sexta-feira, 29 de maio de 2015

DIEESE FALA EM CIDADANIA E DIREITOS DO TRABALHADOR AO CRITICAR NOVAS REGRAS DO SEGURO DESEMPREGO

Sapateiros de Franca e colhedores de Café do nordeste paulista estão entre os mais prejudicados por esta análise de economista do Dieese no site da Rede Brasil Atual



A questão de justiça tributária é o foco do Dieese na suas críticas às novas regras


Matéria hoje no site da RBA coloca em questão algo que vem atormentando também os sapateiros de Franca: as novas regras do seguro desemprego são negativas para os trabalhadores em geral mas também para o próprio Governo, segundo analisa Patrícia Pelatieri, que é coordenadora executiva do Dieese. Ela criticou da mesma forma o abono salarial. Outros prejudicados seriam os comerciantes com a baixa de consumo no país. A economista disse que alguns trabalhadores que estão entre os mais vulneráveis do setor (como os sapateiros de Franca e os colhedores de Café no nordeste paulista) por causa da questão da rotatividade serão os maiores prejudicados. Isso envolveria cerca de 50% de toda classe trabalhadora, levando em conta também a taxa de desemprego agora, deve afetar demais esta parte da população em 2105. A diretora do Dieese explicou ainda que se esta restrição tivesse sido aprovada em 2014, dos 8 milhões que acessaram o seguro desemprego para sobreviver no mercado, cerca de 1,3 milhões de pessoas hoje estariam em grande dificuldade. Patrícia Pelatieri explica que assim além de prejudicar o trabalhador, o ajuste irá gerar déficits nos cofres públicos. “O dinheiro que é destinado ao trabalhador até que ele consiga uma nova profissão vai direto para o consumo. Agora, sem esse recurso, o Governo economizará de um lado, mas deixará de arrecadar do outro. Num cálculo preliminar, deixará de arrecadar R$ 2,2 bilhões ao ano. Segundo a especialista, os cortes reforçam uma estrutura desigual e injusta na sociedade brasileira. Para ela, todo o sistema tributário brasileiro é caracterizado por punir quem recebe menos. "Enquanto as famílias com até dois salários mínimos gastam quase metade de sua renda para fazer o recolhimento de tributos, as famílias com o rendimento superior a 30 salários mínimos, gastam um quarto da renda para o mesmo fim”, explica e então argumenta que  “O mais eficiente para o governo e mais justo para a população seria fazer um ajuste tributário que incidisse mais sobre a renda e o patrimônio, dentro de um sistema que venha a  privilegiar a progressividade", comentou ainda Patrícia Pelatieri. Algumas propostas das centrais sindicais vão nesta direção e foram oferecidas ao governo como alternativa para sair da crise. "É um tema complexo e minha especialidade não é economia, porém, hoje para um desenvolvimento sustentável, que equilibre também com o interesse ecológico na Nação, é fundamental a justiça tributária e social", comentou por aqui no Folha Verde News, o blog da ecologia e da cidadania, nosso editor, o repórter Antônio de Pádua Padinha, que se diz ainda preocupado com os efeitos desta situação, enfocada pelo Dieese, nos índices de violência, cada vez mais crescentes no Brasil. 




Os sapateiros de todo o Brasil e também de Franca, polo deste setor...

...e os colhedores de Café do nordeste paulista e de outras regiões...

...assim como o setor comercial com o baixo consumo estão entre os mais prejudicados

Fontes: www.redebrasilatual.com.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo + estaremos postando aqui + informações e comentários. Aguarde.

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  2. "Comerciantes em geral que terão queda nas vendas com a baixa do consumo por conta da pouca renda do trabalhador e da nova regra do seguro desemprego, também precisam ser colocados entre os mais prejudicados": o comentário é de Alberto Lima, que mantém loja de produtos para alimentação em Jardinópolis (SP).

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  3. "Somente no nordeste paulista milhares de trabalhadores com emprego mais vulnerável serão prejudicados com novas regras do seguro desemprego, imagine no Brasil inteiro": é o comentário de Mário Lopes, que nos envia matéria que saiu há 2 dias no jornal Diário da Franca sobre esta questão.

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  4. "As novas regras do seguro-desemprego devem atingir diretamente milhares de trabalhadores de Franca e região. Na cidade os mais prejudicados são os sapateiros, principalmente, os que prestam serviço a fábricas que costumam fazer acerto e rescindir o contrato de trabalho anualmente", diz a matéria deste jornal de Franca (SP), citando o caso dos trabalhadores em fábricas de calçado e também na colheita do café em fazendas da região.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. "O problema é que agora, com a necessidade de se ter 12 meses trabalhados para ter direito ao seguro desemprego, trabalhadores de muitas categorias não se enquadrarão na nova regra": é o que comenta Maria Fernandes Pereira, de Belo Horizonte (MG).

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  7. "Outro detalhe que precisamos destacar mais é que a votação em Brasília foi polêmica porque vários senadores consideram inconstitucional o trecho da MP que modifica as regras do abono salarial. Atualmente, tem direito ao abono todo trabalhador que tiver trabalhado pelo menos 30 dias no ano anterior com carteira assinada e recebido até dois salários mínimos. O benefício é um salário mínimo.
    A medida provisória modifica as regras estabelecendo que terá direito ao abono quem tiver trabalhado pelo menos 90 dias no ano anterior. Além disso, o pagamento será proporcional ao tempo trabalhado, sendo um doze avos para cada mês constante na carteira de trabalho. Primeiro que vamos que fazer muitas contas e depois que é rasgar um adireito adquirido": o comentário é de Paulo Sérgio, de São Paulo (SP), que integra o Sindicato dos Metroviários.

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  8. "O que mais me revoltou nas críticas da economista do Dieese, é que ela diz que todo o sistema tributário brasileiro é caracterizado por punir quem recebe menos. Diz assim, que enquanto as famílias com até dois salários mínimos gastam quase metade de sua renda para fazer o recolhimento de tributos, as famílias com o rendimento superior a 30 salários mínimos, gastam um quarto da renda para o mesmo fim. Isso significa que quem ganha menos, paga mais": Maria do Carmo Rosário critica isso que ela considera uma injustiça tributária, "mais um dos desequilíbrios que abalam o Brasil". Ela estuda Direito na UFRJ.

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