sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A INTENSIDADE DAS AGRESSÕES AO MEIO AMBIENTE LEVA À EXTREMA URGÊNCIA DE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AGORA


As principais reservas de água na região (Aquífero  Guarani) exemplificam a falta de gestão e a necessidade de mudança radical ou estrutural em toda nossa forma de viver atualmente aqui e em todos lugares do mundo



A crise hídrica, com carência de chuvas regulares, secas cada vez mais rigorosas, além da falta de abastecimento em muitas cidades, no caso das regiões norte, nordeste paulista e de grande parte do interior brasileiro, são fatos que contrastam com a inércia de autoridades governamentais ou a falta de gestão pública socioambiental. Exemplifica isso também a degradação das águas subterrâneas do Aquífero Guarani, uma dos maiores reservas de água doce do mundo. Em algumas regiões, como em Ribeirão Preto (SP), estudos apontam elevado grau de contaminação por agrotóxicos. Este tipo de contaminação afeta praticamente todas as áreas agrícolas de todo o Brasil. Até os ambientes marinhos e costeiros também estão seriamente ameaçados pela poluição, pela superexploração da pesca e por acidentes ou descargas em alto-mar, como no caso dos catastróficos vazamentos de barcos e outros acidentes com petróleo. A demanda por madeira e carvão, assim como a instalação de cultivos agrícolas, eliminou a metade da cobertura vegetal em quase todo o planeta. Para ter uma ideia, de um total de 62,2 milhões de quilômetros quadrados de florestas originais no mundo, restam apenas38,7 milhões. Só na Europa e na Ásia, quase 70% das florestas já viraram cinza. A questão da Amazônia é muito conhecida mas também crítica demais. Essa derrubada da cobertura vegetal é um dos grandes flagelos impingidos pelo homem ao meio ambiente dentro da atual estrutura econômica da vida. A necessidade de novos modelos sustentáveis, que equilibrem os recursos ecológicos com os objetivos econômicos, clama por uma nova civilização, um novo padrão de desenvolvimento, privilegiando por exemplo energias limpas e renováveis. Existe um paradoxo entre esta necessidade urgente e as exigências da atual civilização dos carros e do petróleo. Uma outra extrema dificuldade da realidade contemporânea - causada, entre outros fatores, pelo aumento populacional, pela urbanização descontrolada e pelo consumo indiscriminado -,  é o despejo de resíduos sólidos e líquidos, uma das maiores ameaças à saúde da população e ao equilíbrio do meio ambiente. O que adianta o Brasil ter um plano nacional de resíduos sólidos, se ele não sai do papel? Entre os principais problemas gerados pelo lixo estão a poluição do solo e das águas, o acúmulo de material não degradável ou tóxico e a proliferação de insetos transmissores de doença. Os lixões a céu aberto, os dejetos amontoados ao léu também colaboram para a ocorrência de enchentes, por obstruir os cursos de água, isso quando ocorrem chuvas regulares. E isso não se dá somente por aqui e em outros países em desenvolvimento. Os Estados Unidos e a China produzem cada um nada menos que 200 milhões de toneladas de lixo por ano. Os recursos destinados à despoluição não alcançam a mesma intensidade. A poluição das águas pelo lançamento de dejetos industriais e agrícolas, esgoto doméstico e resíduos sólidos, afora os problemas ambientais causa a maior parte das doenças. Compromete a qualidade das águas superficiais e subterrâneas em inúmeros pontos do planeta, não somente por aqui nos limites do Aquífero Guarani. Os rios e lagos são considerados os ambientes mais ameaçados do mundo. Sofrem, por exemplo, com o fenômeno conhecido como eutrofização: os esgotos domésticos são ricos em matéria orgânica, que sofre a ação de micro-organismos, resultando na produção de nutrientes; assim, quando esse esgoto é lançado na água, produz um excesso de nutrientes que acaba provocando o crescimento extraordinário de algas - essas, por sua vez, impedem a passagem da luz e a transferência do oxigênio atmosférico ao meio aquático. A poluição do ar, causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis nos transportes, na geração de energia elétrica (termoelétricas) e pela atividade industrial geram uma overdose atual de dióxido de carbono (CO2) - o grão-vilão do efeito estufa -, monóxido de carbono (CO) e hidrocarbonetos (HC), eles que estão entre alguns dos poluentes mais emitidos e perigosos.Indústria química, mineração, uso industrial de metais pesados. Praticamente tudo isso e extremamente nocivo ao homem e ao meio ambiente, sendo a base da economia atual.No mundo inteiro, segundo o relatório da ONU mais de 3 milhões de pessoas morrem ao ano em razão de poluição por substâncias tóxicas. E o que tem sido feito para mudar essa realidade? "Esta questão é a essencial  na atualidade aqui e em qualquer lugar do planeta, em suma, a busca para recuperar a ecologia perdida em nossa vida", é o que comenta o editor do nosso blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que fez uma análise dos principais problemas ecológicos da região, do país e do mundo  a pedido de estudantes da USP, campus de Ribeirão Preto e com base também em dados do site Planeta Sustentável. Aqui no blog, postamos agora só este resumo deste raio X socioambiental, buscando enfocar a essência dos problemas, que são em tão grande quantidade que teríamos que usar mais espaço do que existe nesta página de informação. "Passou da hora de mudar e de avançar a forma de viver do brasileiro e do ser humano, antes que seja o caos da própria vida", resumiu Padinha, que procura estimular que governos, empresas e pessoas participem de um esforço para criar o futuro, sob pena de ele não vir a existir. Nosso editor sintetizou também as várias frentes e opções de luta do movimento ecológico, científico ou tecnológico e de cidadania para se fazer mudanças e criar o futuro ou para a recuperar a ecologia da vida, algo visto por ele como o enfoque de maior importância na atualidade.



A civilização do carro precisa de mudanças radicais ou estruturais

O desmatamento e a violência socioambiental aumentaram demais

Já faz parte do dia a dia os acidentes ambientais

Fazem parte do mesmo desequilíbrio tanto as enchentes como as secas
















Fontes: www.planetasustentavel.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com



6 comentários:

  1. Uma outra atividade econômica que mostra bem a necessidade da implantação da sustentabilidade, por aqui na região, é a indústria de couros e de calçados, os curtumes usam cromo (metal pesado) e os efluentes industriais poluem as águas do nordeste paulista, está muito precário ainda o tratamento das águas industriais.

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  2. O crescimento de todas as formas de violência é outro "destaque" da atual civilização por aqui e em todas as sociedades de consumo, ou seja, em todo o planeta praticamente.

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  3. Uma das urgências para mudar e avançar esta realidade é disseminar a cultura da vida e da não-violência, a chamada ecologia humana encurta o caminho para isso.

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  4. Os primeiros passos para uma realidade sustentável, colocando no mesmo grau de importância a economia com os recursos naturais, são uma nova estrutura de energia e a recuperação do equilíbrio ecológico.

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  5. Envie seu comentário ou informação para navepad@netsite.com.br e/ou pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  6. "Acho importante demais a recuperação da ecologia perdida na vida da região, do país, do planeta, esse prá mim é o ponto crucial": é a msm que nos envia Rogério Sales, de Sertãozinho (SP), que acompanhou o contato do nosso editor com grupo de estudantes da USP de Ribeirão, que está organizando um grupo ecológico.

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