sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

SITES COMO BBC OU IG E ATÉ O MINISTRO DOS ESPORTES DEBATEM A VIOLÊNCIA NO FUTEBOL AINDA SEM SOLUÇÃO NO BRASIL

Especialistas, autoridades, esportistas e torcidas organizadas divergem sobre ações que devem ser tomadas para acabar com o problema que prejudica torcedores e o futebol brasileiro

 

A gente precisa urgente de uma solução sustentável no futebol e na vida...


Nós aqui da equipe do blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, sempre em busca de alternativas para a violência da realidade, não podemos nos omitir nesse debate, argumenta o nosso editor de conteúdo: "Uma solução sustentável para o povo voltar a ter a alegria do futebol é diminuir também as proibições, como de torcidas de times diferentes ou bandeirões nos estádios e sim, atenuar o sentido de business que aumentou excessivamente neste esporte, baixar o preço dos ingressos, dar prêmios a torcedores ou torcidas que saibam se comportar e lançar uma campanha de massa em toda a mídia pela não-violência no esporte, além das medidas já anunciadas que podem ajudar, como o Disk Denúncia e o cadastro de participantes ou a responsabilidade civil das torcidas organizadas", comenta aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Isso e além disso, uma estratégia mais inteligente e democrática das PM, usando não táticas agressivas de guerra como bombas de gás lacrimogênio que remontam ao tempo ditatorial".  Nos sites iG e BBC o comentário em suma é que o ano mal começou para o futebol brasileiro, mas já está marcado por episódios de violência entre torcedores. Foram duas mortes registradas em duas semanas de futebol, além de brigas espalhadas por todo o país, sete delas só no estado de São Paulo. Enquanto alguns jornalistas e clubes jogam a responsabilidade do problema no Ministério Público, o MP põe a culpa nas torcidas organizadas que, por sua vez, repassam a bola à polícia e ao próprio ministério pela "falta de punição" aos envolvidos.



Membros de torcida organizada do Palmeiras
Membros de torcida organizada do Palmeiras entraram em conflito com a PM





O problema é antigo, e, com todo esse "jogo de empurra", muitos duvidam que haja uma solução definitiva para ele no Brasil. As medidas para solucioná-lo foram variadas até hoje: cadastramento de torcedores, proibição de torcidas organizadas nos estádios e torcida única para clássicos, alvo da grande polêmica que antecedeu o Palmeiras x Corinthians do último final de semana. Mas a própria PM excedeu na sua ação repressiva ao entrar em conflito e não controlar a Mancha Verde antes do clássico na Arena Allienz Parque. "O problema é que todos têm atacado pelo secundário, não pelo principal", disse à BBC Brasil o sociólogo e pesquisador de violência no futebol, Maurício Murad. "Tirar bandeirão, proibir organizadas, fazer torcida única não vai resolver, precisa atacar o problema. Precisa ter um plano estratégico nacional para resolver isso, que reúna todas as entidades envolvidas".
O Ministério Público de São Paulo, que sugeriu a torcida única reconhece que esta não é a solução para o problema da violência. Segundo o promotor Paulo Castilho, seria uma medida emergencial importante "para garantir a saúde e a integridade física dos torcedores". Murad  também acredita que a iniciativa para solucionar a questão deveria partir do próprio Governo, com um plano nacional de ações debatidas entre o poder público, federações e clubes. "É como foi feito na Inglaterra, tem que partir de uma decisão interministerial, e as ações em três frentes: repressão a curto prazo, prevenção a médio, e reeducação a longo.Precisa primeiro punir, acabar com a morosidade da Justiça, depois preparar a polícia para lidar com multidões e aí fazer a reeducação pedagógica do torcedor. Falta vontade política pra resolver", diz. Murad vê também necessidade de mudança na segurança dos estádios, dentro ficariam os agentes privados, e fora, a polícia militar. Por sua vez o Ministro dos Esportes George Hilton falou em um Grito da Paz, propôs um Disk Denúncia do tipo 0800 para os torcedores poderem acusar ou alertar incidenntes violentos Ele recebeu nesta semana um estudo feito  sobre a violência no futebol. Ele afirmou que formará um grupo junto com Ministério de Justiça, torcidas organizadas e clubes para debater novas soluções. O promotor Carlos Castilho concorda em tese com esta iniciativa e reitera que a violência no futebol brasileiro "chegou  a uma situação limite".  Para ele, a solução passa por medidas mais sérias e complexas, como, melhorar o controle de acesso ao estádio com biometria, identificação digital e facial, bem como, fiscalizar de perto e de fato as torcidas organizadas. Uma dificuldade é por exemplo, que já nesta semana, quarta-feira na Arena do Corinthians já tem outro clássico pela Libertadores contra o São Paulo: "As medidas têm que ser profundas, inteligentes mas também rápidas", lembra aqui Padinha, o editor do nosso blog. Um dos pontos mais citados em todo esse debate é a impunidade dos que se envolvem nos conflitos ou a falta de uma tática eficaz da PM para controlar a multidão. Muitos acreditam que as Torcidas Organizadas estão fazendo muito mal ao futebol e deveriam ser proibidas, outros lembram que elas fazem parte dos direitos de cidadania e a velha realidade brasileira é que precisa se adequar aos tempos atuais.




