quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

TÃO DRAMÁTICA COMO O DESMATAMENTO A DEFAUNAÇÃO PRIVA NOSSA ECOLOGIA DE QUALQUER FUTURO

defaunação já compromete ecossistemas e até a agricultura ou a qualidade de vida no país


A defaunação não tem a ver com o desaparecimento natural de espécies animais
 
 
A diminuição acelerada e drástica de espécies animais tem efeitos negativos sobre a demografia, diversidade biológica e a manutenção de ecossistemas. Esta perda global de espécies é reconhecida hoje como um problema tão grave e impactante quanto o desmatamento: do maior mamífero ao menor inseto, o desaparecimento de animais também alterará forma e função dos ecossistemas dos quais até mesmo as pessoas das cidades precisam ou dependem, na forma de equilíbrio do clima ou de ecologia ambiental. Apesar de ser da mesma dramaticidade que o desmatamento, a perda da fauna é um evento que passa despercebido. Enquanto imagens de satélite podem detectar mudanças rápidas de desmatamento, é mais difícil perceber que uma espécie animal nativa desapareceu no mato. Não se trata aqui da perda de espécies que sempre ocorreu na história da Terra, pois pode ser causada por motivos como catástrofes naturais de grande impacto ou eventos geológicos, como erupções de vulcões, terremotos ou glaciação. Conforme esclarece um texto no site O Eco, há 11,5 mil anos, no período Pleistoceno, a fauna planetária era mais abundante e diversa do que nos tempos atuais, mas, desde então, o número e a diversidade de espécies animais têm declinado: Mamutes e Tigres dentes-de-sabre estão entre espécies emblemáticas que foram extintas a partir daquela era). Mas em tempos mais atuais, a maioria das evidências científicas sugere que são os seres humanos os responsáveis  pela defaunação, provocada por atividades como destruição de habitat e de ecossistemas, através de empreendimentos, poluição, desmatamento e a caça. Para a comunidade científica, a rapidez de desaparecimento da biodiversidade sinaliza um apocalipse da ecologia ou do equilíbrio do meio ambiente natural. A velocidade de extinção de animais selvagens ou nativos é mil vezes superior ao que ocorre num processo de mudanças naturais. Estima-se que existam atualmente entre 5 e 9 milhões de espécies animais no planeta e, no atual ritmo, perde-se a cada ano algo em torno de 11 mil a 58 mil. Neste ritmo, este pode se tornar um período de extinção em massa, tal como aconteceu nas cinco grandes extinções no passado da Terra. Por aqui no Brasil, um dos países que originalmente contava com mais natureza, já existe um mapa de espécies animais ameaçadas de extinção. Declínios do número e população de espécies ocasionam um efeito cascata sobre o funcionamento dos ecossistemas, que também afetam o bem-estar humano através da perda de serviços ambientais imprescindíveis à sobrevivência das pessoas. Os animais proveem alimento, polinizam e dispersam plantas, além de ajudar a controlar pragas e doenças. Hoje o processo de polinização corre risco. Os insetos polinizam 75% da produção agrícola também em nosso país. A redução na fauna de abelhas e outros polinizadores pode reduzir a produção de alimentos. A defaunação também afeta até também a qualidade da água: por exemplo, o declínio de sapos e pererecas permite o aumento das algas e detritos que os alimentam. Isso contribui para a eutrofização de corpos d'água, que se tornam impróprios para o consumo e para a própria vida aquática. "E água limpa e abundante é tudo que precisamos para que se implante em qualquer país do mundo um desenvolvimento sustentável, com um equilíbrio estratégico entre a economia e a ecologia", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar como um alerta e uma novidade de enfoque a questão da defaunação, inimiga silenciosa da vida.


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Fontes: www.oeco.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Parece uma pauta poética mas é uma das maiores violências da atualidade.

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  2. Envie a sua informação, mensagem ou comentário sobre animais nativos em risco de extinção ou sua opinião sobre este drama paralelo ao do desmatamento.

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  3. Mande o seu e-mail para navepad@netsite.com.br ou direto para o editor de conteúdo do nosso blog padinhafranca@gmail.com

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  4. "Pretendo cursar Biologia, quem sabe na USP, e esta matéria falou muito comigo, me choca e ao mesmo tempo me motiovaa ir à luta": é a msm de Isabela Moraes, de São Paulo (SP).

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  5. "Pode ser uma poesia estes bichos aí, mas a situação é uma violência e então, violência poética, se é que é possível isso": é o comentário sobre as fotos deste post sobre a defaunação feito por Isidoro, terapeuta alternativo em Ribeirão Preto (SP).

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  6. "Eu tinha conhecido outro dia aqui mesmo a banda Dônica, muito legal e hoje, mais uma, essa Carne Doce. Curto de monte os clips desse blog sempre nos informando": é o que comenta Odair Pereira, que pretende fazer faculdade de Música na Universidade Federal da Bahia.

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  7. "Assim como o desmatamento, os agrotóxicos e outras formas de poluição, a crescente extinção de espécies da flora e da fauna estão na base do caos do ambiente e do clima que já se apresenta no país": o comentário é de Ary Sanches, de Uberaba (MG), que tem como projeto uma pós-graduação da Unesp em Assis (SP).

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