sexta-feira, 10 de abril de 2015

JÁ AGORA EM MAIO A INGLATERRA PODERÁ COLOCAR NO AR A AERONAVE DO FUTURO


Fundo europeu financia a maior aeronave do mundo que emite menos carbono e é exemplo de transporte verde que está prestes a entrar em operação na Inglaterra

 

Suzana Camargo, do site Planeta Sustentável, faz um levantamento de notícias relacionadas com a Airlander 10, por exemplo, o Solar Impulse (avião movido a energia solar) dando volta ao mundo, a China já começando a usar em seus aviões biocombustível sustentável (que utiliza também restos do óleo de cozinha) e informações em geral sobre a economia de carbono neutro, tudo que que tem a ver com o avanço tecnológico que estamos postando hoje aqui no nosso blog Folha Verde News, a seguir. A principal novidade é a Airlander 10, nome da maior aeronave do mundo, um misto de dirigível, de avião e de helicóptero. Ela tem 92 metros de comprimento, praticamente o tamanho de um campo de futebol oficial. Todavia, o mais interessante da sua tecnologia avançada é que o avião é sustentável, equilibrando os fatores econômicos com os ecológicos. Ao ser inflada com gás hélio, esta aeronave flutua e com isso, produz menos barulho, menos poluição e emite uma quantidade muito menor de gases de efeito estufa, já que consome apenas um terço de combustível do que um avião convencional. Uma aeronave quase perfeita para a atualidade. Tem apenas e por enquanto um problema de velocidade, que você vai conhecer em detalhes na sequência destas informações.


Airlander 10 avança a realidade da aerotecnologia e dos transportes aéreos


Outra vantagem desta nova espécie de aeronave é que como ela consegue pairar no ar, pode aterrisar em qualquer terreno: gelo, deserto, mar ou terra. O risco de acidentes diminui só por isso para mais da metade dos aviões atuais. A Airlander 10 está sendo construída pela empresa Hybrid Air Vehicles, já em montagem final num hangar na Inglaterra, já recebeu diversos investimentos para que em breve, possa decolar. Esta semana conseguiu um financiamento de US$ 2,7 milhões de um fundo da União Europeia que apoia iniciativas de transporte verde ou sustentável. 


O projeto Airlander 10 já ganhou US$ 440 milhões do governo britânico como prêmio por inovação



A Airlander havia sido desenvolvida originalmente para ser usada por um programa das Forças Armadas dos Estados Unidos. Na época, a aeronave fez diversos voos testes. Todavia, cortes no orçamento americano em virtude da atualidade econômica mundial fizeram o projeto ser abortado, em 2013. Com isso, a empresa inglesa comprou o protótipo  e o desenvolveu ainda mais para a aviação comercial de passageiros e para transporte de mercadorias, ao mesmo tempo. Segundo a Hybrid Air Vehicles, este será o veículo do Século 21. Entretanto, a aeronave que pode viajar por semanas sem precisar ser reabastecida, atinge no máximo 160 km/h. Este é um problema, levando em conta a velocidade dos aviões mais contemporâneos hoje, porém, se corre menos é mais segura, isso resolve uma dificuldade maior ainda. A intenção é que ela seja usada para transporte de cargas, pois tem capacidade para levar até 50 toneladas numa distância de 2.500 quilômetros. Outros usos para a Airlander seriam para a distribuição de alimentos para ajuda humanitária, programas de vigilância ou até mesmo, passeios de turismo de luxo, já que consegue acomodar com extremo conforto  até 50 pessoas com extrema segurança. Os responsáveis pelo projeto precisam ainda de uma permissão para regulamentar o voo da aeronave para uso civil no Reino Unido, em conformidade com a legistação da European Aviation Safety Agency (EASA), já que a Airlander foi desenvolvida para fins militares nos Estados Unidos e por ser híbrida, passageiros e transportes, foge da rotina da aviação. Atualmente a Hybrid Air Vehicles projeta arrecadar mais US$ 3 milhões para o projeto até meados de maio, através de um site de crowdfunding. No momento, já conseguiu 33% da meta desejada. Ou seja, está bem possível que no meio de 2015 nosso planeta ganhe uma aeronave que parece com os aviões antigos como o zepellin mas que já tem a estrutura das naves do futuro.


Inspirada nos antigos zepellin ou nas futuras naves a Arilander 10 avança a tecnologia sustentável


Fontes: www.planetasustentavel.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Novo zepelim promete ser um dos transportes do futuro. Talvez a imagem lhe dê a impressão de que, em vez de acessar o Tecmundo, você acabou escorregando e caindo em um recorte de jornal centenário. Ok, a confusão é válida. Afinal, à primeira vista, o Airlander 10 se parece apenas como um enorme zepelim com design atualizado. Entretanto, a autonomia, a economia e o transporte ecologicamente correto de passagerios mais seguros e de enormes quantidades de carga tem feito muita gente acreditar que há ali um meio de transporte coerente com as necessidades atuais e do futuro.

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  2. "Enfim, o Airlander 10 se parece com o passado mas é do futuro, assim como eu", brinca aqui na redação do blog o nosso editor de conteúdo p repórter e ecologista Padinha.

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  3. De fabricação da Hybrid Air Vehicles (HAV), o Airlander 10 já recebeu uma injeção financeira da ordem dos US$ 10 milhões — sendo US$ 2,7 por parte da União Europeia, US$ 5 milhões dos cofres do Reino Unido e mais US$ 2 milhões por meio do site de financiamento colaborativo Crowdcube, informa a BBC.



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  4. A despeito da aparência pesada e desajeitada, a criação da HAV concentra diversas vantagens únicas em relação a outras formas de transporte aéreo. Por utilizar hélio inerte para ganhar altitude, por exemplo, o Airlander 10 é capaz de permanecer flutuando por vários dias com um custo mínimo de combustível. E a economia se mantém durante o transporte propriamente dito, já que o zepelim consome apenas um terço do combustível que seria utilizado por um avião de proporções semelhantes. O revés, entretanto, aparece na velocidade máxima, que não vai muito além dos 160 quilômetros por hora. Não obstante, o Airlander 10 ainda traz como vantagem uma autonomia para mais de 2,5 mil quilômetros, incluindo a possibilidade de aterrissar em praticamente qualquer terreno — dada a sua capacidade de pairar sobre a superfície. Ademais, a gigantesca aeronave ainda é capaz de carregar até 50 toneladas de carga. E mais, a fabricante inglesa, a Hybrid Air Vehicles acredita que a menor velocidade se compensa com a maior economia e segurança.

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  5. Mande vc tb a sua informação, comentário ou opinião sobre esta pauta de hoje, para navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "Se é econômico, seguro e não poluente é o transporte verde que precisamos já no planeta, a velocidade não é tanto problema para vôos que não sejam executivos": a opinião é de Altair Rezende, que é ex-piloto civil e atua com montagem de drones no ABC.

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  7. "Lado a lado com o movimento da cidadania, com as manifestações e as lutas dos ecologistas, temos que colocar as novas pesquisas e as novas tecnologias em destaque, como está fazendo este blog, aí sim, torna possível mudanças e avanços no Brasil": o comentário é de Euler, de Belo Horizonte (MG), ligado à UFMG.

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