terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

JURISTA ANALISA REALIDADE DE CRIANÇAS POBRES QUE DEPOIS VÊM A FORMAR A GERAÇÃO ROLEZINHO


O extermínio de crianças no Brasil: não é uma mensagem para chocar mas para mudar


Coordenador no Rio de Janeiro da Associação Juízes para a Democracia, o desembargador do Tribunal de Justiça Siro Darlan escreveu este texto que tem a ver com o conteúdo do nosso post de ontem, aqui neste blog, da Geração Rolezinho: o artigo do Dr. Siro Darlan foi um dos mais acessados nestes dias no site JB, confira a seguir na íntegra, que vale a informação humanitária e de cidadania", como assinala e recomenda o nosso editor do Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha.



"42 mil crianças e jovens pobres podem ser exterminados até 2019 se continuar tal como está" (Siro Darlan)


Uma parcela de brasileiros e de brasileiras que ao que parece nasceram para ser eliminados...

"Uma das mais avançadas Universidades do mundo, Harvard, concluiu que crianças negligenciadas em abrigos apresentam problemas de desenvolvimento no cérebro, o que leva até à redução da capacidade linguística e mental. Segundo a pesquisa o cuidado infantil não se resume apenas em “trocar fraldas” ou “alimentar” as crianças. O desenvolvimento cerebral de bebês e crianças pequenas depende de estímulos de seus pais ou cuidadores. Quando são abandonadas e lhes falta o estímulo afetivo, este desenvolvimento é prejudicado. No Brasil há, segundo o CNJ, 80 mil crianças estão  abandonadas em abrigos que não são fiscalizados. Na adolescência, algumas dessas crianças abandonadas praticam infrações para sobreviver sem suas famílias. Logo são apreendidas e jogadas nas instituições totalitárias pela Justiça, para, em tese serem ressocializadas. Quanta ironia, se nunca foram sequer socializadas! Esses jovens, ao contrário do que acontece com os adultos, não passam por exames de sanidade mental para saber se têm capacidade cognitiva para serem “punidas” como autores de atos infracionais. Os profissionais de saúde mental desconhecem e abandonam a sua própria sorte, ou azar, essa parcela de brasileiros, que nasceram parece para serem eliminados.
Era o que faltava. Mas não falta mais. Pesquisa do próprio Governo Federal, da UNICEF e do Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ) aponta que de 2013 a 2019 a sociedade brasileira terá assassinado 42 mil jovens. Entre eles, 2,96 vezes maior é o número de jovens negros que os brancos e 11,92 maior o número de jovens do sexo masculino, se comparado ao das mulheres negras. Nem o regime fascista alemão, que muitos policiais apregoam livremente como ideário de suas corporações, foi tão eficaz no quesito extermínio dos indesejáveis. Para alcançar esse desiderato, o governo municipal contribui com sua costumeira negligência mantendo crianças e adolescentes abandonados em suas pocilgas que insistem em chamar de abrigos e mantém absolutamente inoperantes os 17 Conselhos Tutelares no Rio, onde a necessidade aponta para 66 Conselhos Tutelares com equipes técnicas e equipamentos para a proteção integral da infância. O Governo do Estado dá sua contribuição também fechando os poucos Centros Sociais existentes, treinando sua polícia para cassar crianças e proibir que acessem áreas de lazer público e mantendo em funcionamento Casas Permanentes de Torturas destinada a transformar jovens carentes de respeito aos seus direitos fundamentais em perigosos e bem treinados marginais revoltados com a falta de respeito à dignidade da pessoa humana nas instalações do governo estadual. E na realidade do Rio e do país". (Siro Darlam)



Até chegar a este ponto da realidade....

...algo precisa ser feito para salvar toda uma geração de brasileiros e brasileiras


Fontes: www.jb.com.br
             folhaverdenews.com


6 comentários:

  1. Abrir espaços culturais, sociais e esportivos para crianças e jovens pobres e à margem da realidade é uma alternativa para integrá-los na comunidade: esta perspectiva que levou o nosso editor de conteúdo aqui do blog a propor o projeto Torcedor Futuro, a partir dos problemas vivenciados pelos adolescentes da chamada Geração Rolezinho.

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  2. Os comentários do Dr. Siro Darlam, jurista e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, bem como as análises ou conclusões da Harvard não deixam dúvida que esta realidade de violência está acabando com crianças, adolescentes e jovens em maior ou menor proporção em todo o país.

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  3. Cabe a cada um de nós, onde estivermos, buscar uma alternativa de mudança para esta violência, nem que seja uma opção de lazer para esta garotada, como é a proposta do Torcedor Futuro, que procura ensaiar uma nova realidade.

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  4. Envie o seu comentário ou informação sobre esta pauta, sobre o texto deste jurista, sobre esta violência da realidade, sobre a Geração Rolezinho e sobre a proposta deste blog de opções de esporte e de cultura para diversão da garotada, estimulando novas perspectivas de vida.

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  5. Mande sua msm para navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca@gmail.com

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  6. "Com base em sua experiência na realidade este Desembargador mostra ao vivo um cenário de horror que a grande mídia não enfoca, seja como for, temos que tentar mudar essa realidade, o futebol ou as vivências culturais dos garotos e garotas podem ser muito válidas": quem comenta é o José Araújo, baiano e estudante de Direito da Faculdade São Francisco em São Paulo (SP).

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