Ativo da Amazônia pouco conhecido pelo consumidor é a matéria prima da nova linha de Natura Ekos.
A Ucuuba é realmente uma jóia da Amazônia em vários sentidos


Esta espécie amazônica está ameaçada de extinção por conta do aumento da exploração madeireira nos últimos 30 anos, para confecção de estacas, cabos de vassoura e batentes de porta. O uso da semente como matéria-prima cosmética possibilita o manejo sustentável e evita o desmatamento. A cada ano, a soma da  renda que algumas das comunidades obtém com uma Ucuubeira preservada é três vezes maior do que aquela obtida só com a exploração madeireira. Enquanto a árvore é derrubada apenas uma vez, os frutos são colhidos por no mínimo dez anos. Essa lógica transforma a Uccuba em uma espécie valorizada e símbolo do desenvolvimento sustentável lá na região.
Em pé, a ucuubeira garante renda três vezes maior às comunidades ribeirinhas da Amazônia. Foto: Divulgação/Natura
Mantida viva e em pé a Ucuubeira garante uma renda 3 vezes maior a povos da floresta e ribeirinhos

Cerca de 600 famílias de 15 comunidades fazem o manejo da Ucuuba comprada por esta empresa, nas regiões do Nordeste Paraense e na região do Médio Juruá, no Amazonas. Elas são beneficiadas com o desenvolvimento da cadeia produtiva, capacitações técnicas e melhorias tecnológicas. Um exemplo é a Associação do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), que envolve 14 famílias de produtores rurais na coleta da Ucuuba, 13 delas chefiadas por mulheres. “O teu quintal é o teu negócio”, constata Adriana Lima, líder do MMIB. Adriana conta que a relação com Natura vai além do comercial. Ela enaltece a atenção que a marca dá também ao desenvolvimento das comunidades. “Avançamos muito dentro da área que a gente está”, fala a líder comunitária que acredita que o futuro de toda a Amazônia está nesse tipo de parcerias e empreendimentos com os recursos naturais da região. 

Quando maduros, os frutos se rompem e sementes caem sobre os igapós, formando um tapete vermelho.
Maduros os frutos se rompem, as sementes caem nos igapós alimentando peixes e pássaros


Fontes: www.envolverde.com.br
            www.folhaverdenews.com