segunda-feira, 30 de março de 2015

RIO GRANDE, FURNAS, MINAS E FRANCA PRECISAM REIVINDICAR URGENTEMENTE ESTE AVANÇO ENERGÉTICO

Ministério de Minas e Energia (o MME) já tem projeto-piloto de geração de energia solar em reservatórios no interior do Brasil: o novo sistema deve começar a funcionar em 120 dias


Alana Gandra, da Agência Brasil, está informando que dentro de 120 dias, o Ministério de Minas e Energia já poderá estar dando início aos testes do projeto-piloto de placas flutuantes geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas. No site de assuntos socioambientais EcoDebate esta notícia tem destaque, registrando que em entrevista coletiva, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na virada da semana, o ministro Eduardo Braga disse que a ideia é ter uma política pública de financiamento para esses projetos na Região Sudeste, “no segundo semestre deste ano”. O nosso blog Folha Verde News reitera nesta nova matéria sobre esta pauta do maior interesse também para o interior (no nordeste paulista e sudoeste mineiro, ao  longo do Rio Grande estão várias hidrelétricas que abastecem todo o sudeste do país): "É urgente que sejam instaladas estas placas nas represas ao longo do Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, tanto para atualizar mais a estrutura energética como para aumentar o potencial de energia elétrica e evitar apagões, que também já começam a ameaçar a estabilidade do sistema" comenta aqui o nosso editor Antônio de Pádua Padinha, que ainda ressalta: "Trata-se assim e então de uma prioridade econômica e ecológica, isto é, ensaia um desenvolvimento sustentável no interior brasileiro".  Segundo informações vindas do MME,  a nova tecnologia usa flutuadores com placas solares e está sendo adotada na Europa e Estados Unidos. O ministro Eduardo Braga ressaltou, entretanto, que a Europa não dispõe de grandes hidrelétricas. “Estão fazendo isso em pequenos reservatórios de água para usos múltiplos, neste ponto nós temos uma vantagem extra, além do grande potencial de Sol". No Brasil, a ideia é testar a tecnologia nos grandes reservatórios. O primeiro deles será o da Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Braga considera Balbina o reservatório mais favorável, porque tem grande área alagada com reduzida geração de energia. “Temos uma ociosidade de subestação e de linhas de transmissão com circuito duplo. Nós vamos fazer lá os primeiros 350 megawatts (MW) testados.”

Painéis fotovoltáicos flutuantes, instalados em dois reservatórios de água na cidade de Kato, na prefeitura de Hyogo, Japão, dão uma idéia de como será o sistema que atualiza hidrelétricas e antecipa o futuro energético no interior do país

O MME já está em conversação lá com a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, que é proprietária da usina, tratando da questão da licença ambiental. A iniciativa requer também a constituição de uma sociedade de propósito específico com os detentores da tecnologia para dar início à experiência piloto. O ministro disse que o custo nos leilões de energia fotovoltaica tem ficado entre R$ 190 e R$ 210 o megawatt. A expectativa agora é que o custo da energia solar com os flutuadores fique um pouco mais alto, entre R$ 220 a R$250 o megawatt, em função do custo adicional dos flutuadores. "Esse é um projeto pioneiro, que nós precisamos testar e instalar imediatamente". A gente aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News mais uma vez alerta para que as usinas hidrelétricas do Rio Grande, sistema Furnas, também ganhem este avanço. Existe uma vantagem, é que a energia será captada dentro dos reservatórios, usando subestações e linhas que já existem e assim haverá uma resposta de geração muito rápida, a bem dos consumidores. Deve haver também um ganho de eficiência. Informações do MME salientam que só nos reservatórios da Região Sudeste, o potencial de produção de energia solar atinge 15 mil MW, dentro das hidrelétricas. “É mais que uma nova Usina de Itaipu para o Brasil”, afirmou Eduardo Braga A capacidade de geração em Balbina alcança 3 mil MW. O projeto-piloto será 350 MW. Também por aqui nas usinas do Rio Grande há abundância de Sol e este fato precisa estimular este avanço energético, em tempo de dotar o interior do Brasil de uma sustentabilidade já fundamental para a realidade.


