terça-feira, 27 de janeiro de 2015

NEM ROLEZINHO NEM PANCADÃO NEM SÓ REPRESSÃO POLICIAL E VIOLÊNCIA: EXISTEM OS PONTÕES COMO ALTERNATIVA CULT

Não se trata só de fenômeno urbano mas social e de falta de lazer: uma alternativa, a criação de pontos culturais nas cidades que se preocupam com a falta de diversão para a garotada (não é o caso de Franca)...


Toda sexta-feira e fins de semana, adolescentes e jovens de bairros mais periféricos "invadem" corredores de lojas, praças de alimentação e outros espaços dos shoppings para encontros marcados pelas redes sociais que acabam dando confusão e BO (boletim de ocorrência policial). Para exemplificar uma situação que se generaliza, Franca, no interior de São Paulo, perto da divisa com Minas Gerais, é uma cidade com poucas opções de lazer para os jovens e adolescentes com menos recursos, que não frequentam clubes ou não podem viajar nem pagar ingressos de show e espetáculos mais comerciais. Nesta cidade média (400 mil habitantes)  matérias dos jornais locais mostraram que as áreas verdes estão abandonadas, cheias de mato, uma pista de skate no Jardim Bueno está danificada, só agora com a discussão do problema começa a ser reformada. Na periferia junto ao Distrito Industrial aconteciam festas tipo pancadão, similares aos funks cariocas, misturando também música sertaneja, bebida, drogas, por causa de ocorrências policiais, foram proibidas. Os jogos de futebol na várzea e disputas de chacrobol (campos reduzidos para times com 8 jogadores), bem como, alguns encontros de Rap em locais públicos, uma ou outra apresentação de Capoeira não resolvem a necessidade cada vez maior de lazer público e gratuito ou com preço mais acessível. Muitos shows têm sido cancelados, não acontecem mais torneios de levantamento de Pipa e os acampamentos com gincanas e outras diversões nas férias são limitados a jovens ou adolescentes de classe média ou ligados a grupos religiosos. Desde outubro, a Prefeitura e a FEAC (fundação de esportes, artes e cultura) foi notificada mas até esta semana não havia ainda feito o laudo através do Corpo de Bombeiros, o que pode inviabilizar um jogo de futebol da Francana no estádio municipal, que seria uma outra alternativa de diversão. Enfim, nas férias e ao longo de todo o ano, os jovens mais pobres não podem viajar e não têm outra ocupação a não ser estudar, trabalhar quando já tem idade ou entrar em alguma escolinha de basquete ou de futebol, com preço mais acessível. A gente aqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News sugere (veja comentários) que nos espaços ao lado dos shoppings se façam shows e eventos ao ar livre e gratuitos de lazer para a garotada. Dentro deste universo de descaso com a população  na área recreativa no dia a dia, mais os erros e limites da sociedade de consumo, está formado o cenário para que ocorram os Rolezinhos, especialmente no principal shopping de Franca. Mas parece que esta cidade, conhecida como a capital do basquete ou dos calçados e a terra do café, com relativa estrutura de vida, por inação da Prefeitura não se preocupa com a necessidade de se criar pontos de lazer e de cultura para a garotada. Há até estímulos para isso por parte do Governo Federal.  No Rio de Janeiro, onde a febre dos Rolezinhos e da falta de lazer para a adolescência a juventude já alcançou uma dimensão maior ainda, algumas autoridades municipais parecem estar acordando, já existem 18 pontos de cultura de rua em 11 cidades fluminenses e na capital carioca. Estes pontos fazem parte da Política Nacional de Cultura Viva. O tema está sendo debatido nesta semana no Rio, através do Fórum Estadual de Pontos de Cultura em diversas regiões fluminenses, buscando novas alternativas de solução. Esta política social de Cultura Viva foi criada há um ano pela Lei 13.018, que tem como objetivo a ampliação do acesso da população brasileira à cultura, mediante o fortalecimento das ações de grupos já atuantes na comunidade. Nestes dias, no encerramento dos trabalhos e debates, há shows com bandas e grupos musicais jovens. Segundo o site JB no estado do Rio de Janeiro existem atualmente 490 pontos e pontões de Cultura, espalhados por 67 municípios. A meta do Plano Nacional de Cultura é chegar a 1.248 pontos e pontões até 2020 e isso somente na Grande Rio. E por aqui no interior paulista, em Franca (por mau exemplo) qual alternativa tem sido discutida, além de maior rigor na segurança? Não há a criação de opções de lazer para a garotada e as autoridades ou desconhecem ou não se interessam na montagem deste pontões de cultura, que têm apoio do Ministério da Cultura para a sua realização. Esta omissão aumenta a chance de BOs, de focos de violência e agrava a carência de qualidade de vida, que inclui, com certeza, lazer, diversão e cultura contemporânea, no clima da atual realidade da vida. (Antônio de Pádua Padinha)


