terça-feira, 10 de março de 2015

ESTÃO OCORRENDO VARIADAS FORMAS DE VIOLÊNCIA E ATÉ TORTURA NOS BASTIDORES DAS UNIVERSIDADES

A CPI das Universidades ainda vai entregar relatório final mas há muitos indícios de abusos sofridos por estudantes, professores e funcionários de faculdades públicas e privadas, não só em trotes mas também em festas e até no dia a dia do mundo universitário invadido pela violência


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa (Alesp) de São Paulo, que investiga as denúncias de violência e violações de direitos humanos nas universidades paulistas, apresentará ainda hoje o relatório final de suas atividades, que foram documentadas por fotos da Futura Press: sites como Terra, Rede Brasil Atual e o da Agência Brasil destacam algumas destas informações que a gente posta aqui no blog da ecologia e cidadania Folha Verde News, antecipando o que será notícia e divulgando um alerta em defesa da não-violência e dos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs.



Nos depoimentos foram relatados casos de violência em trotes, festas e até mesmo no cotidiano acadêmico Foto: Maurício G. de Souza / Futura Press
Nos depoimentos foram relatados casos de variadas formas violência nas universidades


A CPI fez quase 40 reuniões em faculdades, nas quais ouviu relatos de abusos denunciados por estudantes, professores e funcionários das universidades públicas e privadas de São Paulo. Reitores e diretores de faculdades também foram ouvidos. Nos depoimentos foram relatados casos de violência não somente em trotes, mas em festas e até mesmo no cotidiano acadêmico. Não é um processo de trabalho fácil de ser levado em frente, por exemplo, ontem em Campinas, apenas dois dos quatorze convidados a depor sobre os casos de violência na PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica) e na Unicamp (Universidade Estadual) compareceram à CPI. Os dois depoentes são alunos que estiveram no comando da Associação Atlética do curso de medicina em Campinas, entidade que tem entre suas atribuições promover a prática de esporte entre os alunos, mas que é acusada de fomentar o trote violento. Ambos negaram as acusações. Em relatório parcial, divulgado ainda no final do mês passado, a CPI das Universidades recomendou o envio do relatório final para o Ministério Público e demais autoridades para que as denúncias sobre os abusos sejam apuradas e para que as autoridades responsáveis possam tomar as “medidas judiciais e administrativas cabíveis”. Quem preside os trabalhos investigativos é Adriano Diogo (ligado à Anistia, deputado do PT em SP), sendo que o relator é Ulisses Tassinati (deputado pelo Partido Verde, PV, em SP), ambos confirmaram a gravidade da situação e que os fatos levantados já repercutem muito no meio universitário, devendo ganhar maior projeção na mídia a partir do relatório final a ser divulgado nesta terça-feira, 10 de março.



CPI_Trotes
Estudantes, professores e funcionários testemunharam alguns dos fatos violentos
No relatório, Tassinari deve ressaltar “a escandalosa situação dos direitos humanos nas universidades paulistas". Ele vai recomendar o encaminhamento do documento ao Ministério Público e outras autoridades competentes, para dar prosseguimento às investigações e a adoção de "medidas judiciais e administrativas punitivas cabíveis, exemplares". Um dos principais destaques dos trabalhos é a defesa, por parte dos especialistas  Adriano Diogo e do advogado Fabio Romeu Canton Filho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do enquadramento do trote criminalmente no capítulo da tortura, o que coibiria sua prática, dimensionando também o alcance desta situação. Casos graves foram relatados em instituições de grande importância, como a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq). Há ainda suposição que em outras instituições menores ou ainda não investigadas os mesmos fatos estejam ocorrendo atualmente. Diretorias e reitorias já se viram obrigadas a fiscalizar atividades e a adotar medidas preventivas. Em depoimento de 24 de janeiro, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, explicou que uma resolução aprovada no Conselho do campus da Cidade Universitária proibiu festas com consumo de álcool. As festas são consideradas focos de violência e abusos de toda espécie, inclusive também pela presença de pessoas estranhas à rotina do campus universitário.


Fontes: www.terra.com.br
             Agência Brasil
             www.redebrasilatual.com.br

7 comentários:

  1. Enquadrar como tortura os atos violentos nos bastidores de variadas universidades poderá ajudar não só o processo de controle e de repressão mas também a força deste alerta para mudar a cultura e a atualidade num setor que deveria ser focado em educação e cultura.

    ResponderExcluir
  2. Mande você também a sua opinião, mensagem, comentário opu relato sobre algum fato, dentro deste tema nesta pauta de hoje em nosso blog de cidadania, para navepad@netsite.com.br e/ou envie diretamente para o e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  3. Nós desse blog que lutamos pela não-violência, pela ecologia humana, bem como pelos direitos da cidadania não podemos nos omitir diante da revelação destes fatos.

    ResponderExcluir
  4. "Importante antecipar que vai sair hoje o relatório final das investigações, vou tentar acompanhar, eu também acho fundamental a OAB e a CPI enquadrarem estas violências nas universidades como tortura, senão parece que é coisa sem gravidade": a opinião é de Marina Rodrigues, de Salvador (BA) que estuda na Unesp em Bauru (SP).

    ResponderExcluir
  5. "Eu não quero vingança, não tenho raiva, só luto por uma universidade melhor": a declaração foi extraída de um depoimento dado à CPI que investiga trotes e outras formas de violência nos bastidores de muitas faculdades públicas e privadas: foram levantados casos também de racismo, homofobia, himilhações, conforme informa Sarah Munhoz, enfermeira e deputada do PCdoB que participou dos trabalhos.

    ResponderExcluir
  6. "Não precisamos entrar em detalhes sobre as agressões, caos de bullying ou de violência descabida, mas a CPI mesma sendo alto triste pode até ajudar a mudar essa realidade e disciplinar também os trotes que já passaram demais dos limites": é o comentário de Roberto Alves Pereira, do Rio e Janeiro, que teve uma filha que sofreu agressões na UFRJ em 2014.

    ResponderExcluir
  7. "Esta matéria que vi ontem aqui hoje estava nos telejornais, isso quer dizer que vocês estão antecipando as informações, com algo mais, neste blog a gente fica com mais detalhes dos fatos": agradecemos os cumprimentos de Dabnel Santos, executivo em rede de lojas em Ribeirão Preto (SP).

    ResponderExcluir

Translation

translation