Na China, França, Alemanha e Japão esta tecnologia já está desenvolvida

O potencial de Sol fora do comum no Brasil também pode ajudar este avanço

As universidades brasileiras têm como ajudar o MME e as hidrelétricas a aproveitar a energia do Sol

Aqui, uma das represas do Rio Grande, Estreito, na divisa entre SP e MG, que pode ser um point de Energia Solar

Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.dw.de
             www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. As autoridades públicas daqui e de todo o interior do Brasil precisam se apressar para dotar as hidrelétricas deste avanço tecnológico, que vai atualizar as usinas, beneficiar a economia (evitando apagões) e valorizar a ecologia, iniciando assim um desenvolvimento sustentável.

    ResponderExcluir
  2. Trata-se de um fato, a Energia Solar pode afastar risco de apagões. Fonte renovável poderia abastecer metade de toda a eletricidade consumida no país. Segundo especialistas, além da abundância de luz solar, Brasil detém a matéria-prima para produzir placas fotovoltaicas. E os cientistas brasileiros têm know-how para a implantação deste avanço energético.

    ResponderExcluir
  3. O nível dos reservatórios nas usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste chegou ao limite. O risco de faltar energia aumentou, já que as usinas geradoras de eletricidade nessas duas regiões são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 70% do país. As informações fazem parte do último relatório do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico que, ainda assim, tenta frisar que "não há insuficiência de suprimento energético neste ano". Para evitar riscos de apagão, as melhores alternativas são diversificar a matriz energética e privilegiar a energia produzida no local de consumo. "Incluir outras fontes renováveis no mix energético é importante. E, no Brasil, temos um potencial solar muito grande", constata Mario Siqueira, professor da Universidade de Brasília.

    ResponderExcluir
  4. As usinas hidrelétricas ainda manterão a liderança e serão responsáveis por 30 mil MW dessa expansão. A energia eólica vem em segundo lugar, com 20 mil MW; as fontes fósseis, como carvão e gás natural, adicionarão 9 mil MW. Já a energia solar hoje representa apenas ainda 3,5 mil MW, a biomassa com 2,5 mil MW e a nuclear, com Angra 3, vai gerar outros 1,4 mil MW. Apesar do atual panorama sombrio, o cronograma de expansão evitaria que o Brasil sofresse com a falta de energia. "É uma expansão importante, que vai livrar o pais dessas ameaças", defende a EPE.

    ResponderExcluir
  5. Envie você também a sua informação, comentário ou mensagem, mandando seu e-mail para navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  6. "Nossa região do Rio Grande, com tantas usinas hidrelétricas poderá mesmo vir a ser equipada com este avanço energético, mas é desde já necessário que os políticos e os prefeitos procurem o MME e façam uma parceria com este objetivo, fortalecendo o potencial de energia e de futuro do interior": o comentário é de Altair Abrahão, de Uberaba (MG) que diz ter visto e divulgado há dias atrás uma outra postagem neste tema aqui no nosso blog. A gente agradece.

    ResponderExcluir
  7. "Importante de mais esta postagem, até parece que estou sonhando, mas acredito que está mesmo passando da hora de um programa sustentável de energia solar": o comentário é de José Riva, que atua com Engenharia Elétrica, como consultor em São Paulo.

    ResponderExcluir
  8. "Pelas informações que tenho, a UFSCAR, a USP, a Unicamp, a Unesp, a UFMG e a UFRJ têm condições de levar adiante pesquisas a bem de um avanço da energia e da sustentabilidade no Brasil, temo pelo fato de o MME buscar tecnologia em outros países": o comentário é de Alfeu Morais, de Campinas (SP), técnico aeroviário.

    ResponderExcluir

Translation

translation