Jovens e adolescentes querem se divertir e não têm espaços nem eventos...

...nos shoppings encontros geram confusão e até violência....



...os Rolezinhos são um fenômeno social também...

...no Rio já existem 18 pontoes de cultura viva para lazer da garotada mais pobre com apoio do MINC
 

Fontes: Agência Brasil
              Minc
              www.jb.com.br
              www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Já que estamos aqui nop blog da ecologia e da cidadania, exemplificando o que acontece numa cidade média do interior paulista como Franca, além de mostrar o problema, queremos afirmar que os Rolezinhos não devem ser enfocados só como caso de polícia.

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  2. Se trata também de falta de opções de diversão para a garotada e é muito oportuna e de valor a proposta nacional de Cultura Viva do MINC, apoiando a criação de pontões de lazer cultural para jovens e adolescentes.

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  3. No Rio já existem 18 pontões destes, está nesta semana sendo discutido o problema dos Rolezinhos e a sua solução social e cultural, não somente aumentando o rigor da segurança ou criando um clima de violência nos shoppings...

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  4. Para exemplificar, no caso da cidade enfocada aqui no blog, ao lado do Franca Shopping existem espaço vagos, ótimos para se promover shows e eventos para a garotada, dentro da cultura viva, atual e de rua, com controle do uso de drogas ou armas ou bebidas para menores, além do mais, há um apoio do Ministério da Cultura para esta alternativa. Por que nada acontece por aqui?...

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  5. Você acha que os Rolezinho são apenas violência?...O que acha dos pontões de cultura viva que começam a ser implantados no Rio?...Mande a sua opinião pro nosso blog navepad@netsite.com.br ou direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. Ivan Merlino, produtor cultural especializado em shows e em teatro, que atua em várias cidades agora mais como promoter, curtiu este post e a idéia de realizar pontos de diversão para a garotada, os chamados pontões, que já existem no Rio de Janeiro e têm apoio do MINC.

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  7. Este produtor cultural (que nestes dias está trazendo Almir Satter à região) irá procurar o Franca Shopping em busca de viabilizar nos espaços vagos ao lado um ou mais pontões de cultura viva, dentro do apoio do Ministério da Cultura, que tem um sentido preventivo aos Rolezinhos.

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  8. "Parabéns a este blog que ao invés de somente críticas e de chamar mais segurança e mais violência, lembra da falta de espaços na sociedade e de lazer aos jovens da periferia, isso é a raiz do problema, esta solução do MINC é bem razoável": é o e-mail que nos enviou Manuel Almeida, de Araraquara (SP), ligado à UNESP.

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  9. "Tem mesmo que jogar a polícia em cima dessa molecada, esse papo de cultura é coisa de intelectual": o comentário que veio apócrifo, apenas identificado pela letra L contradiz o nosso enfoque e mostra o alcance do problema.

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  10. "Esse internauta aí, esse tal de L que defende apenas repressão contra os Rolezinho representa bem a mentalidade atrasada e comum que esta postagem positiva deste blog critica, com razão e com uma boa sugestão, parabéns à equipe do Padinha": a mensagem nos foi enviada por José Ariovaldo, de Franca (SP), comerciante de calçados.

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