quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

FALTA DE PASSAGEM PARA ANIMAIS EM RODOVIAS QUE CORTAM MATAS CAUSA RECORD DE MORTES VIOLENTAS

Para exemplificar a matança: só num trecho da SP-255, 110 animais são atropelados por mês e apenas na divisa entre SP e Minas Gerais há uma média de 20 atropelamentos por dia


Eu já havia visto que Fernanda Delbargo Abra fez um estudo no Instituto de Biociências da USP, com base no que acontecia em Brotas (SP), onde ainda tem muitas matas e então muitas mortes de animais nativos nas estradas sem nenhuma estrutura de proteção  e de passagem para os bichos: agora no site O Eco há outra intervenção desta bióloga, bem como mais informações sobre os Direitos dos Animais em portais como o visaosocioambiental, ecologistas têm levantado muito este problema de engenharia, de falta de gestão ambiental e da rotina violenta nas estradas brasileiras, em especial por aqui no interior do Brasil, o que é uma luta de muitos anos da UIPA. 

São poucas as rodovias que têm pelo menos um alerta sobre animais que cruzam as estradas

Passagens mais comuns em estradas de menor tráfego no interior

A violência se repente em mais de 100 caos por dia em todo o Brasil

Sejam estruturas atuais ou velhas passagens ajudarão a diminuir este índice

Ainda hoje o ecologista carioca Guida postou esta foto feita na região da serra fluminense



Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Unesp e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) constatou que,  em média, 110 atropelamentos de animais silvestres são registrados por mês no trecho entre Brotas e São Carlos, da Rodovia Antônio Machado Sant’Ana (SP-255). A pesquisa mapeou a mortalidade nas rodovias que cortam matas nativas e mostrou que certas medidas, como cerca guia para os animais irem por passagens subterrâneas, quando estas existem, poderiam evitar os acidentes. Apesar dos avisos de animais selvagens nas pistas, nem sempre é possível evitar o atropelamento. O G1 por sua vez tem advertido que várias espécies como a Jaguatirica, o Tamanduá e o Veado são vítimas em várias rodovias paulistas e brasileiras. Um levantamento feito em rodovias da região central do Estado de São Paulo mostra que são frequentes  atropelamentos de animais. Apenas na SP-255, cerca de 70 mamíferos morrem por mês, imagine se somarmos todas as rodovias que cruzam regiões  com algumas matas ainda, argumenta  biólogo da UFSCar Giordano Ciocheti participou da pesquisa. “O que pode causar a extinção desses animais aqui provavelmente são os atropelamentos. Para se ter uma ideia, um atropelamento de Jaguatirica,  todo mês tem aqui, acaba com 3,3% da população da espécie. Então, em pouco tempo, uma população poderia ser extinta na região".


Cerca guia direciona os animais até passagens
subterrâneas na pista (Foto: Ely Venâncio / EPTV)



Para diminuir o impacto ambiental e o risco de atropelamentos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem exigido das concessionárias que administram rodovias algumas medidas ao menos de proteção. Mas isso ainda não é a relidade em geral. Há varias alternativas de se criar estrutura de proteção, passagens subterrâneas ou suspensas para os bichos. Os pesquisadores posicionaram câmeras que filmam no escuro e registraram os benefícios da cerca. Nas imagens, é possível ver que alguns conseguem se livrar do risco de acidentes. A  Capivara, por exemplo,  que mostramos nesta imagem aqui acompanha os filhotes na travessia. O Veado catinguero, ameaçado de extinção, e um Lagarto também atravessam a pista por baixo. “Essa é ideal para animais de médio porte e que são terrestres, que não utilizam água para se deslocar”, afirmou  o biólogo Ciocheti. Mas na mesma rodovia SP-255, ele mesmo  encontrou o que é mais comum, um exemplo de acesso mal feito. “A passagem inteira está tomada pela água. Então os animais que não andam nessas áreas que tenha água não conseguem atravessar. Desse jeito, um Lobo, uma Jaguatirica ou uma Onça parda vão preferir sair da passagem e atravessar por cima da estrada, aumentando o número de atropelamentos”, ressaltou o pesquisador. Quando a gente estava postando estas informações, veio a notícia de que um Guaximim, também é conhecido em outras regiões como Mão-Pelada, foi encaminhado pela Polícia Ambiental para o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Projeto Cereias), em Aracruz, no Norte do estado do Espirito Santo. O animal foi encontrado atropelado na BR-262, por uma condutora que seguia de Ibatiba, na região Sul do estado, para Vitória, mais uma entre centenas de ocorrências deste tipo todos os dias e noites.



Guaxinim foi encaminhado ao projeto Cereias.
(Foto: Assessoria de Comunicação/PMES)



A Polícia Ambiental informou neste caso que o mamífero sofre ameaças com a perda do habitat natural devido aos desmatamentos e à poluição, que causam a escassez da comida, e por isso se aventura à atravessar rodovias. O capitão Roberto Martins, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental,  que a atitude da mulher que recolheu o animal ferido demonstra que muita gente já tem consciência ambiental. Na BR-262 e em todas as rodovias do estado e do país, além dos silvestres, os animais tutelados também correm riscos nas estradas: cavalos, cabras e até mesmo vacas são mortos, todos os dias, por cauda da irresponsabilidade de fazendeiros, causando acidentes graves que muitas vezes têm vitimas humanas também. Enfim, pelo direito à vida dos animais, em defesa da última ecologia de nosso país e para uma maior segurança nas estrada é urgente implantar estrutura contemporâneas de proteção e de passagem para animais, em especial, nas rodovias que cruzam reservas e matas, como é o caso também de atropelamentos e mortes de fauna selvagem nas proximidades do Rio Grande, na divisa entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro onde estamos neste momento. 

Fontes:  www.oeco.com.br
              G1
              Anda
              www.visaosocioambiewntal.com.br
              www.folhaverdenews.com



5 comentários:

  1. Seja a ANDA, seja a UIPA, sejam sites ambientalistas ou alertas de policiais rodoviários de ecologistas, este problema precisa de uma solução urgente pela sua gravidade.

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  2. Com o aumento agora mais intenso do turismo ecológico, em muitas das rodovias do interior do país, este problema infelizmente aumentou muito e precisa ser feito um mapa atualizado desta violência e em especial uma gestão pública deste problema que é ambiental e de engenharia,

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  3. Mande você também o seu comentario ou mensagem aqui para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor: padinhafranca@gmail.com

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  4. "A violência de várias formas, atropelamentos também, contra animais de todos os tipo mostra como é desumana a atualidade do país, como são urgentes mudanças em nossa vida, para ela ser mesmo humana", é a msm de Valdivino Franco, técnico agrícola e ecologista no Nordeste Paulista que há anos vem advertindo sobre este problema autoridades e população.

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  5. "Estas passagens ou outras alternativas de proteção da fauna junto a rodovias em regiões com muitas matas deveria ser uma urgência na gestão dos governos, mas na realidade apenas os ambientalistas cobram as medidas, a mídia deveria cair de pau": a opinião é de Reginaldo Paula, que estuda na Unicamp e pretende se especializar em Engenharia Ambiental.

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