sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ARGENTINA NÃO VENCEU OSCAR DE FILME ESTRANGEIRO NEM BRASIL GANHOU COMO MELHOR DOCUMENTÁRIO


Notícia atualizada segunda, 23: Em resumo, Birdman melhor filme/roteiro/diretor (do mexicano Iñárrito): Oscar de filme estrangeiro foi do polonês Ida, melhor documentário, Citzenfour (sobre Edward Sowden)



Bird é um divertido filme de humor negro que critica a realidade

O cineasta mexicano Alessandro Gonzáles Iñárritu foi o principal premiado



O Sal da Terra, co-dirigido pelo alemão Wim Wenders e focalizando o fotógrafo e ecologista Sebastião Salgado, do Brasil, perdeu como Melhor Documentário para a luta de Snowden pela liberdade de informação na Internet: melhor filme estrangeiro do Oscar foi Ida (Polônia) e o argentino Relatos Selvagens foi muito elogiado mas não ganhou prêmio nenhum. Ruim pro cinema da América do Sul, mas na edição de 2015 o Oscar destacou muitos filmes independentes (os chamados indies), algo positivo para o futuro da arte cinematográfica nos USA e em todo o planeta.



Aqui, o que se dizia antes de se definir a premiação neste domingo em Hollywood
A Agência Brasil informa detalhes sobre o sucesso em Buenos Aires e em todo aquele país do filme argentino Relatos Selvagens, dirigido por Damian Szifron e escolhido para disputar o Oscar 2015 de melhor filme em língua estrangeira (não inglesa), o maior representante da América Latina neste evento mundial. Os prêmios da Academia de Cinema dos Estados Unidos serão entregues nesse domingo 22 de fevereiro em Los Angeles no Dolby Theatre. Muitos dos analistas de cinema e da sociedade de consumo, o chamado american way of life, cada vez mais criticam os filmes tipo Oscar, em geral, produções mais comerciais mesmo do que arte cinematográfica. Porém, toda edição deste prêmio de alcance internacional e com espaço na mídia do mundo inteiro, sempre tem algum filme que chama a atenção por ser diferente da maioria, este é o caso de Relatos Selvagens, que por causa deste detalhe poderá até ser bem sucedido na festa de Hollywood que agora em 2015 será desta vez apresentada pela cantora Jennifer Lopez e por um ator muito famoso no States, devido a uma série de TV, Neil Patrik Harris. A festa hollywoodiana será transmitida mais uma vez ao vivo via redes de TV para mais de 200 países de todas as regiões do planeta. Inclusive, aqui para o Brasil nesse domingo.

Muitos críticos de cinema questionam o Oscar mas a sua força de comunicação é monstruosa

Oscar vs Brasil?...

Não será ainda desta vez que o cinema brasileiro poderá ter um espaço nesse evento e o pior, é que o Brasil inteiro possivelmente poderá assistir o sucesso de uma produção do  país rival, a Argentina. Aliás, o Brasil só não foi totalmente barrado na festa do cinema porque vai concorrer na categoria documentários, através de uma coprodução internacional O Sal da Terra, dirigido pelo consagrado cineasta europeu Wim Wenders e enfocando o trabalho cultural e a vida do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que também é um ecologista. Muitas de suas fotos enfocam temas do meio ambiente. O filho deste renomado fotografo brasileiro, Juliano Ribeiro Salgado, também participa como codiretor, lado a lado com Wenders. A parceria Europa-Brasil costuma dar certo e já rendeu muitos prêmios a filmes de nosso país, especialmente na época do Cinema Novo. De repente, esta produção ganha como Melhor Documentário, algo que seria um avanço tanto para o cinema brasileiro como para a luta ambientalista, neste filme que tem por tema as imagens de Sebastião Salgado. A agência de notícias Reuters chega a colocar O Sal da Terra como um dos favoritos nesta categoria do Oscar 2015 e o chama de "um filme sobre imagens". Mas o destaque da América do Sul é mesmo o loga-metragem argentino, que tem um quê dos filmes de arte europeus, reunindo seis relatos curtos, nos quais os personagens reagem de forma violenta a determinados acontecimentos. Em uma das estórias, o Ricardo Darin, um dos principais atores da atualidade na Argentina, faz o papel de um especialista em demolição, cujo carro é rebocado numa rua por estar mal estacionado. A partir daí, a situação dele vai de mal a pior, o que o leva a radicalizar de forma drástica e dramática. Darín foi quem também  protagonizou O Segredo de seus Olhos, de Juan José Campanella, que foi o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. Mas uma outra realização argentina já havia sido premiada com o Oscar em 1986, com A Historia Oficial, de Luis Puenzo. O cineasta argentino Hector Babenco filmou no Brasil Mulher Aranha e foi indicado mas não recebeu nenhum prêmio em Holywood no final da década de 80. Enfim, a Argentina parece ter mais sorte ou tradição com o Oscar do que o Brasil. Só um pormenor da maior importância precisa ser acrescentado: Relatos Selvagens competirá com os filmes Tangerines, de Zaza Urushadze, da Estônia; Timbuktu, de Abderrahmane Sissako, da Mauritânia; Ida, de Pawel Pawlikowski, da Polônia; e Leviathan, de Andrey Zvyagintsev, da Rússia, todos concorrendo a melhor produção estranmgeira. Algo que o estilo hollywoodiano valoriza muito também destaca o filme de Damian Szifron: estima-se que a força do Relatos Selvagens é também bilheteria, ele já foi assistido por 3,4 milhões de pessoas desde sua estreia e isso só na Argentina. Com a sua indicação a um Oscar, salas de cinema de todo o mundo estão programando a sua exibição, também dentro do circuito dos Estados Unidos, onde já começa a atrair público e críticas favoráveis justamente por ser diferente do cinema de Hollywood.


