segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PETRÓLEO VERSUS NATUREZA: VOCÊ ACREDITA QUE OBAMA CONSEGUIRÁ PROTEGER A ECOLOGIA DO ÁRTICO?

Barack Obama dá razão ao Greenpeace e quer proteger vida selvagem no Ártico de explorações petroleiras, porém, como as multinacionais petrolíferas que apoiaram a sua reeleição, reagirão?

As agências internacionais de notícias e alguns sites brasileiros, como o G1 e o Ambiente Brasil estão informando hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor uma ampliação da área protegida do refúgio ártico do Alasca para 12,28 milhões de acres (4,97 milhões de hectares), incluindo a planície costeira do estado onde se perfuram petróleo e gás, confirmou o Departamento de Interior dos USA. A proposta de ampliar a parte da Reserva Nacional de Vida Selvagem do Ártico, designada como zona virgem – que enfrenta uma dura batalha no Congresso norte-americano onde republicanos com controle em ambas as casas se opõem a reduzir a produção de petróleo – foi criticada de imediato por alguns representantes locais. "Como pensar em um desenvolvimento sustentável no país que é um dos campeões da poluição no planeta?", a questão está sendo levantada aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News pelo nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "O desafio é tão grande ou maior ainda do que a grandeza em termos de ética ambiental que o Presidente Obama está demonstrando com esta proposta", conclui ainda o questionamento do Padinha, "a sustentabilidade é o desafio nº 1 da atualidade humana".
A zona virgem – mais alto nível de proteção federal contra a exploração de petróleo e gás – se estenderia a 19,8 milhões de acres, informou ainda o Departamento de Interior ao veicular esta notícia. A área em questão, uma estreita faixa situada entre a Cordilheira Brooks e o Oceano Ártico, é um lugar de vital importância para ursos polares e outros animais. O serviço geológico dos EUA calcula que a planície costeira possui cerca de 10,3 bilhões de barris de petróleo. Aí é que está o centro desta questão econômica e ecológica. Confira nos comentários o outro lado desta notícia, as pretensões das empresas petrolíferas em relação às reservas do Alasca.


Esta proposta de Barack Obama é ética e sustentável mas será possível nos USA?


A última ecologia do Ártico vive um momento de decisão
 

A ecologia vencerá os megainteresses?...

 

Fontes: BBC
             G1
             www.ambientebrasil.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

6 comentários:

  1. Pelas informações do The New York Times, a Shell apresentou uma proposta ambiciosa para o governo dos USA solicitando autorização para perfurar até 10 poços de exploração de petróleo sob as águas geladas do Ártico do Alasca. Acredita-se que sob esta região entupida pelo gelo repousam vastas reservas de petróleo, com potencial suficiente para abastecer 25 milhões de carros pelos próximos 35 anos. E, com a produção em Alaska's North Slope em forte declínio, a indústria do petróleo está ansiosa para tocar novos poços sob o mar. E isso pode afetar a última ecologia do planeta, nesta região.

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  2. A Shell tem liderado este caminho, trabalhando há cinco anos para convencer órgãos reguladores, ambientalistas, nativos do Alasca e vários tribunais de que pode gerenciar o processo com segurança, proteger os ursos polares e outros animais selvagens, dar salvaguarda da qualidade do ar para os residentes e responder rapidamente a qualquer vazamento na região. Mas sobre a exploração em águas profundas ainda paira o desastre da British Petroleum de um ano atrás.
    A solicitação da Shell será uma prova de fogo para o presidente Obama, que prometeu colocar a segurança em primeiro lugar depois do derramamento da BP no Golfo do México. Por outro lado, ele também reiterou seu apoio à perfuração offshore em meio a temores dos eleitores sobre os preços da gasolina.

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  3. Grupos ambientalistas dizem que um derramamento em águas inacessíveis do Ártico poderia ser ainda mais catastrófico do que o acidente no Golfo do México. Os republicanos, por sua vez, estão ameaçando represálias ao presidente caso ele dê as costas à segurança energética, dizendo não à Shell. "Os americanos estão sofrendo com preços surpreendentes na bomba", disse o deputado Cory Gardner, um republicano do Colorado na Casa da Energia e Comitê de Comércio. "Então o presidente tem de justificar ao povo americano porque nós não estamos substituindo importações de petróleo da Arábia Saudita com o óleo produzido nos Estados Unidos."
    Seja qual for a decisão da administração, vai desagradar a alguém. "Se o governo Obama aprovar a exploração de petróleo no Ártico, isso vai demonstrar que não se aprendeu nada com o derramamento do Golfo", disse Brendan Cummings, conselheiro sênior do Centro para a Diversidade Biológica, que está tentando impedir novos passos da Shell.

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  4. Estes comentários acima dimensionam o alcance desta questão: envie você também a sua informação ou comentário para o nosso blog pelo navepad@netsite.com.br e/ou pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Na minha opinião temos que fazer uma manifestação de alcance planetário em busca de recuperar a ecologia perdida e proteger o que resta de equilíbrio no planeta, seja na Amazônia ou no Alasca. Na minha visão, poderia ser via as redes sociais": a msm nos chegou por e-mail, enviada pelo geólogo Marcio Tostes, de São Paulo (SP).

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  6. "Eu não acredito nas multinacionais do petróleo, que apoiaram a eleição e a reeleição de Obama, assim, não acredito que o Presidente dos Estados Unidos terá condições de defender a ecologia do Alasca": é em resumo a opinião de Valdir Soares, engenheiro eletrônico, que não informou a cidade de onde nos enviou o seu comentário.

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