quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

NOSSO PAÍS É CAMPEÃO MUNDIAL DE RAIOS E A INCIDÊNCIA DELES DEVE AUMENTAR AINDA MAIS AGORA

Brasil têm 100 milhões de raios por ano: um pode cair em você, alertam os especialistas 
   
 
Mapa mostra pontos onde caíram raios nestes dias
 
 
Esteja onde você estiver, no Brasil, tem que se precaver, diz em resumo a reportagem de Antônio Carlos Fon na revista Superinteressante, o site especializado Clamper dá muitos números e também o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) todos os detalhes aqui prá gente do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News: "Ainda nesta noite, um geofísico foi entrevistado ao vivo na Rádio Bandeirantes AM e diante de mais uma ocorrência, advertiu aos jogadores e torcedores de futebol, nos estádios costuma ter para-raios junto com torres de iluminação, mas não em todos e no local de jogar bola, o perigo é maior potencialmente do que em outros locais, para jogadores e repórteres de campo, aliás, vivemos todos sob o perigo em todos os lugares e situações, mesmo porque o ambiente não tem em nosso país, campeão mundial de raios, não tem tido de forma alguma a atenção e os cuidados ou investimentos mais fundamentais", comenta por aqui nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Mais de 3 bilhões de raios caem na Terra por ano e destes aí, 100 milhões no Brasil". Com gestão, a observação e o monitoramento dos raios, é possível prever quais áreas estão mais suscetíveis a ser atingidas por uma descarga elétrica, minimizando assim os casos de acidentes em obras como foi feito na construção da Arena Corinthians. Imagine o risco cada vez maior que os que trabalham nas áreas urbanas e rurais ao ar livre correm, muitos trabalham em locais ou muito abertos ou altos e até mesmo sobre algumas estruturas metálicas (que agravam a situação pois conduzem eletricidade), esta precaução deveria ser maior ainda para todos nós que vivemos e trabalhamos no Sudeste do Brasil, a região com maior incidência de raios por aqui. O alerta evita situações graves que podem inclusive levar pessoas à morte. Já houve, só em 2015, 7 casos de raios com vítimas fatais no Brasil. O monitoramento capaz de gerar o alerta é realizado pelo INPE, que possui uma rede de sensores de alta tecnologia. Os aparelhos detectam as descargas que atingem o solo, e também aquelas que ainda estão “armazenadas” nas nuvens. Atualmente, 60 sensores estão espalhados pelo Brasil, mas até o final do ano a expectativa é de que esse número seja aumentado pelo menos para 100, sendo a segunda maior rede de monitoramento de raios no mundo, capaz de prever quais serão as áreas atingidas, com a maior antecedência e precisão possível. O aumento do número destes sensores no Brasil beneficiará principalmente na região Norte, menos protegida para raios e provavelmente deverá ter uma maior incidência agora. O motivo são as enormes torres metálicas construídas no meio da floresta para levar energia da hidrelétrica de Tucuruí a Manaus. Ao todo serão instaladas 1037 torres que podem chegar a 180 metros de altura. E todas as estruturas altas como estas, além de serem atingidas por raios, também podem conduzir os raios ascendentes (aqueles que sobem do chão, da superfície). A Amazônia é uma região ímpar, pois além de ser uma das maiores produtoras de energia do Brasil, é também uma das mais atingidas pelos raios. Por esse motivo, a região sofre com apagões constantes (apagão é o que não tem faltado em todo o país) causando o prejuízo de aproximadamente R$ 1 bi para a economia brasileira (já que durante os apagões as indústrias locais ficam com a produção parada). Outra situação de mais risco encontrada também no Amazonas é causada pelos grandes desmatamentos da floresta. Segundo o especialista do INPE, Osmar Pinto Júnior, o desmatamento faz com que a região fique mais seca e tenha menos tempestades. Apesar disso, as chuvas que ocorrem são mais carregadas e os raios mais violentos, podendo causar além do “perigo elétrico”, o aumento dos incêndios como tem ocorrido muito também por aqui no Cerrado. Por ser uma região de costa litorânea, o Rio de Janeiro também é muito atingida por raios. Por isso a capital carioca tem sido ao longo dos últimos anos um dos locais escolhidos por cientistas para pesquisar os raios. Inclusive, o primeiro registro existente de um raio em território nacional foi feito pelo cientista Henrique Morize, no dia 9 de novembro de 1885, no alto do Morro do Castelo (onde hoje fica o aeroporto Santos Dumont). Em São Paulo também, o aumento
das tempestades está cada vez mais significativo. No final do séc. XIX, a cidade registrava 60 dias de tempestade por ano, hoje esse número já subiu para 90. Segundo Osmar, a urbanização é outra causa deste crescimento, pois ela cria algumas mudanças climáticas que permitem o ambiente favorável para as chuvas bravas. E como as áreas urbanas estão aumentando, a previsão é de que os temporais ou as tempestades sejam ainda mais frequentes, aumentando a incidência de relâmpagos e raios. Você pode ter mais informações na nossa seção de comentários aqui abaixo em nosso blog da ecologia.


