gerando pouco mais de 6 GW, noticia o site de assuntos socioambientais EcoDebate informando que quatro dessas usinas eólicas já iniciaram testes neste primeiro mês de janeiro: três na Bahia (Ametista – 28,54 MW, Maron – 30,24 MW, e Pilões – 30,24 MW), e uma no Mato Grosso do Sul (Dourados – 28,58 MW). O crescimento da energia eólica no Brasil tem sido constante nos últimos anos, embora em ritmo abaixo do necessário. Em 2013 foram contratados 4,7 GW de projetos eólicos, em 2014, 2,3 GW, todos os novos empreendimentos anunciados agora serão totalmente implantados até 2019, quando a capacidade eólica brasileira deverá atingir 15,2 GW. O movimento científico, ecológico e de cidadania precisa pressionar o Congresso Nacional e os Governos estaduais e o federal para que este aumento seja ao menos dobrado, há condições objetivas de pelo menos 30 GW serem instalados até 2020 no Brasil, urge aumentar a pressão da sociedade civil para este objetivo, pois se trata de um dos canais de criação do futuro brasileiro e de melhor qualidade de vida na Nação, a população poderá economizar e ajudar a reecologizar nosso dia a dia.   
 
Os parques de energia eólica são bons para a economia e a ecologia do Brasil

Propriedades rurais também se beneficiam com a instalação de parques eólicos

Fonteswww.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

11 comentários:

  1. Segundo estimativas do Greenpeace, entidade que divulga e acompanha a instalação de parques eólicos em todo o mundo, no Brasil, somente em 2050, a energia eólica representará 30% da matriz energética brasileira.

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  2. Esta projeção foi feita, levando em conta o ritmo atual de crescimento desta alternativa energética no país nos últimos anos e em especial em 2014, quando o processo de crescimento foi interrompido.

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  3. Mas a nossa luta, dos cientistas, dos ecologistas, dos partidos políticos com mais conteúdo e das lideranças de cidadania da Nação deve ser para que esta marca seja atingida já em 2020, existem condições objetivas para isso, faltam a pressão da sociedade civil e a vontade ou visão dos governos.

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  4. Mariana Mainenti, do Brasil Econômico, comenta que juntamente com México e África do Sul, o Brasil é apontado em relatório elaborado pelo Greenpeace Internacional e o GWEC (Conselho Global de Energia Eólica na sigla em inglês) como área especialmente promissora para o crescimento da geração de energia eólica. No documento Global Wind Energy Outlook (Panorama da Energia Eólica Global), as duas organizações estimam que a fonte corresponderá a até 30% na matriz energética mundial em 2050. Contudo, na avaliação da coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil, Bárbara Rubim, no Brasil essa proporção deve ser um pouco menor, de até 22%, levando em conta a ainda tímida atuação governamental na área.
    “A previsão para o Brasil está ainda um pouco abaixo da mundial porque o governo brasileiro tem uma resistência às fontes renováveis. Mas a energia eólica vai avançar no país porque o mercado já está em um patamar em que ela já pode ‘andar sozinha’”.

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  5. O relatório do GWEC aponta que a geração eólica poderá ter um grande papel no atendimento à demanda por energia na América Latina. “Até o fim de 2009 mais 1.072 MW de capacidade de energia eólica estavam instalados na região. Até o fim de 2011, esse volume mais do que dobrou, para cerca de 2.330 MW. Até o fim de 2013, a capacidade dobrou novamente atingindo 4.764 MW novamente, com o Brasil contribuindo com 70% dessa capacidade”. Isso porque o país possui um “tremendo potencial para a energia eólica, dotado de uma crescente demanda por energia e uma base industrial sólida”. O relatório diz que depois de um lento início da geração eólica no país na primeira metade da última década, o mercado brasileiro está agora se desenvolvendo um pouco melhor.

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  6. É claro que não podemos comparar o Brasil à Dinamarca, que prevê chegar a 2020 com a energia eólica correspondendo a 50% da matriz energética e tem como meta depois avançar até os 80%. Há mais um detalhe, além do potencial de ventos e de da necessidade de energia, enquanto na Europa, os combustíveis fósseis são mais baratos do que os renováveis, aqui vivemos uma situação ímpar, em que os fósseis são até mais caros. Assim, nesse contexto de fuga do petróleo, há uma união de interesses entre a economia e a ecologia...

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  7. Mande você também a sua msm ou comentário e informação aqui por e-mail do nosso blog navepad@netsite.com.br ou então envie direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  8. "Eu estava ainda em dúvida sobre as eólicas mas depois destas informações, vou encarar esta luta com mais determinação": o comentário é de Euler Santos, que estuda engenharia na USP, em São Paulo.

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  9. "Mudar radicalmente a estrutura energética brasileira é o caminho pro Brasil avançar para um desenvolvimento sustentável de forma mais objetiva e rápida": a opinião é de Marina Fontes, que faz pós na área de Comunicação na UFMG em Belo Horizonte (MG).

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  10. "Além do governo federal e dos estaduais acho que as prefeituras devem entrar com tudo nessa luta pelas energias limpas como a Eólica, aumentando as chances de um desenvolvimento sustentável no país": a opinião é de Cristóvão Silva, de Sorocaba (SP), que foi ligado anos atrás como funcionário ao IPT da USP.

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  11. "Eu vejo assim, a Energia Eólica substituiria com vantagens econômicas e ecológicas as usinas termoelétricas a que o sistema recorre cada vez mais para evitar apagões ou para completar a carga energética": a msm nos foi enviada por Marcos Cima, que buscará fazer uma pós-graduação em Engenharia Florestal na Unesp ou na USP.

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