Organizadas pedem para serem ouvidas. Entidade que reúne algumas delas foi criada
A questão não é apenas proibir ou não as Torcidas Organizadas





Já as organizadas reclamam de sempre serem responsabilizadas por um problema que transcende as arquibancadas. "Não existe violência no futebol, existe violência", diz André Azevedo, presidente da Dragões da Real, organizada do São Paulo Futebol Clube. Azevedo apóia uma iniciativa nova que ele considera revolucionária, que tem como objetivo estabelecer um diálogo entre todas as torcidas organizadas. A Anatorg, Associação Nacional dos Torcedores Organizados, foi fundada em dezembro de 2014 e já conta com a adesão de cerca de 100 torcidas por todo o país: "Ninguém nunca nos ouve,  criamos a associação para conscientizar as torcidas organizadas, de que elas precisam dialogar, porque senão todas vão fechar", manifestou-se um representante da Anatorg à BBC Brasil. Este site lembrou em seu post que nas nas décadas de 1970 e 1980, o futebol inglês viveu dias difíceis com a violência de grupos de torcedores conhecidos como hooligans.Duas tragédias envolvendo times britânicos fizeram o país tomar medidas drásticas para combater o problema. A então Primeira Ministra, Margareth Thatcher, criou um conjunto de medidas na década de 1990 para acabar com os hooligans e a violência no futebol inglês. Reforma nos estádios – saíram as arquibancadas de cimento e os alambrados, entraram as cadeiras -, punição severa a torcedores envolvidos em confusões e ingressos mais caros. Esta solução foi implantada em parte em algumas capitais brasileiras desde a Copa da Fifa com as arenas e a elitização deste esporte popular. "A violência diminuiu mas também esta elitização está acabando com a graça do futebol, que era a alegria do povo, agora, a maioria dos torcedores só podem ver os jogos pela TV, acabar com a torcida não é a solução, isso acabará é com o futebol, uma cultura popular e linda no Brasil", argumentou aqui no blog o ecologista Padinha: "Sim às arenas e à modernização dos estádios mas não à elitização do futebol".O debate continua aberto e a solução sustentável fica adiada para o próximo capítulo da Violência FC no Brasil.





Briga entre torcedores de Atlético-PR e Vasco na Arena Joinville em 2013 chocou o País
Giuliano Gomes/Gazeta Press
Briga entre torcedores de Atlético-PR e Vasco na Arena Joinville chocou todo mundo



Fontes: www.bbcbrasil.com.br
              www.esporte.ig.com.br
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Este debate sobre a violência no Brasil precisa se aprofundar e também se ampliar mais, por exemplo, está começando o Carnaval, outro evento de massa e esta manifestação também sofre dos mesmos problemas.

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  2. Está certo um torcedor anônimo aí que disse que a violência não está no futebol mas na vida. É exatamente isso, na opinião do nosso blog.

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  3. Você acha que o problema pode estar ligado à própria estrutura da vida no país (e no planeta) na atualidade, a "cultura" da violência faz parte da realidade de hoje?...

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  4. Mande a sua sugestão para diminuir a violência, o seu comentário ou mensagem para o nosso blog através do navepad@netsite.com.br e/ou envie direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "Concordo com o MP que chegamos a uma situação limite e também com o enfoque deste blog que é urgente uma solução profunda e ampla mas rápida porque a violência continua prevalecendo a dano do futebol, da população que curte este esporte e da imagem do país": é o comentário de Isaías Medeiros, de São Paulo, propondo cadastro de torcedores que não criam problemas nos estádios e que eles sejam recompensados com desconto de uns 20% no ingresso.

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  6. "Acredito que no futebol, no carnaval e nas manifestações de cidadania a violência policial só faz aumentar o problema, é urgente mudar toda essa realidade": a msm nos foi enviada por Adriana Santos, que estuda na USP em SP e relata ter sido agredida por policiais antes do jogo Corinthians 1 X 0 Palmeiras semana passada.

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  7. "Creio que a CBF, a FPF também, deveriam mexer no calendário para diminuir a quantidade e aumentar a qualidade dos jogos em todas as regiões e divisões do país, porque um bom futebol motiva tudo, até mesmo menor violência. Outro dado importante seria diminuir radicalmente o preço dos ingressos, para voltar a popularizar o futebol, que é a alegria do povo. A multidão nos jogos exige nova estratégia mais inteligente da PM. Tudo isso junto vai estimular novos patrocínios para os clubes e aí toda essa crise ser contida, vejo na sua base os problemas econômicos": o comentário nos foi enviado por Adalberto Freitas, executivo de marketing do Rio de Janeiro (RJ), que nos mandou também informações sobre a penúria de alguns times cariocas.

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  8. "Acho importante toda sugestão e nessa hora, a cobrança dos torcedores em cima das autoridades pode também levar a uma situação de avanço no futebol e até na realidade da população": a msm é de Isabel Cristina, que fez Jornalismo na UFMG, comentando também a iniciativa de torcedores em BH, encontros com o objetivo de diminuir a violência em torno dos jogos.

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