Wim Wenders com Sebastião Salgado no documentário O Sal da Terra

Uma das cenas da produção da Argentina que concorre a melhor filme estrangeiro



O filme argentino Relatos Selvagens tem alguma chance de se destacar no Oscar 2015







Os filmes Grande Hotel Budapeste e Birdman disputam as principais estatuetas com A Inesperada Virtude da Ignorância

Fontes:  Agência Brasil
              Reuters
              www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Já recebemos três mensagens aqui de documentaristas e de cineastas brasileiros, logo estaremos postando em nossos comentários.

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  2. A gente considera importante o Oscar, como diversão e como mercado, mas com certeza vemos como mais válido ainda as crítica ao excesso de comercialismo dos filmes holywwodianos, se bem que muito bem realizados.

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  3. A força de "Relatos Selvagens", o filme argentino concorrendo ao Oscar de melhor produção estrangeira, bem como de "O Sal da Terra", documentário que será mostrado como realização brasileira (embora tenha um codiretor europeu), em ambos os caos, o destaque está na diferença de estilo, o cinema da Argentina e o Brasil têm um outro padrão, que se aproxima mais dos filmes de arte da Europa, hoje, lá mesmo, em decadência.

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  4. "A discussão indústria cultural ou arte é interminável e um tabu cult mas não podemos perder esta chance de marcar esta diferença a bem do cinema latinoamericano. No mais, tudo favorece a técnica, a realização e o produto do cinema made in USA": o comentário é de José dos Santos, que faz Comunicação na Unesp em Bauru (SP).

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  5. Você gostaria de ver um filme brasileiro concorrendo ao Oscar? Acha que isso acontecerá? Ou as produções brasileiras são boicotadas por Hollywood, desde as lutas com o Cinema Novo de Glauber Rocha e companhia? Mande a sua opinião para navepad@netsite.com. br e/ou direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "Curti o enfoque desta matéria aqui sobre o Oscar, sinto que esse tipo de informação faz falta na grande mídia nacional que só reproduz o que chega pelos releases de Hollywood": o comentário (que agradecemos) nos foi enviado por Araújo, que estuda na ECA da USP em São Paulo.

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  7. "Eu já penso o contrário, pelo fato se der diferente do cinema tipo Hollywood nem o documentário sobre o brasileiro nem o filme da Argentina têm chances de Oscar, de toda forma, este texto coloca bem esse dilema": o comentário é de Leonor Sanches, que é de Barcelona e vive atualmente em Ribeirão Preto (SP), atuando com Informática.

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  8. "Oi, Padinha e equipe do blog, acabei de ver que o longa brasileiro "Orfeu de Carnaval" gannhou nos anos sessenta o Oscar de melhor filme estrangeiro, baseado em texto e poema de Vinicius de Morais. Este Oscar serviu depois para impulsionar a Bossa Nova, quer Vinicius, Tom Jobin e João Gilberto foram divulgar nos States, com apoio de Frank Sinatra": são as informações de Leonor Pereira, que hoje vive no Mato Grosso e já atuou em TV no Rio e em São Paulo.

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  9. "Sal da Terra não é um documentário franco-brasileiro. No inicio tinha noticia que era só francês. Acho que não podemos considerar esse filme brasileiro. Ou podemos? Orfeu do Carnaval já ganhou um oscar. Passado no Brasil com atores brasileiros, mas direção francesa. Orfeu não é considerado um filme brasileiro legitimo. como este também não. Tem a mão do grande cineasta alemão Wim Wenders. Se ganhar a Alemanha vai comemorar, a França vai comemorar e o Brasil vai comemorar. Se o argentino ganhar, só a Argentina vai comemorar. E não é o primeiro oscar deles. Ainda estamos devendo": é o comentário que recebemos via Facebook do cineasta e criador de efeitos especiais em SP e no Rio, Clóvis Vieira, com considerações da hora.

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  10. "Aumenta a força do cinema mais autoral, mais independente, que tem a ver com os filmes de arte que predominam na Europa, em pleno Oscar. São os casos de BiurdMan, Relatos Selvagens, Sal da Terra, o Oscar está mudando porque atores, atrizes, diretores, roteiristas, técnicos também se atualizam e renegam as megaproduções mais comerciais em troca de realizações mais culturais": a opinião é de Marcos Brink, executivo de multinacional, que estuda cinema por hobby e vive em São Paulo, ele diz ter visto com interesse o post deste blog. A gente agradece, tomara que Marcos esteja certo na sua informação.

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