quarta-feira, 25 de março de 2015

MOVIMENTO DOS PROFESSORES CRITICA A GLOBO AO TENTAR MOBILIZAR SÃO PAULO E O BRASIL PARA A EDUCAÇÃO


Apeoesp cobra diretor de jornalismo da Rede Globo que tem ignorado a greve dos professores e que não noticiaria a luta pela revalorização deste setor vital para um avanço cultural do país

 

A presidenta da Apeoesp, associação dos professores do estado de São Paulo, que atua como o sindicato desta categoria profissional,  Maria Izabel Azevedo Noronha é destaque no site da Rede Brasil Atual criticando parte da mídia e em especial à Rede Globo, que " como concessão pública, deveria cumprir o seu papel de informar sobre todos os fatos que interessam a população", deixando a entender que esta rede de comunicação só divulga "o que interessa a esta grande emissora". Esta reclamação  da líder dos professores foi ouvida nos bastidores do movimento por uma revalorização da Educação e dos seus profissionais, que vem crescendo desde o dia 13 de março e agora começa a ganhar mais espaço pelo menos na Internet, "onde a liberdade de expressão é bem mais ampla", conforme comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, no momento em que editava estas informações. Ele anexou à matéria da rba outros dados, como os que estão em postagem hoje no site Uol e outros que fazem parte de uma pesquisa da CNTE (a confederação nacional dos trabalhadores em educação): um dos ítens pesquisados mostra que 98% dos entrevistados pensam que a Educação e o professor precisam ser mais valorizados no Brasil. São várias as reivindicações deste movimento de cidadania, uma delas, destacamos de cara, é que 10% do PIB sejam destinados à atividade educacional no país, atualmente, este percentual é de 6,5%. "Mais recursos, novo enfoque e uma nova estrutura no setor da Educação e da Cultura são vitais para serem superados alguns dos principais problemas brasileiros", argumentou ainda nosso editor de conteúdo aqui neste blog. Há uma guerra de informação também nesse movimento, enquanto a Apeoesp fala que 60% dos professores e professoras da rede pública estão em greve, a secretaria do Governo de São Paulo admite que somente 2,5% dos profissionais da educação pararam. Isso e mais a preferência de pauta de parte da grande mídia, que tem preferência por outros assuntos, deixa de debater a realidade (somente no estado de SP) de 5,3 mil escolas, 230 mil professores, influindo na vida de 4 milhões de estudantes, algo que, contando as famílias, envolve cerca de pelo menos 10 milhões de pessoas da população diretamente e indiretamente na realidade de todos os 200 milhões de brasileiros e de brasileiras. A reivindicação pede um reajuste salarial de 75% mas pelo que se vê há a possibilidade de zero aumento, a depender do descaso governamental e há indícios de que serão ofertados agora em 2015 outra vez 7% de aumento, como foi em 2014.. O piso dos professores hoje é de 2.145 reais. Vai daí que ainda de acordo com a pesquisa do CNTE 1/6 dos jovens não pensam em ser professor, além do salário pequeno, citam a falta de prioridade no país e no estado para a Educação, pouca estrutura nas escolas e violência no dia a dia do trabalho. Tudo isso junto dimensiona uma das maiores crises do Brasil agora, que no entanto tem mesmo pouco destaque, menos que outros temas e pautas com menor importância para toda a vida da população.

professores
A assembleia realizada nesta semana reuniu milhares de professores em São Paulo
Uma das propostas do movimento é mobilizar o país para a Educação


Um resumo da polêmica entre lideranças dos professores com a Rede Globo que está na RBA e é somente um dos ângulos do movimento para revalorizar a Educação aqui e em todo o país



 
A questão da grande mídia que pauta outros tipos de assuntos é levantada também

Não se trata somente da questão salarial mas de revalorizar toda a Educação


"A presidenta da sindicato dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, já encaminhou ofício ao diretor geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. Na correspondência, enviada pela primeira vez ao jornalismo da emissora, que historicamente boicota o movimento, ela informa que os professores da rede estadual estão em greve desde o último dia 13: “Para a Globo, nossa greve não existe. Coincidentemente ou não, essa é a mesma versão do governo estadual”, afirma a dirigente no comunicado, referindo-se às declarações do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que nega a existência do movimento grevista ao mesmo tempo que afirma se tratar "de uma novela que se repete anualmente". Maria Izabel questiona por exemplo o fato de os telejornais da emissora terem dado grande destaque às manifestações do dia 15 deste mês, contra o governo federal, que aconteciam no mesmo local da assembleia dos professores, e não ter dado cobertura ao movimento da Educação. De acordo com a Apeoesp, na última sexta-feira (20), 135 mil professores estavam em greve, o que corresponde a 60% da categoria em todo o estado. Ainda segundo ela, “a ética e o bom jornalismo determinam que todas as partes envolvidas em determinado fato sejam ouvidas e que sejam divulgadas suas posições”. A dirigente acrescenta que, “se a Rede Globo defender, de fato, a liberdade de expressão, deve cumprir as normas do Estado democrático de direito". Argumenta ao final da nota que “como concessão pública, esta rede deve cumprir seu papel de informar à população sobre todos os fatos que a possam interessar e, também, dar voz a todos aqueles que não estão satisfeitos também com a realidade da escola pública estadual".


O movimento pela Educação não se reduz ao estado de São Paulo e a esta polêmica, é muito amplo


Fontes: www.redebrasilatual.com.br
             www.conte.org.br
             www.uol.com.br
             www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção mais informações e também os comentários e mensagens que recebemos, aguarde e confira.

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  3. "Não só pela polêmica entre a Apeoesp e a Globo, que pouca gente divulga, curti todas as informações e concordo que o movimento pela educação é o que há no momento no país": A msm nos foi enviada de Americana (SP) por Elizeu Mauro, que estuda na Unicamp e explica ser filho de professora do ensino fundamental na rede pública.

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  4. "Acho esse movimento o mais importante entre todas as iniciativas da cidadania, mas duvido muito que as reivindicações dos professores sejam atendidas, o Governo de São Paulo tem outras prioridades": a opinião é de Lilian Silva, de Ribeirão Pires (SP), representante comercial.

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  5. "Eu discordo da maioria e gostaria de ser professora, tudo o que sei e tenho devo aos professores que tenho tido a sorte de ter": a msm nos foi enviada de São Paulo (SP) por Renata, que se prepara para vestibulares na área de Humanas, na USP ou na Unesp.

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  6. "Os telejornais e não só da Globo dão destaque excessivo a fatos como crimes ou violência enquanto que assuntos positivos ficam sem ser debatidos, isso atrapalha a solução dos problemas do país": o e-mail foi enviado por Rafael Morais, de São Paulo (SP), que atua no mercado de publicidade, na área de mídia.

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  7. "Não tenho toda a confiança em entidades como a Apeoesp e os sindicatos depois de tudo que anda acontecendo no Brasil mas também desconfio demais das autoridades políticas, com certeza é mesmo urgente lutar por um avanço na educação pública": a opinião é de Laura Jardini, de Campinas (SP) onde trabalha no setor de moda.

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  8. "Muito legal esta postagem aqui mas é bom que vocês não se esqueçam que 130 mil garis em 30 cidades, mais da Grande SP, estão também em greve": a msm nos foi enviada por Josué, ator de teatro na capital paulista, que escreve ainda: "São Paulo está literalmente um lixo".

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