domingo, 25 de janeiro de 2015

PROJETO MULTIMÍDIA DEBATE NO TEATRO UM RESGATE DA CULTURA E DA VIDA INDÍGENA E BRASILEIRA

Tendo as cartas que Jesuítas enviavam sobre os índios daqui como base do texto Tupy Or Not To Be busca nova visão da realidade que ainda está por ser mais debatida aqui no país

A arte de Tarsila Amaral, de outros modernistas e tropicalistas também foram inspiração


A seguir na íntegra o comentário que está postado na edição de hoje do Ambiente Brasil. "Um projeto multimídia ocupa desde agora o teatro e o cinema da Caixa Cultural do Rio de Janeiro com a proposta de promover uma reflexão crítica e poética sobre a questão indígena, com o nome de Tupy or Not To Be: Teatro, Cinema e Novas Mídias. A iniciativa é do grupo teatral Boa Companhia, que atua desde 1992 no estado de São Paulo com foco na pesquisa da linguagem cênica a partir do trabalho do ator. Na sala teatral, o espetáculo Cartas do Paraíso, dirigido por Verônica Fabrini, tem como base de sua dramaturgia as cartas escritas por jesuítas, exploradores e viajantes nos primeiros tempos da então conhecida como Terra de Santa Cruz ou Pindorama. Os personagens são um cartógrafo, um padre, um degredado e um cômico, vividos pelos atores Alexandre Caetano, Eduardo Osorio, Gustavo Valezi e Moacir Ferraz. "Procuramos construir uma encenação a partir de pesquisas bibliográficas, iconográficas e sonoras, mas não buscamos uma reconstrução histórica ou linear", explica Verônica Fabrini. “Atravessamos o movimento modernista, bradando ‘tupi or not tupi’, o tropicalismo – ‘aqui é o fim do mundo’, de Torquato Neto – até desembocarmos na complexidade atual da crise socioambiental, da crise ética, neste cenário pré-apocalíptico de um mundo globalizado e bárbaro”, detalha a diretora do espetáculo em linguagem mix, contemporânea. Ao longo de sua trajetória, a Boa Companhia encenou textos de autores que vão de Shakespeare a Qorpo Santo, passando por Nelson Rodrigues e Samuel Beckett, além de adaptações de autores literários como Franz Kafka e Hilda Hilst. Os espetáculos do grupo sempre buscam provocar uma reflexão sobre as relações humanas e suas consequências no mundo em que vivemos. No cinema, o premiado documentário de longa-metragem Corumbiara, de Vicente Carelli, acompanha o indigenista Marcelo Santos em sua denúncia do massacre dos índios da Gleba Corumbiara (RO), ocorrido em 1985. Em resumo, Carelli filma o que resta das evidências da chacina. O projeto não se esgota no espetáculo teatral e no documentário. Uma oficina para atores e estudantes de teatro e o blog Do Lado de Lá do Paraíso convidam os interessados a colaborar com elementos poéticos ou documentais sobre o tema, desde comentários até fotografias e vídeos de livre criação. Toda a programação é gratuita e fica em cartaz até o próximo dia 25 no Rio de Janeiro, podendo depois viajar pelo país".  "Seria importante muitas apresentações de Tupy Or Not To Be pelo país todo, uma vez que o Brasil ainda não descobriu de verdade o Brasil", conclui por aqui o repórter e ecologista Padinha, do blog Folha Verde News.


O espetáculo multimídia usa linguagens atuais da comunicação e a força dos atores e atrizes

A proposta é o Brasil (finalmente) desobrir o Brasil
 
Já há mais de 100 anos se questiona isso

 

Fontes:  Agência Brasil
              Blog Do Lado de Cá do Paraiso
              www.ambientebrasil.com.br
              www.folhaverdenews.com


 

7 comentários:

  1. Verônica Fabrini, tem como base de sua dramaturgia as cartas escritas por jesuítas, exploradores e viajantes nos primeiros tempos da então conhecida como Terra de Santa Cruz ou Pindorama.

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  2. O país da natureza paradisíaca se tornou hoje no Brasil da desnatureza, da seca, da poluição, do desequilíbrio socioambiental.

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  3. Este é um dos enfoque deste novo trabalho de valor da Boa Companhia, que divulgamos aqui como uma forma de novas descobertas e enfoques sobre a questão do índio e do país.

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  4. Mande o seu e-mail para o nosso blog, enviando a msm para navepad@netsite.com.br ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com que logo mais estaremos postando aqui os seus comentários.

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  5. "Importante esta visão, que pode ser considerada rara ou de vanguarda sobre as raízes do povo Brasil": a msm nos foi enviada de Salvador por Homero Santos que tentará neste ano uma pós-graduação na Universidade Federal da Bahia.

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  6. "Índio Padinha, um abraço aí pela luta": a mensagem chega de São Luíz (Maranhão) enviada por André Kaiapó.

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  7. "Este trabalho deveria ser mostrado pelas televisões para popularizar esta proposta criativa, pelo menos em emissoras como a TV Cultura e/ou TV Brasil": o comentário é de Alfredo Morais, que atua no mercado de Informática em Campinas (SP).

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