quinta-feira, 19 de março de 2015

AS ÁRVORES NA AMAZÔNIA ESTÃO CRESCENDO MAIS RÁPIDO MAS TAMBÉM MORRENDO MAIS RAPIDAMENTE

Amazônia agora absorve menos carbono por morte precoce de árvores, desmatamento e poluição: isso já está causando um maior desequilíbrio ambiental no país e no planeta 

 

Um mutirão de cientistas pesquisa problemas detectados nas árvores e no ambiente da Amazônia

Recebemos por e-mail a nós enviado por Amadeu Moura, de Manaus, a notícia de que a capacidade da floresta no Amazonas para absorver gases causadores do efeito estufa diminuiu drasticamente, possivelmente porque a mudança climática e as secas estão fazendo mais árvores morrerem antes do tempo, afirmou uma equipe internacional de cientistas, pesquisando o problema.
A maior floresta tropical do mundo vem assimilando grandes quantidades de dióxido de carbono. As plantas usam o gás, que acumula calor, para crescer, e o eliminam quando apodrecem ou queimam, mas o relatório afirma que essa função de compensação do aquecimento global pode estar ameaçada.
O estudo com 321 trechos de partes da Amazônia jamais afetadas por atividades humanas estimou que a quantidade de dióxido de carbono absorvida pela floresta caiu 30%, ou de 2 bilhões de toneladas por ano nos anos 1990 para 1,4 bilhão agora nestes últimos anos. “O crescimento florestal zerou ao longo da última década”, disse o principal autor do relatório, Roel Brienen, da Universidade de Leeds, à agência de notícias Reuters a respeito das descobertas reveladas hoje  na revista científica Nature. Para resumir a situação, Brienen disse que “a floresta toda está vivendo mais rápido, as árvores crescem mais rápido, morrem mais rápido”. “A absorção líquida de carbono de florestas se enfraqueceu significativamente”, revela o estudo de quase 100 especialistas que participam deste mutirão de pesquisa ambiental. Pela primeira vez, as emissões humanas de carbono na América Latina estão superando as quantidades absorvidas pela Amazônia. Os cientistas afirmaram não estar claro se o declínio irá continuar e se a tendência se aplica a outras florestas tropicais, como a bacia do Congo ou a Indonésia. De toda forma, como destacam os sites G1 e AmbienteBrasil, estas novas  descobertas são uma surpresa, já que alguns modelos de computador indicavam que as florestas tropicais poderiam crescer melhor porque o dióxido de carbono emitido pelo uso humano de combustíveis fósseis agiria como um fertilizante que se dispersa no ar. Isso está sendo contestado.

O aumento das mortes das árvores na Amazônia intriga pesquisadores e ambientalistas



Um enfraquecimento e um ciclo de vida mais rápido das árvores tem sido detectados nos últimos anos

 A pesquisa da Universidade de Leeds questiona que a morte acentuada de árvores pode estar ligada a secas severas como a de 2005. Outra possibilidade é que o dióxido de carbono gerado pelo homem esteja fazendo as árvores crescerem mais rápido e morrerem mais cedo, e que só agora em 2014 e 2015 um número maior de mortes está se revelando. Se a tendência se mantiver, todo o panorama da floresta amazônica pode mudar. Christof Bigler, especialista em florestas do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique, que não participou do estudo, analisando de fora, disse que as árvores de crescimento rápido longe dos trópicos muitas vezes também têm um ciclo de vida mais curto e então concluiu: “As árvores de crescimento rápido tendem a ter uma densidade de raiz menor e podem ser mais vulneráveis a ataques de insetos e patógenos”, afirmou Bigler, baseado em suas descobertas na Suíça e na América do Norte. "No Brasil, ainda há como agravantes, excesso de desmatamento, contaminação do solo e da água por garimpos, poluição por agrotóxicos, erosão e fala de um gestão sustentável do meio ambiente", comentou por aqui no Folha Verde News o ecologista e repórter Antônio de Pádua Padinha, editor do nosso blog, hoje divulgando este mutirão de pesquisa da Universidade de Leeds que traz novas informações a serem analisadas a bem da Amazônia, do país e do planeta.

Estas informações podem alimentar um plano mais sustentável para a sobrevivência da Amazônia


Fontes: Reuters
             G1
             www.ambientebrasil.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Cientistas também concluíram que o ritmo em que as árvores da Amazônia “inalam” carbono por meio da fotossíntese pode diminuir durante os períodos de seca severa. Antes des estudo revelado hoje, uma equipe internacional de pesquisadores, liderados por especialistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, já haviam apresentado provas diretas sobre essa queda do consumo de carbono.

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  2. “Florestas tropicais são conhecidas popularmente como os ‘pulmões’ do planeta. Os estudos de Oxford mostraram pela primeira vez que durante secas severas a taxa de ‘inalação’ do carbono pela fotossíntese pode diminuir”, disse o pesquisador Christopher Doughty, um dos autores da pesquisa que agora vem sendo completada e ampliada em seu alcance por este estudo da Universidade de Leeds.

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  3. Não devemos considerar estas pesquisa de Oxford e de Leeds como "invasoras do Brasil" mas sim como iniciativas que colaboram com um melhor diagnóstico para uma solução sustentável, econômica e ecológica dos problemas socioambientais da Amazônia, que não são poucos e nem simples.

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  4. Os cientistas mediram, durante três anos, as taxas de crescimento das árvores, a quantidade de folhas caídas e a liberação de dióxido de carbono pelas árvores. Uma grande seca ocorreu bem no meio do estudo, em 2010. Foi possível constatar, então, que enquanto a taxa de fotossíntese permaneceu constante nas áreas que não haviam sido afetadas pela seca, essa taxa caiu nos lugares mais afetados pelo fenômeno. A rede Monitoramento de Ecossistemas Globais (GEM), coordenada pela Universidade de Oxford, deve continuar a acompanhar as florestas nas Américas, Ásia e África para verificar como elas são afetadas pelas mudanças climáticas. Um avanço para a ciência e a gestão ambiental também por aqui.

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  5. Mande a sua informação ou comentário sobre esta pauta sobre a Amazonia aqui para a nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail de nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  6. Estamos abertos à sua msm e logo estaremos postando por aqui os e-mails que vocês enviarem, participando ativamente dessa luta ecológica. Aguarde para conferir aqui novos comentários.

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  7. "Superboas estas pesquisas das universidades de Leeds de Oxford, elas não estão invadindo a Amazônia mas defendendo esta patrimônio da natureza do Brasil e do planeta": a msm nos foi enviada por smartphone por Odair Mendes, de São Paulo (SP), executivo de empresa de comunicação.

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