quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CAPTAÇÕES IRREGULARES AUMENTAM A CRISE HÍDRICA E NÃO SOMENTE NA REGIÃO DE CAMPINAS

                                                       GATOS DE RIO 

 

Ministério Público apura desvio de água do rio Atibaia para a Coca-Cola em Jundiaí mas até agora apenas pequenos produtores rurais vem sendo investigados por uso irregular de água

 


Charge ironiza a situação dos Gatos de Rio e  captação irregular de águas


Segundo informa Paula Sperb, o Ministério Público de Campinas (a 93 km de São Paulo) investiga um suposto desvio de água do rio Atibaia para utilização na fábrica da Coca-Cola, em Jundiaí (a 48 km de São Paulo). O uso da água "bruta", como é chamada antes de passar por tratamento, descumpre as normas da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia). O inquérito instaurado pelo promotor Rodrigo Sanches Garcia, do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), se baseia em informações de um relatório publicado no site do Instituto Coca-Cola sobre economia de água. O documento da empresa afirma claramente que a "planta de Jundiaí é abastecida por água bruta captada pelo DAE [Departamento de Água e Esgoto], tendo o rio Jundiaí-Mirim como a sua principal fonte de captação, oferecendo uma vazão média de 500 l/s". A água do rio Atibaia desemboca no rio Jundiaí-Mirim desde 1975.. O rio Atibaia também é responsável por 95% do abastecimento de Campinas, segundo o promotor responsável pelo inquérito, e o volume de captação da cidade está abaixo do normal. "Em uma época de estiagem, isso pode implicar na falta de água para mais de um milhão de pessoas em Campinas. Pode ser a diferença exata que Campinas tem que captar", diz o promotor, referindo-se ao suposto volume desviado para a fábrica do refrigerante. O DAE de Jundiaí nega que a água bruta do rio Atibaia esteja sendo desviada para abastecer a fábrica da Coca-Cola. Segundo o departamento, a vazão de 500 litros por segundo do rio, mencionada no documento da Coca-Cola, "está equivocada e não representa a realidade". O número equivale a quase a metade da vazão necessária para abastecer todo o município de Jundiaí, segundo o inquérito da Promotoria. Em nota, a Prefeitura de Jundiaí, maior acionista do DAE, informa que a água fornecida à empresa é tratada, mas não é potável. "Ressaltamos que, apesar da crise hídrica das cidades da região, Jundiaí tem conseguido manter o fornecimento de água normal, sem medidas reguladoras", afirma ainda a nota do departamento estadual de água. A Promotoria abriu o inquérito civil após constatar uma contradição entre o documento da Coca-Cola, que afirma usar água bruta do rio, e o DAE, que negou a informação. "A captação é para abastecimento público. O DAE não pode fornecer água bruta ou está descumprindo a outorga, a autorização do DAEE para uso dos recursos hídricos", setencia o promotor. A Coca-Cola ainda não se manifestou sobre este problema. Por sua vez, dentro deste mesmo contexto, a Prefeitura de Campinas está pedindo o reforço da fiscalização do DAEE em pontos irregulares de captação de água do Rio Atibaia. O Secretário Estadual de Recursos Hídricos, Benedito Bragas e o Superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica, que é o Ricardo Borsari, ambos ainda não se manifestaram  "Em várias regiões do estado, não só em Campinas, tem havido captação sem outorga e retirada de água acima do permitido, para exemplificar a situação, no  Atibaia há 61 pontos de captação, 41 deles, irregulares e este rio é responsável por cerca de 95% do abastecimento dessa cidade", comenta o editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania  Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Aqui e ali têm surgido vez por outra informações de que pequenos e médios produtores rurais estão sendo advertidos e processados por uso não autorizado de água de rios, em vários pontos do estado, para irrigar hortas ou plantações, mas nenhuma notícia sobre fiscalização ou punição de grandes empresas pelo mesmo motivo", alerta ainda o nosso editor, diante de denúncias de captações irregulares de multinacionais como da Danone para sua água mineral e da Coca-Cola em plena crise hídrica de todo o Sudeste do Brasil. 

Chegaram ao MP denúncias de que a empresa Danone está captando irregularmente água na reserva da Serra do Japi

Segue a investigação sobre a água que abastece a fábrica da Coca em Jundiaí

Técnicos do DAE pesquisam e dirigentes negam irregularidades

Em vários pontos têm se verificado captações irregulares ou não autorizadas

Por enquanto só pequenos produtores rurais e consumidores têm sido citados....


Fontes: www.diariosp.com.br
             folhapress
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. O inquérito instaurado pelo MP através do promotor Rodrigo Sanches Garcia, do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), é o primeiro que a gente tem notícia aqui no nosso blog, sendo de grande importância socioambiental e do interesse dos consumidores de água.

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  2. O MP e parte da mídia de Campinas (SP) têm razão, não basta só investigar a captação irregular de águas de rios somente de pequenos produtores rurais (irrigando hortas ou plantações), é fundamental que se levante a situação de grandes empresas multis como a Coca Cola e a Danone (em sua marca de água) que estariam irregulares por ali.

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  3. Mandeo o seu comentário, opinião ou msm para o nosso blog através do navepad@netsite.com.br e/ou envie diretamente para o e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Uma vergonha essa questão de gatos feitos por empresas e ainda mais por multinacionais de água mineral e de refrigerantes, os consumidores aguardam providências e agradecem o Ministério Público": é a msm que nos mandou Mariana Mendes, de Ribeirão Preto (SP), onde atua como representante de produtos de informática.

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  5. Recebemos aqui na redação do blog e-mails e logo estaremos postando os comentários que nos chegaram, aguarde e mande vc tb a sua opinião.

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  6. "A população desde o pico da crise faz o mais esforço prá poupar água e aí vem notícias como esta da investigação do Gaema, um grande absurdo estas grandes empresas deveriam ter as sua atividades paralizadas até regularizem a captação de água": o comentário é de José Alencar, que faz Administração na FMU em SP e diz que "quando o povo ficar sabendo disso vai ficar revoltado demais".

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  7. "Por que a grande mídia não dá destaque a estas notícias? E outra pergunta, por que a gente não boicote a Coca-Cola, os produtos da Danone e de todas as empresas que fazem captações irregulares de água?O consumudor precisa reagir": o comentário é de Anamaria Sanches, atuando como executiva de empresa de telefonia na região de Piracicaba (SP): "Fiquei sabendo disso só agora por este blog, as TVs e jornais por aqui não noticiaram nada".

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