terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

NESTA QUARTA-FEIRA DE CINZAS NO LARGO DO MACHADO BLOCO DAS MULHERES RODADAS SAMBA E LUTA DIANTE DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


No Rio ontem e hoje mulheres sambam em blocos que além da farra critica a realidade violenta no país contra a mulher dentro de uma campanha da ONU

 

No bloco das Carmelitas farra e conteúdo social...
...uma luta de valor no dia a dia da mulher diante da violência da realidade

A programação para ontem foi cumprida, arrastou milhares de foliões e folionas, segundo nos informa Isabel Clavelin, do movimento ONU Mulheres Brasil, ontem na Ladeira Santa Tereza com o Bloco Carmelitas e hoje já na Quarta-Feira de Cinzas, será a vez do bloco das Mulheres Rodadas no Largo do Machado no centro do Rio de Janeiro. As duas farras têm um sentido de alerta dentro da campanha que a Organização das Nações Unidas para mudar a situação de violência contra a mulher aqui no país. Esta campanha foi levada também no desfile das Escolas de Samba, tanto na Marquês de Sapucaí como agora no bairro Santa Tereza, o mais boêmio e mais carioca do Rio, como amanhã no encerramento da festa no centrão, o slogan é bem carnavalesco mas da mesma forma significativo em termos de busca duma nova realidade: Nesse Carnaval perca a vergonha mas não perca o respeito. 

 

ONU Mulheres
...o povão é abordado pelas folionas com esta ventarolas com o slogan do movimento




De uma forma criativa, o material recomenda que as mulheres que vivenciarem ou as pessoas que presenciarem algum tipo de agressão, intimidação ou violência podem buscar orientação pelo telefone gratuito Ligue 180, o disque-denúncia da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). O fluxograma foi nestes dias fixado em cerca de 5 mil ônibus da frota carioca, abordando cantadas sugestivas e os limites que as investidas têm de respeitar. No Rio, o aeroporto Santos Dumont tem 10 placas da campanha além de exibição dos vídeos da mesma maneira curiosos e expressivos “Ter pegada não é faltar com respeito” e “Chega melhor, quem chega direito” nos metrôs, com apoio pro bono da DMS. No carnaval do Rio de Janeiro, a campanha conta com a parceria da Estação Primeira de Mangueira, do Sebastiana (Associação Independente dos Blocos da Zona Sul), bem como do bloco das Mulheres Rodadas. A campanha que estamos postando aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News pela sua importância também está no circuito nacional: cartazes no mobiliário urbano (paradas de ônibus) de Brasília e Curitiba; outdoors em Salvador; aeroportos do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo e no circuito de TV em ônibus do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre; metrôs de São Paulo, Porto Alegre e Brasília; supermercados e prédios comerciais de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, João Pessoa, Recife, Natal, Vitória, Goiânia, Maceió, Porto Alegre, São Luis, Fortaleza, Sorocaba, Campinas, Jundiaí, Indaiatuba, São José do Rio Preto, Valinhos, Campos dos Goytacazes, Macaé e por aqui na região nordeste paulista, em Ribeirão Preto: "Estamos também divulgando esta campanha pela sua importância social e também pelo bom humor, típico do melhor clima de carnaval que a gente busca e nem sempre encontra por aí", comenta aqui na edição do nosso blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que recebeu por e-mail a informação dos eventos de hoje e de amanhã, bem como desta campanha da ONU. Na Internet, a campanha dissemina a mensagem por meio também de duas animações em vídeo e nas redes sociais, estão sendo distribuídos cards no Facebook da ONU Mulheres Brasil (facebook.com/onumulheresbrasil) e parceiros, bem como também no Instagram, por meio do Instamission e do Instagram do Bem, para que cada usuária e cada usuário conte como está rolando a paquera no carnaval através da hashtag #naopercaorespeito. Com criação e planejamento de mídia pro bono da Propeg Comunicação SA, a campanha é uma realização da ONU Mulheres em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ), do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), da OPAS/OMS (Organização Pan-americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde) e de forma institucional da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro. Com ação voltada ao carnaval 2015, a ONU Mulheres está realizando outras duas iniciativas no marco da campanha global Pequim+20 e “Empoderar Mulheres.Empoderar a Humanidade. Imagine!” em favor da igualdade de gênero. É nesse universo de luta por mudanças na realidade que se inserem a oportuna campanha “Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito”, que pode até parecer um show de humorismo mas na realidade é assinada pelas Nações Unidas com o apoio da SPM-PR e SPM-Rio, para nesse momento de mobilização brasileira conscientizar a população sobre os direitos das mulheres, os serviços de apoio em situações de violência, o estímulo ao sexo seguro e a construção de uma nova realidade socioambiental e cultural mais avançada. A segunda iniciativa é a parceria com a escola verde e rosa carioca, que estabeleceu 2015 como o Ano das Mulheres na Mangueira para homenagear a trajetória de brasileiras e mangueirenses. Dentre os encaminhamentos políticos internacionais, de 9 a 20 de março, acontecerá, em Nova Iorque, a 59ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher com foco em Pequim+20. O encontro tem como finalidade obter compromissos concretos dos Estados-membros da ONU para com a igualdade de gênero e um maior poder das mulheres na realidade ainda machista do planeta, não só do Brasil. 



A idéia é a farra do Carnaval como um fórum da luta das mulheres hoje


Fontes: www.onu.org.br - www.onumulheres.org.br - www.folhaverdenews.com 

    

8 comentários:

  1. Fazer da farra carnavalesca um veículo também para um humor crítico e até para a luta socioambiental diante da violência contra a mulher, em todo o país, hoje, é o destaque do Carnaval 2015 aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania.

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  2. Essa luta faz o Carnaval valer mais do que somente o ritual de alegria, de consumo e de sexismo: usa a festa para popularizar a busca de uma realidade menos violenta para a mulher e toda a população.

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  3. A gente posta aqui este evento e esta campanha como também uma forma de homenagear a iniciativa da ONU e dos movimento das mulheres, que faz parte da busca pela ecologia humana e pelos direitos de cidadania da mulher.

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  4. Mande você também a sua mensagem sobre este post, sobre este conteúdo e também algo que você queira expressar sobre o carnaval: envie para navepad@netsite.com. br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Eu tinha visto um post no Facebook da campanha ONUMulheresBrasil e agora, com mais informações, entendo melhor o que tá rolando, prá essa luta dou o maiorrrr apoio, mesmo eu sendo homem, se bem que não seja machista": a msm é de Aparício Leon, de Ribeirão Preto (SP), que atua no setor editorial.

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  6. "Por aqui no interior, que é um mundo bem mais machista e conservador do que o Rio, essa campanha tem tudo a ver com o que precisamos mudar": o comentário é de Larissa, que estuda Psicologia na UNESP de Assis (SP).

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  7. "Muito criativo e expressivo o slogan desse movimento "Perca a vergonha mas não o respeito". Faz a gente pensar e entender melhor a nossa realidade": a opinião é de Valdir Del Rios que dá consultoria ambiental para empresas na Grande São Paulo.

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  8. "Muitos homens estão participando deste nosso movimento, eles estão reconhecendo o sentido da nossa luta, importante para diminuir os índices altos demais da violência, não só contra as mulheres e além do mais, se divertindo com o nosso carnaval bem crítico, bem no estilo carioca que não pode acabar": é a msm que nos enviou ontem de madrugada Irani Alves, contabilista em Niterói (RJ), participando do bloco Carmelitas, nos enviando fotos tiradas com celular. Um abraço, é nesse sentido também que apoiamos esta iniciativa da ONU e das mulheres do Rio de Janeiro.

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