Em locais abertos como área rural ou campos de futebol o perigo aumenta

As cidades também precisam se equipar melhor com sensores e para raios

O Brasil é campeão mundial com cerca de 100 milhões de raios por ano 


 
Fontes: INPE
             www.clamper.com.br
             http://super.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com

 
  

8 comentários:

  1. Brasil: o país dos 100 milhões de raios, no ranking dos relâmpagos, o nosso país é campeão mundial, e os nossos ainda são de carga positiva, os mais perigosos, advertem os repórteres que pesquisaram o assunto, Antonio Carlos Fon, e Maria Inês Zanchetta, que fizeram uma matéria especial na Revista SuperInteressante.









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  2. Dos 3,15 bilhões de raios que golpeiam a Terra e seus habitantes durante um ano, 100 milhões deles vêm desabar em terras brasileiras. O número, divulgado no ano passado por uma equipe de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, São Paulo, não é superado por nenhum outro país. E ficou bem acima das estimativas que davam conta de 30 milhões ao ano.
    Mas a pesquisa do INPE vai muito além de contar faíscas no céu. Desde 1989, num trabalho que usa enormes balões — do tamanho de prédios de 20 andares —, o Instituto vem medindo a carga elétrica das nuvens e dos relâmpagos que atingem a Região Sudeste. Para isso, os balões levam sensores elétricos, sensores de raios X e até máquina fotográfica e câmera de vídeo. Registram tudo o que acontece a 30 quilômetros de altura. Tanta investigação acabou encontrando as particularidades dos raios brasileiros, que são diferentes dos que caem em outros lugares. “Sessenta por cento dos que atingem a nossa região Sudeste, em alguns dias do verão, têm carga positiva”, diz Iara Cardoso de Almeida Pinto, geofísica espacial, que juntamente com o marido, o também geofísico espacial Osmar Pinto Jr., comanda esta pesquisa em nível nacional. Outra surpresa, pois 90% dos raios do mundo têm carga negativa. Um detalhe: raios positivos são, geralmente, mais destrutivos.

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  3. "Embora os relâmpagos sejam mais freqüentes dentro das nuvens do que das nuvens para o solo, os mais estudados são justamente estes, que vêm bater no chão — os mais ameaçadores. Os raios são fenômenos naturais que aguçam a curiosidade mas causam prejuízos e mortes”, diz Osmar Pinto Jr. Calcula-se que mais de 100 brasileiros morram todos os anos vítimas de raios (positivos ou negativos). Quanto aos prejuízos, de acordo com dados da Eletropaulo (Eletricidade de São Paulo), no ano passado ocorreram 974 casos de falhas ou interrupções da rede elétrica causadas pelos raios. Só para se ter uma idéia do tamanho do prejuízo, se um grande blackout atingisse toda a região da Grande São Paulo por uma hora implicaria uma perda de 30 milhões de dólares.

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  4. Em síntese. um raio não é nada mais que uma carga elétrica cruzando a atmosfera. A maioria dos raios começa e acaba dentro das nuvens. São poucos os que vêm para o chão. Sobre esses há duas curiosidades. A primeira é que só podem ser vistos na fase final. Logo que o raio sai da nuvem e segue em direção do solo não pode ser visto (nessa fase é chamado de “líder escalonado”). Quando essa faísca tortuosa chega a 50 metros do chão, sai da terra outra faísca em direção à nuvem (é a “descarga conectante”) e ela ainda não pode ser vista. Só quando as duas correntes se encontram é que tudo se ilumina. O que vemos, então, é a “descarga de retorno”. A segunda curiosidade: os raios que enxergamos, portanto, saem da terra para o céu. Por ilusão de óptica, achamos que o clarão do relâmpago vem do alto para a terra.

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  5. Como os raios, na explicação dos cientistas, vêm do chão para o céu (e não o contrário, como parece), está certa a maneira dos índios falarem que os raios vêm do inferno...

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  6. Mande você a sua informação, comentário ou mensagem aqui por nosso blog, através do navepad@netsite.com.br e/ou envie sua msm direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  7. "Muito importante e oportuna esta postagem aqui neste blog, que prova mais uma vez ou por mais um ângulo que os investimentos no meio ambiente são precários e cada vez mais urgentes no país": é a opinião do geólogo Amadeu Santos, que atua na região do Norte de Minas Gerais.

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  8. "Essa situação se deve a fenômenos naturais e meteorológicos mas também ao grande desequilíbrio do ambiente e do clima na atualidade em nosso país e no planeta": o comentário é da ecologista Valdirene, que atua como executiva de empresas na região de Campinas (SP), onde está para fazer doutorado em meio ambiente na Unicamp.

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