quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PESCA ARTESANAL É ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA ALIMENTAÇÃO E EMPREGO DO POVO DO LITORAL DO BRASIL



UNESCO apóia o desenvolvimento da pesca artesanal na Costa Amazônica que pode criar um modelo de desenvolvimento sustentável para todas as regiões litorâneas do Brasil



A iniciativa busca mapear as cadeias produtivas do camarão regional, articulando e capacitando pescadores artesanais para negociar em melhores condições, começa informando o site da ONU, sendo que reproduzimos esta notícia em nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News para divulgar  a informação para pescadores de todo litoral brasileiro, pelo alcance socioambiental. O pequeno lucro da pesca artesanal pouco beneficia as quase um milhão de famílias brasileiras que vivem dessa prática. Em geral, os pescadores vendem o produto a preços irrisórios a atravessadores, que revendem pelo valor real. Um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pretende corrigir essa distorção do mercado. Desenvolvida na chamada Costa Amazônica, que engloba o litoral dos estados do Pará, Amapá e Maranhão, a iniciativa busca mapear as cadeias produtivas do camarão nesta região, tanto do camarão piticáia e do caranguejo, articulando e capacitando pescadores artesanais para que possam negociar em melhores condições, conseguindo assim uma melhor sobrevivência em suas comunidades.


Cerca de um milhão de famílias vivem da pesca artesanal no Brasil. Foto: UNESCO/Dom João
Cerca de um milhão de famílias vivem da pesca artesanal no Brasil

O setor cultural e educativo da ONU projeta assim apoiar o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis. Não se trata de cooperativismo nem de associativismo. A intenção é construir espaços participativos de articulação, negociação e definição de políticas públicas. Hoje, na maioria dos casos, esses espaços inexistem. O objetivo do projeto é melhorar a renda e a qualidade de vida nas comunidades de pescadores.  O projeto foi elaborado coletivamente, com o envolvimento direto de representantes do Governo Federal,  do Ministério da Pesca, dos governos estaduais do Pará, Amapá e Maranhão, de prefeituras, universidades, institutos de pesquisa, organizações não governamentais e pescadores. O Fundo Vale financia a iniciativa, que foi formalizada em dezembro e já está em ação. "Estaremos acompanhando o projeto, que tem duração prevista de sete a dez anos, divulgando os seus resultados e a perspectiva de melhorar nesse meio tempo as condições de trabalho e de alimentação do povo do litoral", comentou por aqui o  nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. que há algum tempo atrás fez aqui em nosso blog postagens criticando a pesca predatória e comercial em alto mar do país, como uma violência a mais na realidade do Brasil hoje.


Pescadores artesanais de lagosta no litoral do Ceará têm o mesmo problema

O pescador volta prá casa com o alimento no seu marzuá

O potencial da pesca artesanal vai avançar o povo litorâneo



Fontes: www.naçoesunidas.org
             www.onu.org.br
             www.folhaverdenews.com




6 comentários:

  1. Mande o seu comentário ou informação ou a sua opinião ou mensagem que logo mais estaremos postando aqui também o seu e-mail, que você pode enviar para navepad@netsite.com.br ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  2. Postamos e imadiatamente já recebemos um e-mail, que vem de Bertioga, litoral norte de SP: "Importante este projeto, seria bom trazê-lo prá nossa comunidade de pescadores aqui", diz a msm de José Ortiaga, pescador que para completar a sua renda atua como vendedor de bijuterias.

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  3. "A defesa da pesca artesanal é importante demais, assim como a proteção da última ecologia do Oceano Atlântico, ameaçada por várias formas de agressão. Este projeto caminha no sentido de existir futuro no mar do Brasil": é o comentário do nosso editor Padinha. Aproveite este espaço e envie o seu e-mail, logo mais estaremos postando aqui todos os comentários. Aguarde.

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  4. "Com certeza, a Unesco vai conseguir articular uma melhoria no setor da pesca artesanal e na condição de vida nas vilas de pescadores": a opinião é de Brito, de Santos (SP), que já atuou no cais e conhece pescadores artesanais de várias regiões do país, "onde os problemas são os mesmos que este projeto localizou na costa amazonense".

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  5. "Se não houver uma fiscalização maior e um controle mínimo da pesca predatória e comercial, que está acabando com os peixes e toda a vida marinha também do Atlântico, de nada adiantará o esforço de melhorar o mercado de trabalho e a vida dos pescadores": o comentário é de Josué Marcel, jornalista especializado em Oceanografia, que trabalha com várias agências de notícias no Brasil, sediado no Rio de Janeiro.

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  6. "A fiscalização da pesca predatória é um caso policial, já a mudança de mercado e condição de vida dos pescadores, uma luta também cultural", é o que comenta Mariana Soares, que atua como agente no setor de Turismo em Santos (SP).

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