domingo, 22 de fevereiro de 2015

ALTERNATIVA PARA RECUPERAR A ECOLOGIA PERDIDA NO PAÍS COM A CRISE HÍDRICA OU O CAOS DO CLIMA

Notícia atualizada segunda, 23/2: Reflorestamento em massa,  solução para salvar bacias hidrográficas mostra agora no Rio de Janeiro esse estudo de Geohidroecologia de Ana Luíza Coelho Neto: ela focou a Floresta da Tijuca plantada por D.Pedro II há cerca de 200 anos




Izabela Vieira, da Agência Brasil, foi quem fez esta reportagem, que está sendo postada aqui em nosso blog Folha Verde News, como também no site de assuntos socioambientais EcoDebate, pela importância destas informações: "Há cerca de 5 meses, no auge da seca por aqui no nordeste paulista e em todo o sudeste, a gente defendeu um Movimento Monstro de replantio de espécies nativas erm massa em todas as áreas desmatadas ou degradadas do país e agora este estudo desta especialista não só confirma como avança essa possibilidade de encontrarmos uma solução mais sustentável para a crise hídrica ou o caos do clima", comenta o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao apresentar esta matéria que republica por aqui na íntegra, levando em conta que este webespaço se comunica direto com o movimento ecológico, científico e de cidadania. Confira a seguir a reportagem na íntegra, informação de grande valor nesse momento no Brasil.


A floresta filtra a água da chuva para o subsolo

Para preservar a água, o replantio de mudas é uma solução eficaz desde o século 19, no Rio de Janeiro. Diante da crise hídrica da época, o imperador Pedro II ordenou desapropriações na Floresta da Tijuca, onde hoje é Parque Nacional da Tijuca, devastado por plantações de café, e iniciou um amplo reflorestamento. A estratégia propiciou a recuperação natural da mata, que sofria com erosão e estava degradada, segundo a chefe do Laboratório de Geohidroecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ana Luiza Coelho Netto. “Naquela época, o solo e as rochas não conseguiam armazenar tanta água, porque sem as florestas, a água acaba escoando na superfície do terreno, não entra no solo, vai para o mar. Então, o nível de água subterrânea caiu muito, como nos dias de hoje”, lembrou a pesquisadora sobre a situação na floresta. Na época, a Corte e as comunidades em torno da Tijuca eram abastecidas por essas águas. Com as medidas do Imperador, acrescentou, sem a pressão da ocupação urbana, a área se recuperou e hoje é um dos maiores parques urbanos do país, com opções de trilhas e visitas a cachoeiras, além da abundância de água. De acordo com Ana Luiza, embora a Floresta da Tijuca não tenha condições de abastecer toda a população carioca, de mais de 6 milhões de habitantes, cumpre um papel importante no clima e na recarga dos lençóis freáticos. "A floresta ajuda a água da chuva a se infiltrar no solo e lança no ar. Ela bebe 20% da água da chuva e o resto devolve por meio das raízes". Diante de uma das maiores estiagens no estado, que baixou o nível dos reservatórios, a professora diz que a criação de corredores ecológicos – que facilitam o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e aumento da cobertura vegetal – são fundamentais para a sustentabilidade das matas. Ela defende, ainda, a execução de projetos de reflorestamento comunitário, que podem empregar moradores de áreas em talude – plano de terreno inclinado que tem como função dar estabilidade a um aterro. Para evitar a crise de desabastecimento, a Prefeitura do Rio de Janeiro criou um grupo de trabalho, que não descarta medidas para economia de água e energia, como o racionamento. Deveria de imediato atender o que diz Ana Luíz Coelho Neto, da UFRG, ou o que fez no século 19 D. Pedro II, pioneiro então do movimento ecológico.


As mudas de espécies nativas são fundamentais para recuperar a ecologia perdida

Bolas de sementes com argila são hoje um método eficaz de replantio



Em áreas com muitas árvores a seca foi menos dramática por aqui...
 
...onde o caos do clima foi o maior em 100 anos


Urgente o reflorestmento nativo em massa e revitalização de nossas águas

Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Parece muito simples mas se trata realmente de uma solução sustentável e extraordinária, não resolvem somente multas, racionamento, punições, mas ações diretas para recuperar a ecologia de nossas águas.

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  2. O estudo e as conclusões desta geóloga da UFRJ nos dão o argumento para retomar com mais força o Movimento Monstro, ou seja, a luta pelo replantio em massa de espécies nativas em áreas secas, desmatadas, degradadas, erodidas, danificadas por poluição etc. A luta precisa se intensificar a partir desta informações de ponta, de geohidroecologia.

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  3. Cumprimentamos aqui o trabalho desta geóloga e vamos divulgá-lo também no Facebook e nos contatos com lideranças do movimento ambientalista, científico e cultural.

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  4. Mande vc tb a sua informação, comentário, opinião ou msm aqui para navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Bom sabe que D.Pedro foi um ecologista, 200 anos depois tem muita autoridade política aí que só vê a natureza como business e esta é uma das razões do caos do clima e da água": o comentário nos foi enviado por Araújo, técnico agrícola que cursará Engenharia Florestal na Unesp.

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  6. "Chega um ponto em que o povo do mato, os mateiros e os cientistas, os ecologistas falam a mesma língua, esse é um caso desse tipo": é a msm que nos enviou Moreira, que pesquisou raizeiros de Minas Gerais para um trabalho da UFMG em BH.

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  7. "Mateiros e D.Pedro II há uns 200 anos fizeram lá na Tijucao que as autoridades políticas hoje deixam de fazer": o comentário é de Leonor Morais, do Rio de Janeiro.

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  8. "Interessante este blog postar uma foto de bola de semente neste post discutindo reflorestamento nativo, porque realmente o método de se encapsular sementes de árvores, chamado de Nendo Dango e que foi desenvolvido com sucesso por Masanobu Fukuoka é mesmo uma boa opção para um plantio em massa em áreas desmatadas": quem comenta é o engenheiro agrônomo J. Ferreira, que atua no interior do Paraná: "Já sabemos o que e como precisa ser feito, mas os governos farão esta recuperação da ecologia?"...

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