domingo, 26 de abril de 2015

O MOVIMENTO ECOLÓGICO, CIENTÍFICO E DE CIDADANIA SUGERE ENERGIA SOLAR, EÓLICA E ECOTURISMO NA CHAPADA

Planeta Sustentável: a natureza em alerta com a construção de 7 pequenas hidrelétricas na Chapada dos Veadeiros em Goiás, paraiso ecológico e centro de pesquisas da UnB, ele está ameaçado por projeto de empreendedor que é ligado a Ronaldo Caiado, senador do DEM

 
Usinas de energia solar e eólica além do mais ajudarão a atração do ecoturismo regional


Paulo Lannes, repórter da Veja em Brasília, ouviu a comunidade e pesquisadores da Universidade de Brasil (UnB) sobre a Chapada dos Veadeiros (GO), a cerca de 200 quilômetros de Brasília passando atualmente por um dilema que confronta a necessidade de energia no interior do país, necessidade também envolvida por interesses de empreendedores, políticos e empresas do setor, em contraste com pesquisadores universitários e ecologistas, mas de toda a comunidade, que tem um potencial fora do comum de ecoturismo e de desenvolvimento sustentável, aliando um avanço da economia com a  preservação da ecologia: "A alternativa que cientistas, ambientalistas e líderes de cidadania sugerem para criar uma estrutura energética na Chapada dos Veadeiros, a bem de Goiás e do Brasil, é uso de fontes limpas de energia, abundantes no lugar, como usinas Solares e Eólicas, ao invés de outras opções como hidrelétricas, mesmo que pequenas, evitando impactos socioambientais que já ameaçam a chapada      Isso ocorre porque o Rio Tocantinzinho, um dos principais da área, pode abrigar, ao longo dos 40 quilômetros de seu leito, sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Ainda não existe autorização oficial nem data definida para o início do empreendimento, orçado em 1 bilhão de reais, mas a possibilidade de ele sair do papel já virou polêmica entre moradores de várias cidades goianas próximas, como Alto Paraíso de Goiás, São Jorge, São João d'Aliança, Colinas do Sul e Cavalcante. Preocupados, muitos líderes locais e especialistas de diversos setores preveem que tal intervenção trará graves consequências ao meio ambiente, à composição social dos municípios e ao turismo, a principal fonte de renda da região. Por isso, alguns deles tentaram aprovar o plano de manejo da área de proteção ambiental de Pouso Alto, que englobaria seis cidades da chapada. De acordo com o projeto, seria vetada qualquer atividade potencialmente poluidora nessa zona, como o Agronegócio e as PCHs. O assunto, porém, ficou em aberto devido à falta de consenso entre os membros votantes do conselho formado por representantes comunitários e de entidades ambientais.  Todo esse temor por mudanças num dos mais belos cenários naturais do país começou em 2000, quando a empresa goiana Rialma passou a realizar uma série de estudos em busca de lugares adequados para construir PCHs na região . "Ao constatarmos que a área sofre com a falta de energia, percebemos que seria possível usar a natureza para sanar esse problema", explica Emival Caiado Filho, proprietário da empresa e primo do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). O levantamento patrocinado por ele mapeou 22 pontos na chapada que atendiam aos requisitos de pequenas hidrelétricas. Nove anos depois, foram iniciadas audiências públicas e oficinas com os habitantes das cidades próximas. Depois de muitas discussões, somente sete locais permaneceram no projeto, todos no Rio Tocantinzinho. Para sustentar as PCHs, o curso d'água teria sua largura de 70 metros expandida para 200. "É como a cheia de um rio", afirma o empresário, tentando menosprezar os efeitos colaterais do empreendimento. De acordo com Caiado, esses trechos já foram avaliados e aprovados por cerca de 100 técnicos, contratados por ele, para avaliar os impactos ambientais do empreendimento. Avessos ou contrários a esse discurso estão os pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), que realizam estudos na chapada há décadas, o envolvimento da instituição com a área é tão grande que, até o fim do ano, este centro de ensino e de educação socioambiental deve inaugurar uma unidade em Alto Paraíso. A maioria acredita que irá se alterar todo o ecossistema local com a construção das PCHs. Nesse sentido, a última informação é que o movimento ecológico, científico e de cidadania está propondo que ao invés de hidrelétricas, sejam construídas na Chapada dos Veadeiros usinas Eólicas e Solares, aproveitando estas energias limpas e fartas nesta região paradisíaca, que melhor se integrarão com os recursos da natureza local e além do mais virão a ser uma atração a mais para o ecoturismo, a principal fonte de sua economia.
  
Com certeza por menores que sejam as hidreléticas causariam sequelas ambientais na Chapada

Já houve manifestações de ecologistas e protestos da comunidade contra empreendimentos como as  PCHs

 
Fontes: www.planetasustentavel.abil.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

7 comentários:

  1. Logo + estaremos postando aqui nesta seção comentários e outras informações por aqui.

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  2. Logo mais estaremos postando por aqui comentários e mais outras informações sobre a Chapa dos Veadeiros e o movimento para dotar a região de ecoturismo de uma poderosa atração a mais, um sistema de energia solar e eólico integrado à natureza local.

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  3. Envie você também a sua mensagem, mande pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "Com certeza um sistema contemporâneo de energia limpa integrado aos recursos da natureza da Chapada vão enriquecer o ecoturismo da Chapada dos Veadeiros e de todo Goiás": a opinião é de Creusney Pereira do Anjos, que descende de um povo nativo da região e que trabalhou em Brasília (DF).

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  6. "O Governo e o Congresso não podem permitir que o interesse privado de um empresário bancado por um senador da oposição mais radical e ruralista estrague um trabalho que vem sendo feito há anos pela UnB e pela comunidade em defesa da Chapada e do turismo ecológico que é um dos maiores fatores de desenvolvimento sustentável no país": e o comentário de Alexandre Ribeiro, de Goiânia (GO), que atua na área de Educação Ambiental na capital federal.

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  7. "Através de várias Feiras de Sementes e Mudas o povo da Chapada ficou consciente que a ecologia é a principal fonte de riqueza daqui", comentou Paulo Santos, de São Paulo, técnico de Informática que nasceu na Chapada dos Veadeiros e que pretende voltar para ser guia de turismo ecológico lá.

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